sexta-feira, abril 20, 2007

amor sem tempo eu amei
em vontade me destruí
amei tudo o que senti
pela tua morte morri tambem

fiquei perdido no mundo
deixado desencontrado de paz
sou hoje apenas um rumor
sou de mim o que ficou pra trás

onde perdi o amor que vivi
onde deixei, deixe-te para mim
e hoje nao sou mais que um sinal
daquela vida que perdi
só em aparência banal.

sábado, fevereiro 10, 2007

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Acordo nesta manhã tão plena e cheia de luz,
Dum sono tão profundo e desolador.
Mas este mundo inteiro, dizem, é só esplendor:
Já ouço o universo que fala e me seduz....

E mergulho de cabeça no mar ondulante
Atravesso de rasgão a onda
A espuma revolta, o reflexo brilhante
De novo mergulho e volto à tona

Deixei já pra trás os olhos cerrados
De frente ergo o queixo, encaro a imensidão,
Como, do navio, o faz a proa,
Perco o pé e a maré teima em puxar.

Nado e venço-a na sua missão.
Porque hoje não afunda quem não sabe nadar,
E de si só naufraga quem não chega a tentar.

domingo, janeiro 07, 2007

quem fui perdi-me assim,
descoberto estou em tudo quanto senti,
restas-me, a tua certeza
a transbordante beleza

ficarei como era, aguardando
quem sabe, nova vida,
um novo despertar

esperarei anos e séculos
eras passarão e aqui estarei
e tu, tu virás um dia,
resgatar-me da paixão
para um novo entardecer,
um outro pôr-do-sol sobre o mar

domingo, dezembro 24, 2006

Nunca me senti tão só como hoje, tão desamparado de conforto, de amizade, de paixão. Sou a metade de um vazio absoluto que só em fantasias consigo preencher.

Porque este mundo não é o meu. Nunca assim o senti, nunca lhe ganhei direito, um intruso sou naquilo a que aspiro para mim, para os outros. Formas vazias desencontradas desta alma em tormentosa escravidão e assim perdido, espero e desejo com os últimos sopros da vida em mim: "Não me deixes falhar. Por favor, não me deixes falhar...".



quinta-feira, dezembro 21, 2006

"É a nossa luz, não a nossa escuridão, o que mais nos assusta."

Faz hoje um ano. Um ano passado desde a tua doce vontade de mudar por nós, mudar um ano de soluços, de passos lentos em vitórias e insucessos.
Faz hoje um ano. Um ano passado desde que despertei com tons de rosa, a tua cor mais profunda, mais mansa entre os mundos a que pertenceste e te deixaram partir.

És tu ainda quem me sustem a respiração, quem me faz mergulhar nos meus mundos perdidos e ressurgir.

quinta-feira, novembro 09, 2006

quarta-feira, novembro 08, 2006

se eles aceitassem que o que mostro não é um estado em que me encontro mas um reflexo do que sou então talvez conseguissem aceitar sem preocupações de coerência tudo o que eles próprios são.

é que na própria liberdade do que somos encontramos a possibilidade de sermos incoerentes se alguma lógica nisso descobrirmos.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Não me dás a razão da minha espera, mas ainda assim continuo a esperar, por algum sinal encantado que desça à terra, vindo do céu, que me faça de novo acordar.
Perdi nos entretantos das vontades de fazer para não estar sem fazer, de criar para não sentir a inutilidade do que sou. Perdido o propósito de se sentir, enegrecidos os votos de esperança que repetimos a cada manhã na adolescência, vencidos e arrasados nas lembranças que nem se chegaram a construir. Restam as ilusões do que apenas existe na nossa cabeça, imagens projectadas pela mente à mente. Sorrisos imaginários em situações hipotéticas, derrotadas pelos dias que correram e correm, do passado para o futuro e não ao contrário.
Gostava de viver nesse mundo onde a espectativa morasse em tudo o que já aconteceu, onde cada extremidade do nosso corpo vibrasse à ideia do que já viveu e onde cada pessoa importa no que foi e não na expetactiva do que se pudesse vir tornar. Seria um mundo mais feliz, esse, que habito em sonhos de regresso. Lá costumava ter um lar que me alimentava com a sua a minha alma, o meu corpo, o meu espírito. Lá via-me todo, na plenitude de uma vida, que não devia surgir tão depressa, com tanta facilidade, com tanta robustez e intensidade. Prontos para rasar o mundo com a força de quem não se pode derrubar. Arrogância esta, da patética presunção de eternidade, da violência das paixões que consomem e alimentam um corpo inerte, desprovido de utilidade.
Gostava de encontrar de novo um pouco do que fui, por ti e por mim, pelos tempos que passei a aprender, a receber de ti tudo o que tinhas para dar. Tirei por ventura mais que aquilo que voltei a pôr. Mas dizias que não e entre nós os silêncios umas vezes eram ouro, outras eram incómodo absoluto por tanto que queria ali explodir e sempre acabei por conter. Sentir em palavras meias, viver por palavras meias, por sentimentos inacabados, por pedaços incompletos. Histórias e pensamentos começados, afinal confessados em tudo o que viamos nesses olhos que se olhavam e tentavam descobrir.
Onde fica afinal a casa para onde devia seguir?
Deixei nas tuas mãos
Parte de mim que perdi,
Parte que de mim se perdeu.

Repousa agora em ti,
Repousa agora para ti,
O que disse, o que pensei,
Parte do que sonhei.

Sonho, meu sonho de ti,
Sonho que guardo em mim.
Sonho que por ti sonharei.

domingo, outubro 29, 2006

Perco-me todos os dias mais um pouco para lugares sem regresso. Ouço esta música que diz you have everything you need if you just believe e deixo-me transportar até ao meu outro eu que deixei cair em nome da promessa de nunca me deixar vencer. Todos os dias são dias de luta e de luto também. Nem sempre te deixo vir assombrar-me com as memórias de uma vida tão distante que a julgo irreal, extraída dos meus sonhos mais profundos, das minhas esperanças mais vãs. Ouço-te na escuridão das minhas noites, no despojamento dos meus sonhos. Aí te encontro por momentos tão breves e enevoados, trazidos para este mundo de falsas paixões pelo limiar de um despertar. Costumavas vir vezes sem conta nesses tempos de agonia e desconforto, fazer-me acreditar por breves momentos que nos sonhos vivíamos a vida a que tínhamos direito em vez do remorso da espera.

Quando te vi? Quando te verei? Será que alguma vez te amei? Nem te vejo inexistente, na ausência de sentidos, de vontade, e perco a minha alma para as deambulações eternas da compreensão da tua ida. Presa à dúvida insolucionável de saber se vivo porque espero ou se vivo porque vivi ou se vivo por viver.

* * *

I lose myself everyday a little further to places there's no return. I listen to this music saying «you have everything you need if you just believe» and I let myself be carried away to my other self, that self I left behinde to fell down for the promise of ever letting myself be defeated. Everyday is a struggle journey and a journey for mourn as well. Not every time I let you to come and hunt me with memories from some such distant life I can barely remember how real it had been, brought back from my deepest dreams, from my hopeless hopes. I hear you in the darkness of my nights, by the frailty of my dreams. There I can find you for such brief and misty moments, brought to this world of false passions through the glimpse of the awakening. You used to come countless times in those moments of disbelief and distrust, making me believe for such a short moment in time we were living the life we were rightful owners to live instead of the regret of waiting in vain.

When did I see you? When will I look upon you as before? Have I ever loved you? Neither I can imagine you inexistent, nor in the absence of sensibility, nor desire, and I even lose my soul for those eternal wanderings of the understanding of your departure. Stuck to the endless doubt of knowing whether I live for the waiting, whether I live for the life I lived before, whether I live for living, just for living... .

quinta-feira, outubro 05, 2006

You, who make my life brilliant and worthy...

I don't know why
But I cant seem to find the right melody today
I can't make the words fit how I feel
I don't know when
Was the last time that I slept the whole night through
And when morning comes around I feel tired

I woke up from the strangest dream
With a dancing dog and a beauty queen
They said nothing, nada, niente
I'm empty


But Your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing

Do you know why
I cant seem to find the right melody today?
Can't make the words fit how I feel
Do you know when
Was the last time that I slept the whole night through?
Another morning comes around, I feel tired

I drive down to the rodeo
Gonna ride a bull in a video
But nothing, nada, neiente.
I'm still empty

But your here and I'm here
So I stop complaining it could be raining
And I see the answer in your eyes
Your here and I'm here
I keep on singing just keep on singing
Singing singing singing

Neste dia costumava acordar para me sentir especial.
Hoje acordo para me sentir especialmente normal.

sábado, setembro 23, 2006

fuck off, you bastards...


but why in the whole wide world would everyone think of going for shopping on saturday afternoon??
you can find no family leader, mother, father or grandmother, without their shopping basket, wandering around in the supermarket, stopping in the most improper places just to check the price of the onions...
And I, a person who hardly goes to the supermarket on the weekend, have to bare them all screaming, pitching, laughing and picking on my nerves for the entire 2 hours of unavoidable groceries demands!
couldn’t they go for some running competition as the netherlanders usually do on the weekends? I would pay to send them all to Holland for 2 months...
apetece-me dormir, mas não me apetece deitar... e uma vez que não durmo nem de pé, nem sentado nestas cadeiras desconfortáveis e que fazem doer ao rabo... não dormirei tão cedo...

...acho que me vou deitar! até amanhã!

escrevo-te por cima

há quanto tempo não ganhavas tu tanta vida, meu velho amigo, por vezes apagado, abandonado, desertado de mim...

velho companheiro de anos passados, momentos passados, histórias escritas, desenhadas e vividas pelo que por nós passou e sempre regressa de novo e de novo como eternas folhas caídas, estação após estação, desejo após desejo, vontade após vontade.

e onde guardas uma língua que é a minha e que tão poucos conhecem, tão poucos eruditos, instruídos a sabem ler, reconhecer e pronunciar sílaba a sílaba nos seus significados e sentidos tão diversos, dispersos e dissimulados.

por ela liberto-me de novo das amarras de quem te lê, porque só verão este amontoar de palavras disformes a seus olhos. para a maioria assim serás, mas não para mim. não para aqueles para quem posso escrever sem tabús, na minha própria língua que soa tão doce, tão doce...

não podes imaginar a falta que faz, a frustração que é nunca poder dizer um "amo-te" na vida; um "amo-te" que seja entendido, reconhecido e querido por quem o ouve. não sabes como é horrível usar palavras frias como "i love you" ou "s´agapo" que não têm a mínima força de expressão, porque não te custa dizê-las nessas línguas estranhas, porque não te causam dor, sofrimento e agonia antes de as articulares em som.

di-las como se dissesses "até já" ou "até breve" e soam a menos que ocas, soam a indiferentes que as digas ou não digas. talvez assim o não seja para quem as ouve, porque o impacto é maior, a própria tensão é maior porque ficam vinculados pela força da reacção que se espera... mas para quem as pronuncia numa língua que não é a sua, parecem fracas demais, simples demais, incoerentes demais...

sexta-feira, setembro 22, 2006

...



I would like to look up to you
And tell you’re my light
My guiding brightness in the night…

I wanted to be just like you
With no wings I even could fly
Having the sky for my world, going until the end and come back

I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…

I would like you to look up to me…
Feel me as if I was your own sea
Where you fearless can dive, your secret sight,
So I could just hold you near…

The first feeling is always the fairest, the most honest of all…
And the first time you get scared
It makes you spin around and around for the return of a that deep kiss

I…
I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…

I…
I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…

I…
I don’t know what happen to me…
Maybe some magic!
What’s wrong with me?
To love someone in such a strange way
As I love you…
As I love you…

when everything's made to be broken...



And I'd give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know your alive

And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am

quinta-feira, setembro 21, 2006

je voudrais...

Je veux,
Je veux,
Je veux te dire comme à mes yeux
Le monde entier s’éveille,
Comme si une autre vie éclatait,
Et au-dessus de moi,
À la fin de quoi j’étais,
Ni même mon esprit peut
Dire ces paroles si bien cachées,
Et ni même tes yeux pourront jamais
Découvrir tous les mots perdus,
Perdus dans le temps entre nous,
Et à toi, mon loué ami d’autrefois,
Le plus brillant et magnifique,
Remet à la mémoire mon image
Et elle ne sera plus qu’un mirage
Quand tu rêves de moi.

as for difficult answers to difficult questions...

Friendship… yes it is possible when you know some people for so long you feel them as an extension to your own family, and I mean this not in a “idealistic” way, but under a real feeling of family, as if those people were a part of your body, like one other leg or arm you gained.

As for too sudden friendship, too quick friendship… I don’t know the exact answer. There is a mix of what you “think it is” and what you “wonder it can be”.

Though, I don’t feel like pushing or pulling any plug. Just feel like sharing as much as possible, without compromising those good moments that were and those good moments still to come.

As for passion (love + desire = passion) it is in every single thing we put our heart, our energy and our willingness up to. So… yes. There are always feelings of love and desire somewhere, which is a good thing as long as they don’t become into a sense of possession.
 
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