segunda-feira, maio 24, 2010
spacetime continuum distortion times two
domingo, maio 23, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
The Strength of the Risen
The question may seem shallow or void of any sense and purpose, but within the effort you put in understanding it you have me accomplishing my goal. Don’t worry about the out coming answer. It is as right or as wrong as you admit it to be in the thought behind all the other thoughts crossing you mind this instance.
Which purpose am I talking about?
Well, first of all the believing process innate to every man and woman. My goal is challenging you to believe. In what?, you are asking. In whatever feeling you perceive as good. The scope of emotions tremble by the feeblest thought of doubt crossing your mind, as doubt is no emotion, although you may tend to intellectually react to it as if you could already feel the anguish and fear it inputs in your mind and body. Doubt, however, is a thought on its own and it does not depend on the circumstances of your surroundings, but on the perspective and intensity by which you look at them and let them having you influenced.
But I am sure you read it all in some book. In some spiritual or living guidance manual. I read them too. I devoured them as a rushing impulse for physical and psychological tranquility. Being sure that is also your case, I’ll leave you there, with no other introspective phrases or questions… no other, apart from this: what is your deepest thought?
Tell me your thought, your deepest thought about everything, anything. The most truthful true lying behind all your questions, fueling your dreams and doubts, nurturing your hopes and fears. Repeat it to yourself whenever you have a question: “What is my deepest thought?”. And you’ll be surprised by how frail and distorted the perception of yourself is.
The difficulty, as I am sure you have figured out by now, is the amount of questions racing your mind every second of every hour of everyday and the enormous, untamable speed they trail after each other. How can you know what you are truly after when your focus spreads like butter over hot bread?
When the old preached “truth” above all other values and virtues they were not referring on having you being truthful to others. Being truthful in your relationship with your peers occurs as a sub product of the real object to which you must keep truthful all the times, at all times: you.
Truth will set you free. I’m also sure you’ve heard this one before. But what meaning did you extract from it? Was it referring to you telling everyone else what your “lies” have been (strong word, lies, sounding almost like sin)? Certainly you have already confessed a small lie to your friend, one line such as “I had to tell him I was sick so I was not going out that night”, but probably this attempt to exonerate your guilt (another strong word) did not manage to, somehow, restore your feeling to its potential for permanent joy. You’d probably be feeling much better if you had told directly to that person “I am sorry, but on the other night I lied about being sick because I was not really in the mood for going out with you” and, in response, you’d get something like “Don’t fret about it. I totally understand it and I was feeling the same way, but I was afraid of letting you know”.
So, what is it one is truly after? Is it giving truth to others or, instead, receiving comprehension and forgiveness? The trick here, however, is that only those who cannot forgive and cannot comprehend themselves try finding forgiveness and comprehension on the outside world - on a person, on an action. The truth in that case is that you have betrayed yourself at some point, you have betrayed your deepest thought about a certain situation and as you do not realize it you cannot assess that the one who needs to forgive you is, in fact, you.
Truth will set you free seems now to be a rather incorrect statement, because when you’re truthful to yourself and to your deepest thought, the thought behind all other layers of thought, you can never, ever, become a prisoner craving for release. Truth does NOT set you free, but it is otherwise your very own guarantee of freedom.
terça-feira, maio 04, 2010
Sabe a diferença entre um foguetão espacial e um míssil balístico?
Cenário 1: cidadão A trabalha, ou seja, paga IRS (espera-se!), ou seja o Estado recebe;
Cenário 2: cidadão B reforma-se e deixa de trabalhar, ou seja, o Estado passa a receber menos IRS (porque a taxa é tendencialmente inferior) e, simultaneamente, passa a gastar mais (mais uma reforma a ser paga - e, diga-se, devidamente!);
Cenário 3: cidadão C reforma-se, mas continua a trabalhar. Não só paga (potencialmente) mais IRS (sobre a pensão e sobre os rendimentos "extra"), como fica também com mais rendimento disponível para despender, ou seja, rendimento para aplicar directamente na economia ou em poupança (sim, a poupança também é, grosso modo, um método de financiamento indirecto que, na maioria dos casos, compete aos bancos - "receber depósitos e conceder financiamento"). O Estado paga uma pensão, mas recebe, adicionalmente, mais receitas pelo trabalho "extra" do cidadão C, quando comparado à falta de actividade pós-reforma do cidadão B.
Analisados estes cenários, qual destes cidadãos está, afinal, a prestar maior serviço ao país?
A questão subjacente ao artigo a que respondo, parece-me, não se encontra no facto de um cidadão ser mais ou menos activo em termos economico-profissionais após o momento em que lhe seja reconhecido o direito a uma reforma.
A questão é outra e bem mais profunda, alicerçada num postulado ético do direito ao trabalho. Um postulado que deve verificar-se sempre que haja uma relacção entre pessoas (quer laboral ou não).
A pergunta que se coloca é, pois, a de saber se o trabalho ou serviço que aquele cidadão C continua a prestar encontra legítima e justa correspondência no rendimento que dela advém.
Um dia, há alguns anos, perguntaram-me a diferença entre um foguetão, desenhado para lançar os nossos satélites para o espaço, e um comum míssil de guerra, ao que respondi negativamente.
Pois a resposta a esta questão, disseram-me, é só uma e universal para qualquer questão sobre o Homem, incluindo a de saber se o cidadão C deve continuar a trabalhar.
Pois tanto o míssil de guerra, quanto o deslumbrante foguetão são em tudo semelhantes... excepto no seu propósito e intenção.
sexta-feira, abril 23, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
Tempo e Direcção
Como responder sem desprezar? Como ensinar sem subjogar? Quanto mais tolera o homem-velho a condescendência do homem-novo a seu lado, olhando a esperança como uma promessa e o futuro como uma esperança?
Perdido fica o homem que segue sempre sem saber que se deixou para trás. O corredor ultrapassado pela própria sombra, perdido para o reflexo de si sem saber que por mais rápido que corra chega sempre em segundo lugar. Onde falte a direcção, precipita-se o não-devir pela lei da velocidade.
Ir contra o sol oculta o caminho, mas a sombra do que se é fica sempre para trás.
terça-feira, dezembro 08, 2009
Quietness
James stood still for an hour on the front porch of the old house. His feet wouldn’t move if he wanted them to. The coffee on his right hand untouched by his lips grew cooler as the steam raising up from the cup progressively vanished in the cold breeze blowing from Cadilac Mountain.
He followed the girl’s every move with his eyes, the way she scratched her noose and then composed her hair behind the ear. 'How cuter could it get?', James found himself thinking. As if listening to his thought, the girl slowly raised her eyes from the book on her lap back at James. He didn’t move or gazed away. For a moment in time, they were the only souls alive under the dawning skies.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Regina Spektor- The Call
Which then grew into a hope
Which then turned into a quiet thought
Which then turned into a quiet word
And then that word grew louder and louder
'Til it was a battle cry
I'll come back
When you call me
No need to say goodbye
Just because everything's changing
Doesn't mean it's never been this way before
All you can do is try to know who your friends are
As you head off to the war
Pick a star on the dark horizon
And follow the light
You'll come back when it's over
No need to say goodbye
You'll come back when it's over
No need to say goodbye
Now we're back to the beginning
It's just a feeling and no one knows yet
But just because they can't feel it too
Doesn't mean that you have to forget
Let your memories grow stronger and stronger
'Til they're before your eyes
You'll come back
When they call you
No need to say goodbye
You'll come back
When they call you
No need to say goodbye
quinta-feira, setembro 03, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
hoje sombrio manto se estende do oeste ao leste como véu. De penumbra e medo se cobre a terra verde, a vermelho tinge-se a ondulante cor do céu.
no clamor aflito de desejos, sonhos perdidos e naufragados despedaçam no rufo surdo a esperança do desesperado, salteador derrubado em fulgor intenso e beligerante. E do que é seu vê-se, por fim, o próprio cego apartado
sexta-feira, janeiro 02, 2009
O tuga comedido
onde tudo vende e tudo compra
e já nada faz sentido
vivo segundo a lei maldita,
escravidão desumana e desleal,
onde cada sonho gravita
ao sabor do mercado cambial
tempos duros e incertos,
desígnios de pobreza e ingratidão,
desespero desmedido e renegado
às euforias da eleição
deste país que deixamos,
pouco resta que aceitar
esconder que não se tem para comer
mostrar o jaguar que não se pode pagar
valham-nos as migalhas de pão
compradas com a pensão dos avós:
do pouco sobra-lhes sempre tostão,
pela reza multiplica-se-lhes os dons
são tempos curtos, espera-se,
estes de infortúnio e sofreguidão:
vá-se depressa o raio da crise,
venha de lá, de novo,
mais crédito ao cartão
quarta-feira, dezembro 10, 2008
quinta-feira, agosto 07, 2008
que eternizei para mim:
o teu olhar tão intenso,
brilhante como és afinal,
de tanta vida a transbordar,
tão feliz que me pareces irreal...
...e chama-me um dia louco,
que irrisório ou infantil
seria ainda tão pouco,
por não perder esta imagem:
os contornos do teu rosto,
sob luz fugidia em que o vi,
esbatidos na memória,
no que resta dessa miragem...
...e deixa-me só, assim,
perdendo para todos a razão,
porque não ver-te de novo
sabe tão menos que a pouco...
e por tentar,
por tentar ainda que em vão,
fazer de ti este meu sonho,
tão impossível e medonho,
haverei até de parecer,
dos loucos, o mais louco,
se não és, afinal, ilusão.
quarta-feira, julho 09, 2008
Tive o mundo na palma da mão e deixei-o partir. O medo instalou-se não no que faço mas no que deixo de fazer.
Quero partir à aventura, recomeçar do zero, conquistar e ser conquistado. Porque a estagnação em que vivo desespera-me e enferruja-me o corpo, o pensamento, a astúcia. Não tenho desafios nem reviravoltas, possuo apenas aquilo que pedi... um ano de descanso e nada mais.
Foi-me concedido, e agora que o tenho desprezo-o. Desprezo o apaziguamento, parece que tudo se retrai como que esperando um grande acto, quem sabe final.
Para isso estou pronto e preparado, desejo de provar quem sou. Não tenho espectativas nem ambições nem plano de recurso. Estou aqui, só, nú, perante os números e as horas, que passam desde a manhã até à tarde.
Quero mudar o mundo da ponta do colchão, sem pisar em terra firme ou me aventurar pela selva. Cobardia, afinal, demonstro-a sempre a cada passo que dou, quando cada pedaço do corpo me dói. E deixo-me arrastar, sem falar ou desafiar quem quer seja.
Não quero ser herói, mas desejo a sua glória, como se de um beato canonizado me tratasse, reconhecido anos e séculos depois, por quem não tem em mim mão nem no meu poder e decisão.
Hoje abate-me esta crise de identidade, em que nem sei se vivo ou parei de viver. Quando o mundo desabrochou pela primeira vez, eu chorei, e hoje não choro mais.
Vi-o resplandecer e retrair, como se Ent fosse eu perante florestas mais velhas que a Terra. E a liberdade que sempre desejei, que nunca permiti recusar, foge-me todos os dias um pouco mais, onde caio sem escada de regresso, sem túnel ou vento que me guie e dê direcção.
Não reflicto nem respiro, não vejo nem acordo do sono pesado onde caí, há meses atrás. Recusei o irrecusável e hoje peço apenas uma nova mão que me solicite e convide a partir.
Prometo não olhar para trás, prometo deixar-me ir onde o destino, onde o amor me levar.
E partir, só partir e, quem sabe, um dia regressar a uma casa vazia, a uma vida sem sentido. Do futuro já não sei, e hoje só creio que posso partir, sem olhar para trás. Sem medo de cair, outra vez.
segunda-feira, junho 09, 2008
letras fugazes e repentinas,
entre ecos e rios e ondas e ar
juntos de novo ao mundo
deixado ficar
apertado na história
do teu rosto e beleza desigual,
em que cada segundo
parou e te viu voltar
deixou o tempo de correr,
e quieto, o mundo,
desapareceu, para
que nem o tempo
ou eu, te visse partir
domingo, maio 18, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
ao longe um só sol poente e doce
de manhã perdi-me no olhar os prédios de baixo, as ruas de frente, entre os passos de perna curta na calçada hoje o dia é de sol e chuva um combinado de frutas e cores, sem tempo para chegar nem hora para partir uma eternidade vigorosa e debroada de risos...
...onde não mora alguém é casa despida,
sem o mar que alimenta preenche e me amansa
nem alma sã nem lugar sem fim do mundo te pode guardar
segredos de orvalhos matinais
se o teu abraço me prendesse
como que amparando as nuvens do céu
dormiria para sempre no teu regaço
pois o meu mundo terreno vem do alto ao chão
aqui não há telha ou parede soltas
este espaço sou eu e tu
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
deixei um braço que fui,
uma mão com que escrevi,
traços que se apagarão...
e não há mal, nem juiz, nem razão,
és apenas a voz do mundo
que povoas entre recordações e amizades...
nesta terra que deixo
livre de pégadas e rastos
um só suspiro deixo escapar
já depois de mim um rio, um mar
depois de ti a rocha
depois de nós, pó.
terça-feira, junho 19, 2007
Fado do Encontro
Vou andando, cantando
Tenho o sol à minha frente
Tão quente, brilhante
Sinto o fogo à flor da pele
Tão quente, beijando
Como se fosses tu
Ao longe, distante
Fica o mar no horizonte
É nele, por certo
Onde a tua alma se esconde
Carente, esperando
Esse mar és tu
Pode a noite ter outra cor
Pode o vento ser mais frio
Pode a lua subir no céu
Eu já vou descendo o rio...
Na foz, revolta
Fecho os olhos, penso em ti
Tão perto, que desperto
Há uma alma à minha frente
Tão quente, beijando
Por certo que és tu
Pode a lua subir no céu
E as nuvens a noite toldar
Pode o escuro ser como breu
Acabei por te encontrar
Vou andando, cantando
Tive o sol à minha frente
Tão quente, brilhando
Que a saudade me deixou
Para sempre,
Por certo
O meu Amor és tu.
domingo, junho 10, 2007
sábado, junho 09, 2007
rain down mercy
for the lost and lonely child
for the liars and the losers
the reckless and the wild
there's no more use in pretending
I know I never fooled you
the deepest darkness I've ever known comes
from living like I do
but I swear I'm gonna knock on that gate
even if it's all in vain
I'll stand outside with my mouth wide open
and drink the pouring rain
I know there's some good left in this world
I've seen it shine in your eyes
rain down salvation
and keep my faith alive
the harder we fall, the closer we come
to finding our hearts and the damage we've done
darling, I've held the devil's dirty hand
but holding you now I know is heaven's last attempt
won't you walk beside me
you know I can't make it alone
here the fields are dark and the wind is hard
hard as stone
roll out the sky
oh, and let me come home, come home
I wanna come home
the harder we fall, the closer we come
to finding the light and the warmth of the sun
all that I've ever had I've let slip through my hands
but holding you now, I know is heaven
heaven
sexta-feira, junho 01, 2007
percorrer mundos e sonhos,
por momentos deixar-me para trás,
partir sem destino nem memória,
sem passado ou futuro ou história.
abraçar o ar, o vento,
a minha natureza de sentir desmedidamente,
sem repressão do que vejo,
do que sou.
um espírito livre que perdura no firmamento,
um fruto pendendo da árvore tão singular e verdejante
no seu restolhar ondulante.
quero amar para sempre,
perder-me em tempos e mundos distantes,
ouvir apenas vozes amigas da minha infância
e deixar-me levar.
e para sempre perdurar,
em flutuante movimento,
eternamente suspenso
entre o céu e o mar.
terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
a bit of me to someone new
the perfect words never crossed my mind,
'cause there was nothing in there but you,
I felt every ounce of me screaming out,
but the sound was trapped deep in me,
all I wanted just sped right past me,
while I was rooted fast to the earth,
I could be stuck here for a thousand years,
without your arms to drag me out,
there you are standing right in front of me
there you are standing right in front of me
all this fear falls away to leave me naked,
hold me close cause I need you to guide me to safety
no I won't wait forever
no I won't wait forever
in the confusion and the aftermath,
you are my signal fire,
the only resolution and the only joy,
is the faint spark of forgiveness in your eyes,
there you are standing right in front of me
there you are standing right in front of me
all this fear falls away to leave me naked,
hold me close cause I need you to guide me to safety,
there you are standing right in front of me
there you are standing right in front of me
all this fear falls away to leave me naked,
hold me close cause I need you to guide me to safety,
no I won't wait forever
no I won't wait forever
sexta-feira, maio 18, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
the perfect words never crossed my mind cause there was nothing in there but you, e hoje revivo-as num inferno dantesco, num purgatório de ausência, no tormento de uma saudade. nasce da certeza de nunca te ver, de nunca te substituir e não te poder deixar partir. não te deixo morrer nem morro eu também.
The perfect words never crossed my mind
Cause there was nothing in there but you
I felt every ounce of me, screaming out
But the sound was trapped deep in me
All I wanted, just sped right past me
But I was rooted fast to the earth
I could be stuck here for a thousand years
Without your arms to drag me out
In the confusion, and the aftermath
You are my signal fire
The only resolution and the only joy
Is the faint spark of forgiveness in your eyes
domingo, maio 06, 2007
sábado, maio 05, 2007
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
Then live the rest of our life,
But not together.
Wake up in the morning, stumble on my life
Can't get no love without sacrifice
If anything should happen, I guess I wish you well
A little bit of heaven, but a little bit of hell
This is the hardest story that I've ever told
No hope, or love, or glory
Happy endings gone forever more
I feel as if I feel as if I'm wastin'
And I'm wastin' everyday
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
Then live the rest of our life,
But not together.
2 o'clock in the morning, something's on my mind
Can't get no rest; keep walkin' around
If I pretend that nothin' ever went wrong, I can get to my sleep
I can think that we just carried on
This is the hardest story that I've ever told
No hope, or love, or glory
Happy endings gone forever more
I feel as if I feel as if I'm wastin'
And I'm wastin' everyday
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
Then live the rest of our life,
But not together.
A Little bit of love, little bit of love
Little bit of love, little bit of love
A Little bit of love, little bit of love
Little bit of love, little bit of love
I feel as if I feel as if I'm wastin'
And I'm wastin' everyday
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
To live the rest of our life,
But not together.
sexta-feira, abril 20, 2007
em vontade me destruí
amei tudo o que senti
pela tua morte morri tambem
fiquei perdido no mundo
deixado desencontrado de paz
sou hoje apenas um rumor
sou de mim o que ficou pra trás
onde perdi o amor que vivi
onde deixei, deixe-te para mim
e hoje nao sou mais que um sinal
daquela vida que perdi
só em aparência banal.
sábado, fevereiro 10, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Dum sono tão profundo e desolador.
Mas este mundo inteiro, dizem, é só esplendor:
Já ouço o universo que fala e me seduz....
E mergulho de cabeça no mar ondulante
Atravesso de rasgão a onda
A espuma revolta, o reflexo brilhante
De novo mergulho e volto à tona
Deixei já pra trás os olhos cerrados
De frente ergo o queixo, encaro a imensidão,
Como, do navio, o faz a proa,
Perco o pé e a maré teima em puxar.
Nado e venço-a na sua missão.
Porque hoje não afunda quem não sabe nadar,
E de si só naufraga quem não chega a tentar.
domingo, janeiro 07, 2007
descoberto estou em tudo quanto senti,
restas-me, a tua certeza
a transbordante beleza
ficarei como era, aguardando
quem sabe, nova vida,
um novo despertar
esperarei anos e séculos
eras passarão e aqui estarei
e tu, tu virás um dia,
resgatar-me da paixão
para um novo entardecer,
um outro pôr-do-sol sobre o mar
domingo, dezembro 24, 2006
Porque este mundo não é o meu. Nunca assim o senti, nunca lhe ganhei direito, um intruso sou naquilo a que aspiro para mim, para os outros. Formas vazias desencontradas desta alma em tormentosa escravidão e assim perdido, espero e desejo com os últimos sopros da vida em mim: "Não me deixes falhar. Por favor, não me deixes falhar...".
quinta-feira, dezembro 21, 2006
"É a nossa luz, não a nossa escuridão, o que mais nos assusta."
Faz hoje um ano. Um ano passado desde que despertei com tons de rosa, a tua cor mais profunda, mais mansa entre os mundos a que pertenceste e te deixaram partir.
És tu ainda quem me sustem a respiração, quem me faz mergulhar nos meus mundos perdidos e ressurgir.
quinta-feira, novembro 09, 2006
quarta-feira, novembro 08, 2006
é que na própria liberdade do que somos encontramos a possibilidade de sermos incoerentes se alguma lógica nisso descobrirmos.
segunda-feira, novembro 06, 2006
domingo, outubro 29, 2006
Quando te vi? Quando te verei? Será que alguma vez te amei? Nem te vejo inexistente, na ausência de sentidos, de vontade, e perco a minha alma para as deambulações eternas da compreensão da tua ida. Presa à dúvida insolucionável de saber se vivo porque espero ou se vivo porque vivi ou se vivo por viver.
* * *
I lose myself everyday a little further to places there's no return. I listen to this music saying «you have everything you need if you just believe» and I let myself be carried away to my other self, that self I left behinde to fell down for the promise of ever letting myself be defeated. Everyday is a struggle journey and a journey for mourn as well. Not every time I let you to come and hunt me with memories from some such distant life I can barely remember how real it had been, brought back from my deepest dreams, from my hopeless hopes. I hear you in the darkness of my nights, by the frailty of my dreams. There I can find you for such brief and misty moments, brought to this world of false passions through the glimpse of the awakening. You used to come countless times in those moments of disbelief and distrust, making me believe for such a short moment in time we were living the life we were rightful owners to live instead of the regret of waiting in vain.
When did I see you? When will I look upon you as before? Have I ever loved you? Neither I can imagine you inexistent, nor in the absence of sensibility, nor desire, and I even lose my soul for those eternal wanderings of the understanding of your departure. Stuck to the endless doubt of knowing whether I live for the waiting, whether I live for the life I lived before, whether I live for living, just for living... .
quinta-feira, outubro 05, 2006
You, who make my life brilliant and worthy...
But I cant seem to find the right melody today
I can't make the words fit how I feel
I don't know when
Was the last time that I slept the whole night through
And when morning comes around I feel tired
I woke up from the strangest dream
With a dancing dog and a beauty queen
They said nothing, nada, niente
I'm empty

But Your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing

Do you know why
I cant seem to find the right melody today?
Can't make the words fit how I feel
Do you know when
Was the last time that I slept the whole night through?
Another morning comes around, I feel tired

I drive down to the rodeo
Gonna ride a bull in a video
But nothing, nada, neiente.
I'm still empty
But your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing singing singing
sábado, setembro 23, 2006
fuck off, you bastards...

you can find no family leader, mother, father or grandmother, without their shopping basket, wandering around in the supermarket, stopping in the most improper places just to check the price of the onions...
And I, a person who hardly goes to the supermarket on the weekend, have to bare them all screaming, pitching, laughing and picking on my nerves for the entire 2 hours of unavoidable groceries demands!
couldn’t they go for some running competition as the netherlanders usually do on the weekends? I would pay to send them all to Holland for 2 months...
escrevo-te por cima
velho companheiro de anos passados, momentos passados, histórias escritas, desenhadas e vividas pelo que por nós passou e sempre regressa de novo e de novo como eternas folhas caídas, estação após estação, desejo após desejo, vontade após vontade.
e onde guardas uma língua que é a minha e que tão poucos conhecem, tão poucos eruditos, instruídos a sabem ler, reconhecer e pronunciar sílaba a sílaba nos seus significados e sentidos tão diversos, dispersos e dissimulados.
por ela liberto-me de novo das amarras de quem te lê, porque só verão este amontoar de palavras disformes a seus olhos. para a maioria assim serás, mas não para mim. não para aqueles para quem posso escrever sem tabús, na minha própria língua que soa tão doce, tão doce...
não podes imaginar a falta que faz, a frustração que é nunca poder dizer um "amo-te" na vida; um "amo-te" que seja entendido, reconhecido e querido por quem o ouve. não sabes como é horrível usar palavras frias como "i love you" ou "s´agapo" que não têm a mínima força de expressão, porque não te custa dizê-las nessas línguas estranhas, porque não te causam dor, sofrimento e agonia antes de as articulares em som.
di-las como se dissesses "até já" ou "até breve" e soam a menos que ocas, soam a indiferentes que as digas ou não digas. talvez assim o não seja para quem as ouve, porque o impacto é maior, a própria tensão é maior porque ficam vinculados pela força da reacção que se espera... mas para quem as pronuncia numa língua que não é a sua, parecem fracas demais, simples demais, incoerentes demais...
sexta-feira, setembro 22, 2006
...
I would like to look up to you
And tell you’re my light
My guiding brightness in the night…
I wanted to be just like you
With no wings I even could fly
Having the sky for my world, going until the end and come back
I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…
I would like you to look up to me…
Feel me as if I was your own sea
Where you fearless can dive, your secret sight,
So I could just hold you near…
The first feeling is always the fairest, the most honest of all…
And the first time you get scared
It makes you spin around and around for the return of a that deep kiss
I…
I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…
I…
I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…
I…
I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…
As I love you…
when everything's made to be broken...
And I'd give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight
And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know your alive
And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
quinta-feira, setembro 21, 2006
je voudrais...
Je veux,
Je veux te dire comme à mes yeux
Le monde entier s’éveille,
Comme si une autre vie éclatait,
Et au-dessus de moi,
À la fin de quoi j’étais,
Ni même mon esprit peut
Dire ces paroles si bien cachées,
Et ni même tes yeux pourront jamais
Découvrir tous les mots perdus,
Perdus dans le temps entre nous,
Et à toi, mon loué ami d’autrefois,
Le plus brillant et magnifique,
Remet à la mémoire mon image
Et elle ne sera plus qu’un mirage
Quand tu rêves de moi.
as for difficult answers to difficult questions...
As for too sudden friendship, too quick friendship… I don’t know the exact answer. There is a mix of what you “think it is” and what you “wonder it can be”.
Though, I don’t feel like pushing or pulling any plug. Just feel like sharing as much as possible, without compromising those good moments that were and those good moments still to come.
As for passion (love + desire = passion) it is in every single thing we put our heart, our energy and our willingness up to. So… yes. There are always feelings of love and desire somewhere, which is a good thing as long as they don’t become into a sense of possession.
onde estiveres...
et je veux dire:
...et nous serons là aussi, comme tes pensées seront à moi, n’importe où."

segunda-feira, setembro 18, 2006
So alive
All around becomes unmovable, untouchable, almost unbearable... and soon enough I hear that song, that one song who makes me remember you, so clear once again in my mind. And all those moments we've been through resound again to my heart, just one more time.
And a new and bright light keeps shinning at some place I forgot to look up with my soul. Somewhere we used to know by heart, while we kept walking around in December's cold night. Can you remember, from there, from that place where you keep the recollections from what we've been?
My heart and my soul, my ruin and my guide, my angel and my fair despair alone in the dark.
You, who came once again, just to make me fall, so I could learn how to walk. The way as I reborn when I see you heading near... Cannot even describe all you meant, all the promises of eternity forever kept inside this one chest I cannot open. Not then, not even now.
You You You, just you can make me feel this way, as if we became touched by fairness and rightful grace.
You You You, you alone in the past, forever shinning over me, shinning all over my unkown path.
'Cause you are really my destiny and my soul, my one goal to get closer and closer to where you stand.
Will you wait a little longer? Just a few more days, a few more years, a few more people going through my life. Let me try... please, let me try to understand them, to help them, to take them as you took me. Let me learn from your memories, from the wisdom you left behind.
And maybe one day, when my task match yours, when I get from where you left, may we reunite once again and, for one more moment in time, may I look upon you. May you see me as before. May we find each other and never let go again.
thank you for inspiring me one more time.
domingo, setembro 17, 2006
"Tu me manques, tu me manques..."
Where to turn as my face goes red and the tears stream down to hit my dark, dark, dark shirt.And I see you guys down, so close and so far, somewhere I cannot reach.
Do you even feel anything? Can you at least remember how we were?
What have we done to deserve such faith?
Can you see the irony all around us three?
You, both... you, who can reach each other in no time, with no effort at all, must hold up a fight to remain away 'cause loving is at the same point too much and, even so, not enough...

...and I, who wanted to be near, just to hang around only for one more day... I am stuck to the laws of distance, economy and time, and even the laws of memory trying to keep us apart.
Can any of you even consider the test these walls have become? To love some people and don't be able to feel them, touch them and reach them at least once in a day, or a week, or a month, or a lifetime...
And if we hadn't met, not there, not now... but somewhere before what all we have individually been through, do you even think we would care about each other?
Do you even think we could have ever met the way we do?
quinta-feira, agosto 24, 2006
que eternizei para mim:
o teu olhar tão intenso,
brilhante como és afinal,
de tanta vida a transbordar,
tão feliz que me pareces irreal...
...e chama-me um dia louco,
que irrisório ou infantil,
seria ainda tão pouco,
por não perder esta imagem:
os contornos do teu rosto,
sob luz fugidia em que o vi,
esbatidos na memória
no que resta dessa miragem...
...e deixa-me só, assim,
perdendo para todos a razão,
porque não ver-te de novo
sabe tão menos que a pouco...
e por tentar,
por tentar, ainda que em vão,
fazer de ti este meu sonho,
tão impossível e medonho,
haverei até de parecer,
dos loucos, o mais louco
se não és, afinal, ilusão.
sábado, agosto 12, 2006
sábado, agosto 05, 2006
segunda-feira, julho 31, 2006
back for a while
tenho estado estes dias em casa, na casa dos meus pais - corrijo, porque casa, lar, foi algo que deixei para trás no dia em que parti para estudar fora. O meu lar abandonou-me, como me abandonei eu próprio a viver sem ele, sem lhe sentir a falta, mas desejando regressar a um lar meu, por mim construído, comigo nascido, comigo envelhecido. A miragem de uma conquista que não se consegue sozinho, à sombra de uma linha paralela criada à imagem e à mesma velocidade do mundo real.
ainda me vejo preso entre esse equilíbrio desigual do que vou criando e do que espero criar, que em perspectiva é o que presentemente possuo e as marcas que deixo à medida que sigo em frente. como se um dos mundos vivesse indexado ao outro e ainda assim se mantivesse dele apartado.
penso muito mais agora antes de escrever, que quando o fazia meses atrás e por meses sucessivos. tento pesar as palavras e o sentido das frases a ver se soam a verdades ou a romances novelísticos ditados para e pela minha memória, como uma estória que contasse repetidamente a mim próprio, para me forçar a acreditar.
sinto que é verdade que depois de Janeiro nem o melhor é tão bom, ou que até o pior já não custa tanto a suportar. uma perna de cada um dos lados de uma ribanceira íngreme que se vai abrindo sob mim, como se se afastassem os continentes deixando lugar ao mar, ondulante logo abaixo.
vejo o pouco que me é dado a conhecer e imagino como será o resto, como seria nunca sentir a falta de alguém, deixar cair as esperanças de que existiria sempre alguém à espera de mim nalgum sítio de onde não sou. De onde já não sou.
oiço falar daquele lar que me desertou, viajando nas bocas de tantos em meu redor, bons conhecedores dos costumes e do que é suposto ser correcto, sensato ou ousado, veneráveis detentores do saber de tudo o que não lhes diga directamente respeito, perdidos, sem saberem que também têm direito a um lar que deles lhes foi também, extorquido, abandonado ou dizimado.
pequenos encontrões que o tempo me dá, para me chamar à razão, como se desejasse claramente que não nos deixemos falhar por pouco, errar indefinidamente pela juventude, estagnados na insatisfação, cosendo remendos a panos já gastos, à espera que o melhor apareça, trazido pela sorte ou pela mudança natural do estado das coisas.
deixa-te tu aí parar, detido pelo que não podes ter, se assim quiseres, se esse for o rumo que escolheres com medo que te possas magoar, ou magoar ainda mais. gente presa entre comparações insolucionáveis, como a história dos infernos do irreconhemento eterno da tua própria imagem. Conversas infinitas contra o reflexo no espelho, batida a tua inteligência por si mesma.
eu cá seguirei, aos tombos, entre erros e tropeções, em dores e alegrias diminuidas se necessário. só não quero ficar.
quarta-feira, julho 12, 2006
terça-feira, julho 04, 2006
Do you have a Bonny Portmore, the one place you can't return anymore?
Oh Bonny Portmore I am sorry to see
Such a woeful destruction of your ornament tree
For it stood on your shore for many's the long day
Till the long boats from Antrim came to float it away.
Oh Bonny Portmore, you shine where you stand
And the more I think on you the more I think long
If I had you now as I had once before
All the Lords in Old England would not purchase Portmore.
All the birds in the forest they bitterly weep
Saying, "Where shall we shelter or where shall we sleep?"
For the oak and the ash they are all cutten down
And the walls of Bonny Portmore are all down to the ground.
Oh Bonny Portmore, you shine where you stand
And the more I think on you the more I think long
If I had you now as I had once before
All the Lords of Old England would not purchase Portmore.
terça-feira, junho 27, 2006
quinta-feira, junho 15, 2006
sentirei a tua ausência se partires
faltar-me-á a tua serenidade
a tua voz espalhada no ar
e o amor que por ti sentia
sentirei a ausência se partires
perderei a minha vida.
e a alegria, querida amiga,
irá contigo onde fores
sentirei a tua ausência, a tua falta
por que partes?
por que se exingue o amor em ti?
porquê? porquê?
sei que nunca nada mudará
e sinto-te sempre em mim
sentirei a tua ausência, a tua falta
por que partes?
por que se exingue o amor em ti?
porquê? porquê?
sei que nunca nada mudará
e cá dentro sinto que...
faltar-me-á a imensidão
das nossas noites, dos nossos dias
e o teu sorriso no entardecer
o teu brilho de infância
sentirei a tua falta, doce amor
e encontro em mim este vazio...
porque a alegria, querida amiga,
irá contigo onde fores.
sábado, junho 10, 2006
segunda-feira, maio 22, 2006
num lugar além das minhas memórias e das minhas dores,
sofri por ti e por mim, busquei a felicidade de todos,
vi-os infelizes e segui infeliz até agora e mais um pouco...
manda-me uma mensagem, se puderes,
tenho tantas coisas que quero perguntar e entender
que não sou o único louco neste mundo de misérias bem pagas
e de onde se tem sede num mar de lágrimas...
the greatest story ever told
quarta-feira, maio 03, 2006
a tudo a quanto amar
dou de mim o que tenho,
e, não chegando o que sou,
darei tudo o quanto amei,
e, chegando ao fim da vida
com nada mais que possa dar,
perdoem-me todos a quantos amei
tudo aquilo que não sou,
por tudo o que não dei,
é que, afinal, só mantenho
o que não vos posso mostrar,
mas lembrem-se, algum dia...
...após desvios dessa vida,
há sempre alguém a quem dar
este amor com que eu próprio
vos lembrei.
terça-feira, abril 25, 2006
Buenas noches!
hasta mañana!
segunda-feira, abril 17, 2006
em cada passo que deres
a cada lugar onde fores
onde quer que estiveres
eu estou contigo
a cada dia que viver
a cada ano que passar
a cada pensamento que tiver
tu estás comigo
e quando o mundo esquecer
o amor guardado para depois
quando a memória falhar
então vens me buscar
e viveremos os dois
obrigado
segunda-feira, abril 10, 2006
apareces de repente, destróis-me por dentro, em cada crença e defesa que construí, tornas tudo confuso e irreal, tudo tão intenso como a dor que agora me fere a alma, e vais-te embora, de repente, deixando a meio tudo o que estava iniciado, e deixando-me a mim, entregue a tudo o que levaste contigo e já não volto a ter.
qual a melhor maneira de viver, depois de destruídos das esperanças jovens que tínhamos? agarrados à ilusão de uma partida com um regresso prometido, ou à incerteza de reencontros eternamente adiados e suspensos numa espera infinita?
ainda seremos de novo tudo aquilo que deixamos passar? são as marcas que ficam que ainda dizem que foi verdadeiro. fotografias, lugares, ideias de conversas que tivemos e que inocentemente mostramos a outras pessoas, como se fossem coisas simples e com significado nulo.
dizem que dura um ano até que o tempo cure ou adormeça em nós as melhores lembranças, que são também as que mais doem e fazem sofrer. porque elas são as testemunhas do melhor e do pior, e fazem-nos sempre pensar sobre o que foi, o que era e o que é. obrigam-nos a comparar o que temos e o que já tivemos. E o que foi parece sempre ser mais doce e puro.
hoje não há nada para dar, nada para receber. e se não damos apercebemo-nos da dimensão eterna da nossa própria pobreza. e se não recebemos passamos a medir os dias e a vida pela infinita solidão que somos.
e no meio disto esqueço-me dos motivos pelos quais caí, pelos quais me ergueste. e esqueço a própria necessidade de sonhar, e os nossos bem ditos sonhos que nos guiaram pela mão até ao lugar onde pertencemos.
domingo, abril 02, 2006
Tudo o mais é ruído.
Havia alturas mais chatas que outras. Um delas era quando começavam as leituras, intercaladas por umas canções aborrecidas e sempre no mesmo ritmo, entoadas numa voz esganiçada, de quem parece acreditar que é mais importante lançar contra os nossos ouvidos uma nota aguda, do que articular convenientemente a letra, escarrapachada no livro à sua frente, de modo a que todos compreendessem o que ali era gritado. Nessas alturas, e até ao momento em que terminava a homilia, escapava de mim e via-me a pairar entre o tecto da igreja e as cabeças na assembleia. Pelo Natal penduravam uma grande estrela, suspensa sobre o altar, presa numa das traves do tecto, e eu, sonhando, imaginava-me a fazê-la passar por essa trave, enquanto flutuava lá no alto, sentindo cá em baixo, os olhares de admiração pousados em mim. Enquanto isto, remexia os dedos nas costas do banco da frente, arrancando pequenas gotas de cera seca, deixadas aí, caídas das velas da última procissão ou festa da 1ª comunhão.
Mais tarde, descobri que estar junto ao coro era muito mais interessante. Em primeiro lugar porque não tinha que fixar a minha atenção no padre, no centro da cerimónia, junto ao altar. O coro ficava de lado e o órgão escondia-nos atrás de si, onde não podíamos ver o altar e, de lá, não me podiam ver a mim. Em segundo lugar, porque dali - um ponto mais alto na igreja e de frente para a assembleia - podia olhar para as caras das pessoas e ver as expressões que faziam nas diferentes fases da missa. Podia ver quem chorava, quem ia limpando os macacos do nariz, os miúdos que brincavam sossegadamente, por detrás das pernas do pai, quando este se levantava do banco, para dizer alguma oração. Podia ver aquelas caras de dor, de pessoas que fora da igreja só viviam para chatear e aborrecer os outros, criando problemas e conflitos, mas ali eram o rosto da virtude e do arrependimento. Vi tudo isto, e assimilei, e sintetizei, e categorizei, e tirei conclusões próprias (como mandam as regras do raciocínio lógico e coerente). Todos os domingos o processo e os procedimentos eram os mesmos, e todas as semanas os resultados se repetiam.
Cheguei, cedo, à conclusão - um tanto ou quanto de índole protestante (mas, também, quem não protesta é porque não pensa e, como tal, não tem capacidade de se indignar) - que nenhuma das pessoas que ali estavam o faziam porque acreditavam nas orações que diziam, ou no espírito de fraternidade apregoado. Umas, a maior parte, iam ali porque a tradição familiar a isso o obrigava, quase como dever moral e, seguramente, como dever social, não fosse a pessoa ficar mal falada na terrinha de onde era. Os restantes iam lá porque são egoístas e egocêntricos, e por algum desaire na sua vida, acreditam no seu sofrimento como o único que, de facto, é aflitivo. Porque a missa é lugar, por tradição, onde se devem sentir melhor e colocar todos os fardos que carregam no chão. Porque aí o Amor maior alivia tudo, e os faz lembrar que há-de haver Amor nas suas vidas, ou nas daqueles por quem vão rezar, para se sentirem melhor consigo mesmas.
Quem não vai lá por alguma destas razões, fá-lo porque não encontra razão para ir. As missas tornaram-se baús para os Homens guardarem amarguras, porque para os momentos de felicidade há outros nomes, e outras celebrações. É, apenas, mais um espaço no horário forçando as pessoas a reflectir sobre si, ainda que em correlação com o mundo em volta. É uma hora egoísta, para alívio interno.
Para quem, como eu, olha para isto do lado de fora da janela, o sentido e o significado são poucos. E o verdadeiro conforto vem, antes, da lucidez de ver as coisas, e da luta por ganhar e manter essa lucidez, que nos assola por vezes, e de novo nos abandona, ao longo da vida. Tudo o mais, tudo o que a missa é, torna-se apenas ruído e uma maneira banal de inculcar, pela via da repetição e ingresso na tradição, a ideia de que existem certos valores, ainda que só os consigamos compreender através do encontro com as faces mais profundas de nós mesmos.
terça-feira, março 21, 2006
domingo, março 19, 2006
Pedimos todos os dias que a vida nos corra bem, porque precaver o corpo dalguma enxurrada que por aí fora nos leve é a arte natural de passear por este chão tropeço.
Aos aleijões perdemos o tempo entre coisas estúpidas e supérfluas, que também elas acabarão por apodrecer nalgum canto da casa que habitamos, porque o próprio lixo se torna uma bênção pelo alívio de o podermos deitar fora.
Reparos fazem-se a toda a gente, e a nós também, que não somos excepção de nada senão de nós mesmos e das ideias que temos, já que a vida é um mar brando, onde até as mais violentas tempestades têm uma razão de ser, quer as aceitemos quer não.
E os olhos cansam-se igualmente de ver todos os dias as mesmas cores e formas, as mesmas pessoas, que nunca conhecemos, afinal.
As armas dos nossos vícios apetrecham-nos de desculpas para evitar a realidade, por ser, talvez, demasiado dura para uma couraça demasiado mole, que se desfaz à mais pequena pinga de chuva.
sábado, março 18, 2006
sexta-feira, março 17, 2006
Ohana
E, para mim, a razão pela qual existirmos.
domingo, março 12, 2006
Império do Silêncio
O silêncio é uma dádiva pesada de simbolismo, de sentido e significados e para que exista pede o sacrifício de alguma coisa, que dantes o apagava; sons de pessoas e, até mesmo, de ideias claras e organizadas que oscilavam, com alguma segurança, entre o sentido prático da vida e o idealismo da perfeição.
Hoje, as ideias estão tão indefinidas como a tal cortina que deturpa o sentido do mundo em meu redor. E lembram-se apenas de fragmentos de uma vida passada, em que o sentido era viver, porque isso era bom, isso bastava para ser feliz.
Agora impõem-se os sentidos e os sentimentos, baloiçando ao vento, entre o idealismo da felicidade, ou de mais alguns momentos de felicidade que ainda podem vir e o descrédito que a mágoa e o sofrimento gravam na memória do peito.
As mãos sobem ao rosto, cobrindo-o, com muito maior frequência, sem se saber bem se o quero esconder, ou arrancar dele a frustração e vergonha de não ser capaz de o fazer. A razão de ser do nunca mais, que tranca à serenidade a necessidade de estar presente nos entretantos.
Tantos são os momentos, em que desperto para o mundo, como se toda a minha vida fosse um segredo sem propósito, por não haver ninguém de quem o esconder. As pessoas, ao mesmo tempo que recuperam, aos meus olhos, uma dignidade superior por cada batalha que travam, parecem estar cada vez mais distantes.
A música repetida, vezes e vezes sem conta, embalada numa noite de calor de Verão, trazem até aqui histórias perdidas, do tempo em que ainda não desejava voltar ao tempo dessas histórias.
Esses sons chegam e abrem-me ao meio, tirando para fora tudo o que o dia me leva a enraizar profundamente.
E a solidão, a solidão que chama todos os nomes daqueles que a podiam resgatar, a esta alma que me habita, enrouquece no soluçar de não ser ouvida, de não se conseguir ouvir sequer a si mesma. E adormece a chorar.
sábado, março 11, 2006
Goodbye my lover
Did I disappoint you or let you down?
Should I be feeling guilty or let the judges frown?
'Cause I saw the end before we'd begun,
Yes I saw you were blinded and I knew I had won.
So I took what's mine by eternal right.
Took your soul out into the night.
It may be over but it won't stop there,
I am here for you if you'd only care.
You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
I've kissed your lips and held your head.
Shared your dreams and shared your bed.
I know you well, I know your smell.
I've been addicted to you.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
I am a dreamer but when I wake,
You can't break my spirit - it's my dreams you take.
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be
I've seen you cry, I've seen you smile.
I've watched you sleeping for a while.
I'd be the father of your child.
I'd spend a lifetime with you.
I know your fears and you know mine.
We've had our doubts but now we're fine,
And I love you, I swear that's true.
I cannot live without you.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
And I still hold your hand in mine.
In mine when I'm asleep.
And I will bear my soul in time,
When I'm kneeling at your feet.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
I'm so hollow, baby, I'm so hollow.
I'm so, I'm so, I'm so hollow.
segunda-feira, março 06, 2006
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Algua cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
quarta-feira, março 01, 2006
though stars are no longer so bright
when silence became the answer to me
I just knew you were no longer mine.
Gone all the mystery around you
Gone all the stories we lived
And silence remains instead
as the answer I no longer need.
And if heavens keep love so far
Will my lips keep telling your name?
Will your light fill this empty space?
May your love mend this soul once again?




