quinta-feira, janeiro 30, 2014

O que procuras aqui?

Estou de luto. Por isso não escrevo tanto.

Perdi a tua amizade. O melhor amigo. E isso dói. Como se me arrancassem o coração pelas costas (mesmo).

Dói por ser uma reação e não um afastamento natural. Dói porque resultou de erros e de incapacidade de valorizar o melhor sobre o pior.

Dói muito. E isso não devia dar satisfação a nenhum de nós.

Faz hoje 1 ano. Abraço.

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Que hesitação?
Que receio?

De discutir ou falar?
De desenterrar esqueletos vivos?

De reencontrar sentimentos acalcados?
De rever amigos nos estranhos que passam?

O tempo só apaga o pior que passou.
Ignorar o melhor é sempre vontade nossa apenas.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Creon says to Oedipus,

But do not charge me on obscure opinion without some proof to back it. It’s not just lightly to count your knaves as honest men, nor honest men as knaves.  To throw away an honest friend is, as it were, to throw your life away, which a man loves the best.

Full book

domingo, janeiro 26, 2014

Há tão pouco que valha tanto. E tanto que vale tão pouco.

Escolher nunca é fácil. Por vezes é necessário. Outras vezes inevitável.

Há um direito natural à destruição. De nós, de quem está connosco, das memórias que criámos, do futuro que esperámos.

Há um direito natural à criação de uma nova mentalidade, de novos objetivos, de novas expectativas.

Deitar fora o velho e deixar espaço para o novo.

A escolha é um sacrifício. É um risco. Uma responsabilidade. Optar é sempre difícil e necessário, chegado o momento. 

Escolher é inevitável. Errar também. Erro e escolha vêm juntos. Sem escolha não há erro. É natural. É lógico. E é trágico, porque todos os dias escolhemos e nem sempre acertamos.

Faz-me lembrar da 1.ª lei de Murphy: «Se alguma coisa puder correr mal, vai correr mal».

E nós somos evidência da 2.ª: «De todas as coisas que possam correr mal, a pior de todas é que vai ocorrer».

Could not love you any better.
Cannot love you anymore.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

É hora

"- Sabes uma coisa?
- O quê?
- Mais dia, menos dia, vou suicidar-me.
- Obrigada por partilhares essa informação.
- Obrigado por não queres saber.
- Quem não quer ajuda não pode ser ajudado.
- Ok."

terça-feira, janeiro 21, 2014

sábado, janeiro 18, 2014

No one dies of a broken heart, but yet you may if one could mend it and still doesn't give a shit.

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Vou tentar chamar-te à razão, que não se despreza alguém que nos ama.

Vou tentar porque quero uma vida plena, na qual tu fazes parte.

Vou tentar porque quando partir não quero que sofras com escolhas que não são dignas de ti.

Estou a lutar por ti.

Mas só com a minha morte o compreenderás.

domingo, janeiro 12, 2014

Que não atendas o telefone, que vires a cara qd passamos um pelo outro, que não desças para conversar. Tudo isso eu percebo.

Mas sabes o que me entristece? É ver-te sem saberes o que queres. Tentas eliminar a história que te transformou no que és hoje, quando há tantas coisas boas nela.

E depois, de madrugada, à noite, ou durante a tarde, ou durante uma hora de almoço, e por vezes logo ao acordar, vens aqui procurar algo familiar. Voltas sempre ao passado. Voltas sempre a mim e ao que escrevo. Parte por curiosidade, parte porque se tornou um hábito. Parte porque é uma forma de controlares o estado das coisas. E, sem falsa modéstia, parte porque eu sou importante para ti e porque tens sentimentos conflituantes quando pensas no percurso que seguimos lado a lado no último ano.

E se eu te fechasse a porta? Se deixasse de acreditar em ti e no bom que tens? Tinhas a desculpa que precisavas para virares completamente as costas. Tomava eu a decisão por ti.

Mas não o faço. Porque gosto de ti. Porque sei quem és de verdade. Porque conheço-te e sei que precisas de uma pausa e de uma oportunidade.

Adivinho que o trabalho te esteja a correr bem, mas que já procuras outra coisa. Suponho que já estás aborrecido, que não sentes ali grandes expectativas de evolução. Penso que estás a contactar com muita gente interessante e, no entanto, desejas trabalhar onde essas pessoas trabalham, mais do que no sítio onde estás. Por agora é conveniente, permite-te fazer o q gostas. Mas chega-te para o futuro? Acredito que a fiscalidade continue a parecer-te aliciante, mas tens dúvidas se é caminho certo. Mas, ao mesmo tempo, por que não? Aproveita este ano para fazeres um bom CV em fiscal, se o dinheiro te sobra. É preciso tomar riscos, fazer investimentos.

 A carreira é algo fundamental para ti, que justifica vir em primeiro lugar, porque é algo que depende exclusivamente teu trabalho individual. É matemático, seguro e racional. Se trabalhas, colhes bons frutos. Tu és inteligente, competente e sabes que ter uma carreira de sucesso implica sacrifício. Tens razão, é essa a fórmula. Mas há muitos tipos de sacrifício e, infelizmente, a maioria não tem impacto para a carreira, apenas para a tua felicidade pessoal.

Como em todos os trabalhos, uma pessoa tem de mostrar-se forte e confiante. Por tanto acreditares nisto, achas que as tuas relações pessoais com colegas de trabalho e amigos são um caminho aberto para pareceres fraco e sujeito a ataques. Dessa forma, tentas mantê-los afastados e, com isso, perdes um pouco a confiança deles, ou pelo menos, trata-los como um meio para os teus fins. Isto seria tolerável se tu fosses um cabrão, mas felizmente tens uma consciência e, no final, é essa ética que acaba por pesar nas tuas escolhas e os teus objetivos desvanecem um pouco com o passar do tempo. Relativizam-se.

A parte antagónica nisto tudo é que tu precisas muito da validação externa - a mesma que procuras afastar do teu dia-a-dia e do teu raciocínio. A tua autoconfiança só é suficiente para lidar com uma certa área da tua vida. O que verdadeiramente te dá estabilidade para perseverar no trabalho e no resto são os reforços e os estímulos positivos que recebes de quem te acompanha e está em redor. E se eles te faltam entre quem te conhece bem, vais procura-los em desconhecidos. E novamente, volta a tua consciência a falar mais alto.

Reconheces aqui algum padrão? Soa-te de alguma maneira familiar relativamente às escolhas pessoais e profissionais que tens feito?

E eu falo-te nisto não para te expor, nem para demonstrar um lado teu que se calhar preferias manter guardado e certamente que não falo nisto para julgar-te.

Eu falo nisto para nos justificar aos dois e ao que se está a passar.

Tu sabes que eu vejo um pouco (bastante) através das tuas defesas. Achas que me deixaste entrar demais na tua vida, que me deste esse voto de confiança e que eu não o soube manter. Achas que, por isso, eu me tornei uma parte do problema, alguém que sabe demais, que te faz recordar coisas que preferes esquecer e que, na mesma linha de raciocínio, te vai manter preso a um momento e a um estado do qual te queres libertar.

Por outras palavras, enquanto te deres comigo não evoluis, não te distancias do que foste num determinado momento e a minha presença há-de levar-te sempre a reviver memórias pesadas e desilusão.

Mas eu não sou tudo isso. É verdade que sou uma testemunha. Mas não sou testemunha de um crime, nem de uma traição, nem de um assassinato.

Sou apenas testemunha de ti. Sou testemunha de momentos maus, mas também sou testemunha de momentos excelentes. Tu és testemunha de bons momentos meus, que partilhei contigo, e também dos mais negros que só a ti confessei.

Se somos alguma coisa um ao outro, somos apenas testemunhas das mudanças. Não podemos ser marcos do tempo. A história, a tua e a minha, não podem ser catalogadas numa cronologia "antes de MV-RJ" e "depois de RJ-MV". Nenhum de nós tem assim tanta importância, nem influenciou de tal forma a vida um do outro. O que estava para acontecer, ia acontecer de uma maneira ou outra, quer tu ou eu ou outra pessoa qualquer estivesse presente.

Tens direito a estar cansado, chateado e a quereres distância, assim como eu tenho direito a dizer-te que isso é uma forma de meter a cabeça na areia em vez de lidar com o problema de fundo: a incapacidade de nos ignorarmos completamente e os simultâneos sentimentos de raiva, desilusão, tolerância, ódio e amizade, todos metidos dentro do mesmo saco. Se há um ponto até ao qual conseguimos perceber por que o outro se comportou daquela maneira, por outro lado a expectativa que tínhamos relativamente ao outro foi frustrada e traz muito ressentimento.

E entristece-me que o que aconteceu entre nós possa contribuir para abraçares ideias e sentimentos que não são verdadeiros e não nos fazem bem. Fico triste porque sinto que uma parte de ti está presa a ressentimento e raiva (eu como objeto), quando uma simples conversa podia ser suficiente para limpar esse estado de espírito. Eu sei que estás zangado com muita coisa, incluíndo comigo. Mas também sei que uma parte de ti continua a gostar de mim.

Eu também tenho os mesmos sentimentos relativamente a ti e procuro desenleá-los uns dos outros, um a um. Procuro andar tranquilo e desejo acreditar que a amizade que temos um pelo outro não morra debaixo dos escombros. E durante todo o dia vou pedindo perdão, não sei bem a quem, por ter magoado a pessoa de quem mais gosto além da minha família.

Esta "conversa" que estou a ter, destina-se apenas a uma parte de ti, àquela que pensa a sério sobre todos os assuntos e não tem tabus; aquela que consegue reconhecer a amizade que subsiste e que só raramente vem ao de cima.

Não estou a falar para o teu Eu superficial, orgulhoso e teimoso.

É para o teu Eu mais profundo, sem barreiras mentais, que estou a falar, porque é aí que vive o meu amigo. E se para rever o meu amigo tenho que ser mordido pela outra fera, então que seja. Porque continuas a valer a pena.

Obrigado por leres.

Um abraço!

sábado, janeiro 11, 2014

Tu tb podes vir com ele, se quiseres. Ninguém morde. E fazia-nos bem. Um abraco.

quinta-feira, janeiro 09, 2014

Smp um Abraço!

Hoje há dois aniversários. Um  deles é o de nascimento da minha avó, que completa 83 anos.

O outro é precisamente o do falecimento da minha amiga Marta, em 9 de Janeiro de 2006.

Ficam as duas velas.


domingo, janeiro 05, 2014

Se conhecesses os lados mais tristes da vida, saberias o que é a vontade de dizer "olá" a um amigo e seres confrontado, de verdade, com a sua ausência irreversível. Conhecesses isto como eu, talvez te fizesse sentido pôr o orgulho e o ressentimento em suspenso, apenas pelo tempo que demore uma conversa.






sábado, janeiro 04, 2014

"Este livro que vos deixo"

«Queremos ver sempre à distância 
O que não está descoberto, 
Sem ligarmos importância 
Ao que está à vista e perto. 

És um rapaz instruído, 
És um doutor; em resumo: 
És um limão, que espremido, 
Não dá caroços nem sumo.

Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei.
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

Tu, que tanto prometeste
Enquanto nada podias,
Hoje que podes – esqueceste
Tudo quanto prometias...

Diz que viver é sofrer...
Concordo. Mas não compreendo
Que ninguém ouse dizer
Quanto se aprende sofrendo!

Tanto da vida conheço
Que, ao ver o mundo tão torto,
Às vezes quando adormeço,
Desejava acordar morto.

Não sou esperto nem bruto,
Nem bem nem mal educado:
Sou simplesmente o produto
Do meio em que fui criado.

Se no sentir fui distinto,
Talvez, por essa razão,
Agora levo e não sinto,
Os pontapés que me dão...

Só quando sinceramente
Sentimos a dor de alguém,
Podemos descrever bem
A mágoa que esse alguém sente.

Até nas quadras que faço
Aos podres que o mundo tem,
Sinto que sou um pedaço
Do mesmo podre também.

Queria que o mundo soubesse
Que a dor que tortura a vida
É quase sempre sentida
Por quem menos a merece.

Oh! Quem me dera, sozinho,
E em quatro versos somente,
Contar ao mundo inteirinho
A mágoa de toda a gente.

Não sei o que de mim pensam
Quando me vêem chorar;
Mas quero que se convençam
Que a dor também faz cantar.

Se umas quadras são conselhos
Que vos dou de boa fé;
Outras são finos espelhos
Onde o leitor vê quem é.

À carta que me mandaste,
Em troca à minha, que leste,
Preferia o que pensaste
Àquilo que me escreveste.

Contigo em contradição
Pode estar um grande amigo;
Duvida mais dos que estão
Sempre de acordo contigo.

Fala!... Não te faças branco.
Não compreendes que, de resto,
Vale mais ser rude e franco
Que falsamente modesto?

Para que te não iludas
Com amigos, pensa nisto:
Foi com um beijo que Judas
Levou à cruz Jesus Cristo.

Para não fazeres ofensas
E teres dias felizes,
Não digas tudo o que pensas,
Mas pensa tudo o que dizes.

Quando algum bem tu fizeres,
Não o digas a ninguém,
Repara que, se o disseres,
Fazes mais mal do que bem.

Quando te vês mal, e dizes
Que preferias a morte,
Pensa que outros menos felizes
Invejam a tua sorte.

Nas tuas horas mais tristes,
De mágoas e desenganos,
Pensa que já não existes,
Que morreste há muitos anos.

Jesus disse que se amassem
Aos que cristãos se proclamam;
Não disse que se matassem,
E eles matam-se e não se amam.

Tu que queres ser alguém
Pelo que julgas valer
Não perdoas que ninguém
Seja o que tu queres ser.

Nos versos que se improvisem,
Os poetas sabem ler,
Para além do que eles dizem,
Tudo o que querem dizer.

Se já sofreste, não chores,
Que a vida passa depressa...
Vamos ter dias melhores
E o passado pouco interessa.

Para que tentas prender
Um pensador de talento?
Não vês que vais dar sem querer,
Liberdade ao pensamento.

Para veres o que merecias
Quando tu me fazes mal,
Pensa só no que farias
A quem te fizesse tal.

Neste mundo, onde sobejam
Os homens de pouco siso,
Talvez os malucos sejam
Os que têm mais juízo.

Vós podeis chamar-me louco;
Democrata; socialista...
E comunista também.
Que sou de tudo isso um pouco,
Pois sou uma coisa mista
Do bom que tudo isso tem!»

António Aleixo.

Os poetas sabem ler.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

A regra de ouro

Ouvi falar da «Regra de Ouro» sob muitos nomes e formas ao longo da vida, desde os tempos do catecismo católico até às conversas mais banais que se possam escutar num café.

Contudo, apenas no 5.º ano de licenciatura, em 2007, a conheci com mais pormenor, ao estudar Filosofia do Direito - uma disciplina grandemente desvalorizada pelos alunos e ainda mais rapidamente esquecida assim que se abraça na prática qualquer profissão (não só as jurídicas).

A Regra de Ouro pode ser sumariada através de dois postulados éticos elementares: 

1. Faz aos outros o que queres que te façam a ti;
2. Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.

Há poucos ensinamentos tão simples, tão óbvios e tão universalmente aceites.

Sendo assim, por que razão tantas vezes as pessoas que mais amamos e que também nos amam optam por um caminho de renovação interior que envolve uma vã tentativa de se esquecerem de quem são, de quem as ama incondicionalmente, de punição radical... de afastamento da Regra de Ouro?

A Regra de Ouro é um fundamento para o entendimento das mentes e dos corações e é tantas vezes atropelada.

Um amigo e eu perdemos-nos ambos um do outro. E isso levou-me a repensar o que sou e quem vou ser. Levou-me a olhar novamente para tudo o que soube e esqueci, sobre mim, sobre a história, sobre as relações humanas.

Faltou-nos compreensão, capacidade de perdão, e sobejou-nos fraqueza para falar sem armas apontadas ao outro.

O que nos faz falta é aplicar a regra de ouro à vida individual de cada um, em todos os momentos, e trazê-la para junto de nós quando for o tempo destinado.

No que toca às amizades, a Regra de Ouro faculta um guia sobre como ser amigo. Se queres alguém que se ria contigo, que se preocupe contigo e que esteja presente para ti, então tens de fazer e ser tudo isto para essa pessoa. E por que razão será isto tão difícil de alcançar? Se todos se guiassem por esta regra, não haveria conflito ou sentimentos magoados entre amigos.

Uma razão possível é que aquela pessoa nem sempre sabe como se tratar a si própria e, como resultado, trata os outros de forma pobre também. Talvez tenha tido provações grandes com a sua autoestima, ou faltou-lhe o amor e atenção incondicionais num momento essencial. Aprender a utilizar a Regra de Ouro já em adulto pode demorar e uma ou duas amizades podem acabar devido a comportamentos também eles pobres. Quando uma pessoa compreende o que é preciso para ser um verdadeiro amigo, o seu comportamento muda e fortes amizades podem ser construídas. 

Uma outra razão pela qual a Regra de Ouro é ignorada é que a outra pessoa, muitas vezes, não vê o benefício em "dar" a outro alguém. Olha a generosidade do espírito como um custo emocional que não acredita que possa alguma vez ser pago de volta. Esta pessoa normalmente prefere ficar na posição de recebedor, mas não é recíproca.

E até quando dois amigos olham para argumentos ou para uma discussão sob o ponto de vista da Regra de Ouro, isso significa que tratas o teu amigo com respeito, mesmo quando estás zangado com ele. Não lhe envias um e-mail agressivo, nem tão pouco o expões em frente de outros amigos; mas antes esperas até que os dois estejam sozinhos e possam falar dos assuntos com calma ou, pelo menos, de forma privada.

Por vezes a pessoa tenta e manipula outros não envolvidos na discussão para tomarem o seu lado na querela com um amigo. Podem contar a sua versão dos factos num esforço para lograr simpatia e podem envolver outros sem que o amigo tenha hipótese de responder. Comportamentos deste tipo podem criar um ponto de foco para qualquer que fosse a contenda original e podem servir como um catalisador para terminar a amizade. Quando um amigo não consegue aplicar a Regra de Ouro à discussão, o outro amigo pode simplesmente afastar-se da relação por esta carecer de respeito.

Pára, antes de "rebentares" com um amigo ou do comprometeres com as tuas opções, e pensa sobre como gostarias que as coisas acontecessem se estivessem sentados no lugar um do outro. Gostavas que o teu amigo gritasse ou explodisse contigo online, num e-mail, ou até mesmo em pessoa? Pondera nisto por um momento enquanto aguardas, e pode ser que a resposta a que chegues seja suficientemente temperada para permitir-vos a ambos resolver as vossas questões.

O mesmo é verdade para combinar encontros ou escolher atividades. Gostarias de esperar por um amigo que chega sempre atrasado? Alguém que não pode nunca encontrar-se contigo a meio caminho? Ou que insiste em ser sempre ele a escolher a atividade? Quando o teu amigo está a passar por uma situação difícil, genuinamente rezas ou desejas do fundo do coração que os problemas dele se resolvam? Ou secretamente tiras algum prazer desse sofrimento ou, pelo menos, desejas que resolva os seus problemas apenas para não teres que aborrecer-te com eles?

No que toca à amizade, é preciso conseguir pensar sobre as vezes em que somos descuidados com as palavras que dizemos, com as ações que tomamos ou que podíamos ter tomado para ajudar genuinamente o amigo.

Não seria melhor se tudo decorresse desta forma?
 
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