Costumava escrever bastante, neste blogue que mantenho desde 2005.
Não sou nem escritor, nem poeta, mas escrever ajudava-me a pensar mais pausadamente. Mais ordenadamente.
Permitia exorcizar as frustrações do dia e comemorar as vitórias.
Perdi essa rotina. E quero retomá-la. Faz parte do meu equilíbrio esta reflexão escrita.
Costumava dar mais valor. Actualmente permito-me que tudo seja relativizado, demasiado reativizado.
É verdade que escrevo sobre mim e sobre quem está comigo. Não é importante justificar se o faço como ilustração de um evento ou medida calculada friamente.
Nestes textos há sempre um pouco dos dois.
Existe libertação e catarse, expiação e sintonia, escoriações e reparações.
Podia fazê-lo em privado (ou mais privado), mas cada vez mais vez verifico que é importante ir dando feedback aos outros do que vai bem, do que vai mal e do que já não vai.
É essencial guardar reserva do privado, do único e do que não nos pertence.
Mas é essencial também assumir como nossa uma perspetiva mais pessoal e genuína, que normalmente não disponibolizamos com facilidade no dia a dia.
Hoje tive um bom dia. Começou tranquilo, continuou equilibrado, permitiu-me ver e falar com vários amigos, reflectir em silêncio, organizar a próxima semana e finalmente escrever um pequeno texto sobre o meu dia.
Foi um bom domingo.
E, por isso, estou grato a quem pude ser útil, a quem me fez sentir parte da solução, a quem me me acompanhou, a quem conversou e a quem trabalhou arduamente durante todo este tempo.
Obrigado pelo meu bom domingo.
Boa semana a todos.