sexta-feira, novembro 22, 2013

É tempo

É tempo de deixar escapar,
Como a água, por entre os dedos,
Os sonhos e desejos,
As esperanças e os medos.

É tempo de deixar partir
Os laços ilusórios,
As fragilidades de admitir
Amores platónicos, irrisórios.

Ris-te na minha cara e cospes.
Um desdém de logro e nojo.
Para ti não passo de um pobre
Em quem pisas enquanto sobes.



segunda-feira, novembro 11, 2013

Costumava escrever bastante, neste blogue que mantenho desde 2005.

Não sou nem escritor, nem poeta, mas escrever ajudava-me a pensar mais pausadamente. Mais ordenadamente.

Permitia exorcizar as frustrações do dia e comemorar as vitórias. 

Perdi essa rotina. E quero retomá-la. Faz parte do meu equilíbrio esta reflexão escrita.

Costumava dar mais valor. Actualmente permito-me que tudo seja relativizado, demasiado reativizado.

É verdade que escrevo sobre mim e sobre quem está comigo. Não é importante justificar se o faço como ilustração de um evento ou medida calculada friamente.

Nestes textos há sempre um pouco dos dois.

Existe libertação e catarse, expiação e sintonia, escoriações e reparações.

Podia fazê-lo em privado (ou mais privado), mas cada vez mais vez verifico que é importante ir dando feedback aos outros do que vai bem, do que vai mal e do que já não vai.

É essencial guardar reserva do privado, do único e do que não nos pertence.

Mas é essencial também assumir como nossa uma perspetiva mais pessoal e genuína, que normalmente não disponibolizamos com facilidade no dia a dia.

Hoje tive um bom dia. Começou tranquilo, continuou equilibrado, permitiu-me ver e falar com vários amigos, reflectir em silêncio, organizar a próxima semana e finalmente escrever um pequeno texto sobre o meu dia.

Foi um bom domingo.

E, por isso, estou grato a quem pude ser útil, a quem me fez sentir parte da solução, a quem me me acompanhou, a quem conversou e a quem trabalhou arduamente durante todo este tempo.

Obrigado pelo meu bom domingo.

Boa semana a todos.
 
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