sexta-feira, setembro 30, 2005
quinta-feira, setembro 29, 2005
A última que aqui te deixarei
Soon the leaves will fall
I'll watch the lonely moon in the sky
And when the dawn breaks I'll listen for your heartbeat
But what I'll hear is your last goodbye
The saddest song of all.
We'll meet again, we'll stare and then
We'll smile and speak as strangers do
And all I'll be to you
Is someone you once knew.
I know every line
The way your eyes shine in the dark
You'll take your fire, your tenderness, your strenght
And the mem'ries here in my heart
Are all you'll leave behind
We'll meet again, we'll stare and then
You'll wave and as you turn to go I'll know it's true
All I can be to you
Is someone you once knew.
quarta-feira, setembro 21, 2005
A Facilidade...
Quero que me aconselhes sempre que perca o rumo
Quero que confies em mim para que confie em ti
Quero que me ajudes para que te possa ajudar
Quero que estejas presente quando mais precisar
Quero que olhes para mim e me vejas como sou
Quero que me abraces sempre que o desejares fazer
Quero que me dês um sorriso quando te puder animar
Quero que me perdoes quando não te conseguir valer
Quero que contes os teus segredos e me deixes escolher os que quero aceitar e os que não voltarei a lembrar
Quero que compreendas que sou só um rapaz a aprender a deixar o medo
Quero que saibas… que sempre contei contigo e que também quero que contes sempre comigo.
in me
terça-feira, setembro 20, 2005
sleepin' each other’s mind
I wish we were safe
from fears and pain
I wish we were right,
about the answers we give and take
I wish we were simple,
at mind and heart
I wish we were bold,
speakin’ it out loud
I wish we were nowhere
we didn’t want to be
I wish we weren’t just
blood and flesh
I wish we were cold
sand and glass, instead.
I wish we weren’t some
madness that hits and pass us by
I wish we were hope
walking a straight line
I wish we were glad
to meet once more
I wish we weren’t sorry
I haven’t wished this before.
segunda-feira, setembro 19, 2005
domingo, setembro 18, 2005
sábado, setembro 17, 2005
Sequóia
sexta-feira, setembro 16, 2005

É uma terra seca, como os ventos sudões que a assolam, uma ilha velha, segundo os geólogos, que sofreu uma grande erosão, apresentando-se, por isso, maioritariamente plana. Esta sua forma potencia, ainda mais a existência da seca, porque a água não tem por onde se infiltrar, acabando no mar.
É uma terra de sol tórrido, como o sol africano, que se encontra numa posição mais vertical, mas suportável, com relativa facilidade, por nativos e turistas (após um período de um dia ou dois de habituação).
É uma terra salgada, de onde lhe advém o nome de Ilha do Sal, porque aí se exploravam, dentro da cratera do vulcão, já extinto, vastas salinas que permitem banhos em águas vermelhas de sulfatos, onde, como acontece no mar morto, os corpos são impulsionados até à tona pela imensa densidade da água, repleta de cloreto de sódio.

É uma terra de emigrantes de países costeiros, guineenses e senegaleses, que tentam a sobrevivência através da exploração dos turistas, a quem vendem os seus colares feitos com "pedras da ilha do fogo", "dentes e ossos de tubarão", pulseiras para dar sorte, ou evitar males maiores, dançarinas de "funaná", a dança tradicional, esculpidas em madeira de Ébano, os batuques, os quadros de areia, as trancinhas para o cabelo, as águas de coco, os lenços para a cabeça, e toda uma parafernalia de outras bugigangas e acessórios de, dita, beleza que, em muitas das vezes, acabam apreendidos e os seus vendedores presos, por um dia ou dois.
Não quer isto dizer que a polícia seja muito eficiente, tentando controlar este fluxo de emigrantes clandestinos, apenas se tornou mais um negócio. A polícia prende estes vendedores, que atacam as praias e os turistas, assediando as pessoas de 5 em 5 minutos para adquirirem os seus produtos a preços fantásticos, exigindo uma caução de 10.000$, cerca de 100 euros, mas não sem, antes, lhes dar umas valentes tareias de cacetete mesmo à frente de quem quer que esteja na praia. Vejam bem que até nas agressões gratuitas são honestos.
Os turistas, esses que vão assistindo a tudo, limitam-se a esconder, entre as espreguiçadeiras e as toalhas, os objectos da venda, que eles deixam para não serem apreendidos, e os próprios vendedores, enroscados no chão, protegidos por um escudo de corpos, meio avermelhados, dos portugueses, de coração mole, que os escondem da brutalidade policial.
Mesmo esses vendedores chatos são gente extremamente afável, simpática e simples, que fugiram dos seus países para, pelo menos conseguirem ter meio centímetro de carne entre a pele e os ossos.
Apresento-vos, de seguida, e como me foi apresentado a mim, o Luís Bamba. O Luís Bamba é guineense e está legalizado no país. Sei disto, não só porque ele mo disse, mas também porque nunca o vi a fugir quando a polícia aparecia. O Luís Bamba ganha a vida convidando os turistas a visitarem a "fábrica de artesanato" da sua família, no centro da vila de Santa Maria, dando, em troca, um pequeno colar esculpido em madeira, ou composto de pequenas pedras e búzios, como aliciante. No meu penúltimo dia, reconheceu os meus pais, que passeavam pela vila, sozinhos, sem que nunca tivesse estado com eles antes, e apresentou-se como "o Luís Bamba", amigo do Miguel, o que lhe logrou uma bela Coca-cola, à conta dos meus pais. Convém esclarecer que a amizade com o Luís Bamba se travou no dia da chegada, quando me dirigia sozinho à praia, e que a conversa durou 2 minutos, o tempo suficiente para receber o tal colar e ser convidado a visitar a tal "fábrica de artesanato". Depois disso só o encontrei no último dia.

A vila de Santa Maria é considerada a capital económica da ilha, não porque exista grande fonte de rendimento para as gentes locais, mas porque, aí, se encontram a maior parte dos complexos turísticos que existem na ilha e um porto de pesca, decadente, deixado por portugueses. Diariamente, percorrem a ilha cerca de 4.000 turistas, e nela residem a título permanente cerca de 15.000 pessoas, tendo duplicado comparativamente com os 5 anos anteriores. 5.000 em Santa Maria, 7.000 em Espargos, e os restantes 3.000 dividem-se pelas 2 restantes localidades que se chamam Palmeira e Pedra Lume. As praias de Pedra Lume são caracterizadas pela imensa quantidade de tubarões existentes nas águas mais quentes. Já Espargos, a capital política da ilha, onde existe o Liceu (do 7º ao 12º anos) e a Câmara Municipal (o órgão político mais baixo na hierarquia político-administrativa do país), recebe o nome de se relatar que, quando chovia, surgiam espargos naquela região. Como se pode ver, a própria toponímia é tão simples e singela nas suas origens, como os habitantes daquela ilha o são nos seus hábitos e na sua vida.
Vestem-se se tiverem roupa, comem se tiverem fome, ou algo para comer, tomam banho se têm calor, e riem e dançam independentemente do que têm ou não têm. É nesta alegria na pobreza que reside a verdadeira beleza de Cabo Verde, que conquista, não quem visitar o país, mas quem visitar as pessoas.

As pessoas que deixam entrar quem for a passar na rua simplesmente porque a porta da sua casa está aberta, e os recebem sempre com um sorriso.
Cabo Verde é, antes de tudo, o país das portas abertas para o coração dos homens.



















