«havia de ter sido o mais embaraçoso, o mais engraçado, o mais ridículo, o mais infantil, o mais natural...»
...e foi.
sábado, janeiro 07, 2006
sexta-feira, janeiro 06, 2006
há coisas que corroem mais que o desgosto.
sinto-me um pouco corroído. se falasse em inglês diria... I'm trying to keep myself together in one piece, so I won't fall apart once more.
...e se cada ponta do meu olhar se convertesse em palavras...
...e se os sons encravados na garganta se articulassem ao dizê-los...
e que importa, afinal?
que importa que não diga?
que salte por cima do que pense, do que sinta,
não vás tu por telepatia... empatia... sei lá que mais... ouvi-lo mais alto que eu o deseje?... e, no entanto, havia de ter sido o mais embaraçoso, o mais engraçado, o mais ridículo, o mais infantil, o mais natural... acho que me fico mesmo por "o mais". porque "o mais" é, afinal, o que melhor sabes de mim e eu de ti.
este não é um texto de lamentos, nem de embaraços.
é só uma pincelada de melancolia castanha, de afastamento cinzento, de recordação amarela e laranja, de paz branca, de saudade vermelha, de sentimento violeta, de beleza rosa, de vulnerabilidade azul-bebé...
hoje, nem cores nas letras, nem músicas, nem fotografias.
são várias as que fui deixando e sei porque parecem belas... parecem-no porque se encadeiam numa história; mais que isso... parecem-no porque elas são autores, narradores e personagens desta história e, nas linhas que escreveram, diziam para quem eram... diziam que eram para quem havia de as achar belas. e se as achas belas...
ao fundo desta página está um pôr-do-sol.
e é esse o meu desejo... que um dia o vamos espreitar. nada a mais, nem nada a menos. e até sou capaz de acreditar que seja possível. porque ele é, seguramente, a melhor parte de mim... a única que há-de valer a pena guardar.
...e se cada ponta do meu olhar se convertesse em palavras...
...e se os sons encravados na garganta se articulassem ao dizê-los...
e que importa, afinal?
que importa que não diga?
que salte por cima do que pense, do que sinta,
não vás tu por telepatia... empatia... sei lá que mais... ouvi-lo mais alto que eu o deseje?... e, no entanto, havia de ter sido o mais embaraçoso, o mais engraçado, o mais ridículo, o mais infantil, o mais natural... acho que me fico mesmo por "o mais". porque "o mais" é, afinal, o que melhor sabes de mim e eu de ti.
este não é um texto de lamentos, nem de embaraços.
é só uma pincelada de melancolia castanha, de afastamento cinzento, de recordação amarela e laranja, de paz branca, de saudade vermelha, de sentimento violeta, de beleza rosa, de vulnerabilidade azul-bebé...
hoje, nem cores nas letras, nem músicas, nem fotografias.
são várias as que fui deixando e sei porque parecem belas... parecem-no porque se encadeiam numa história; mais que isso... parecem-no porque elas são autores, narradores e personagens desta história e, nas linhas que escreveram, diziam para quem eram... diziam que eram para quem havia de as achar belas. e se as achas belas...
ao fundo desta página está um pôr-do-sol.
e é esse o meu desejo... que um dia o vamos espreitar. nada a mais, nem nada a menos. e até sou capaz de acreditar que seja possível. porque ele é, seguramente, a melhor parte de mim... a única que há-de valer a pena guardar.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
quarta-feira, janeiro 04, 2006
olhos da alma
Ao sul de cada um há uma estrela à espera que a olhemos com os nossos verdadeiros olhos para que comece a brilhar.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Sentidos
Todos desempenhamos um qualquer personagem na vida. Ou vivemos a vida daquele sujeito que gostávamos de ser, ou a vida do vizinho do lado, ou, ainda, interpretamos o nosso próprio personagem, da maneira mais próxima da imagem que temos de nós mesmos.
Mas, mais das vezes, parece que fazemos uma amálgama de todos os personagens da nossa história, tirando de cada um aquilo que melhor se ajuste às nossas próprias necessidades e as preencha, tentando moldar uma personalidade em função dos objectivos que queremos alcançar na vida, adoptando-a como nossa.
Fazêmo-lo, umas vezes, como reacção à sociedade, ao meio onde nos encontramos, procurando encontrar nela uma certa elasticidade que permita adequarmo-nos às exigências exteriores e à agressividade que lhes é inerente.
Passou por mim, há poucas horas, um ensinamento índio onde se dizia que, dentro de cada um, existem dois cães - um manso e um agressivo - que se mantêm numa luta constante. E quando se pergunta qual dos dois sairá vencedor, a resposta é que será aquele a que dermos comida.
A simplicidade aparente deste pensamento contrasta com a profundidade a que vai descerrar algumas sombras do nosso espírito. Há uma responsabilidade exclusivamente nossa de nutrirmos em nós mesmos o melhor, ou o pior, ou o nada. É uma escolha própria e indelegável, onde a motivação não pode vir de fora, sob pena de se extinguir facilmente.
Agora que penso bem, todo o meu dia esteve repleto de pequenas indicações que me conduziram até ao sentido deste texto. Há pouco, deparei-me, igualmente, com uma crónica, de Maria Costa Félix, sobre o sentido da vida, onde podia ler-se:
«Enquanto esperarmos por alguma ajuda exterior, limitamo-nos a ir vivendo. Sem encarar o facto de estarmos vivos como um, por cujo pleno aproveitamento somos responsáveis.».
A tónica desse artigo assentava nos conflitos entre «aquilo que somos e o que fazemos». Seremos, possivelmente, muito mais que aquilo que fazemos, e o nosso valor irá mais além das nossas próprias acções, ou estados de não-acção. E o medo, aí, teria como função indicar um caminho a seguir, porque motiva uma reflexão sobre cada um e nos leva a uma «relação de autenticidade connosco próprios, que nos faz sentir "validados"».
É este o impulso que todos procuramos, intimamente, dentro de nós, porque,
«em geral, o que mais nos incomoda é aquilo que, naquele momento, mais nos pode ajudar a descobrir o que é que nos dá sentido à vida.».
domingo, janeiro 01, 2006
O que sabe bem com o frio...
Biscoitos de Canela
Ingredientes:
200 g de açúcar amarelo
150 g de margarina
1 colher de sopa de canela
2 ovos
400 g de farinha
sal e cravinho
Preparação: Bata o açúcar com a margarina derretida, até obter um creme.Junte a canela, uma pitada de sal e um pouco de cravinho. Adicione os ovos e bata muito bem. Junte a farinha peneirada e misture até obter uma massa bem ligada. Coloque colheres desta massa num tabuleiro polvilhado de farinha, leve ao forno a cozer em lume moderado (220ºC) durante 20 minutos.
:)
Ingredientes:
200 g de açúcar amarelo
150 g de margarina
1 colher de sopa de canela
2 ovos
400 g de farinha
sal e cravinho
Preparação: Bata o açúcar com a margarina derretida, até obter um creme.Junte a canela, uma pitada de sal e um pouco de cravinho. Adicione os ovos e bata muito bem. Junte a farinha peneirada e misture até obter uma massa bem ligada. Coloque colheres desta massa num tabuleiro polvilhado de farinha, leve ao forno a cozer em lume moderado (220ºC) durante 20 minutos.
:)
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