Lao Tzu
segunda-feira, maio 27, 2013
Quotation mood
Lao Tzu
domingo, maio 26, 2013
"Desculpa onde te meti" (?!)
De repente sou deixado só, porque há caminhos que não posso partilhar.
Há momentos que nunca se poderão repetir e esperanças de vivência que definham e secam.
Porque na inocência temos liberdade para acreditar na melhor versão, no mais alto valor.
No conhecimento não temos desculpa nem justificação: ou recusamos participar ou pactuamos cumplicemente.
Não há meio-termo.
E, sem palavras, é-nos atirada uma responsabilidade que somos forçados a aceitar ou, em contrapartida, rejeitamos toda uma pessoa.
Ouvir sem intervir? Testemunhar no silêncio? Partir?
Que raio de espécie de amigos é esta que atira outro para o inferno da consciência, por escolhas que não são suas?
E ninguém parece incomodado com isso, como se tudo fosse normal e a equação ainda se mantivesse bilateral.
Mas agora é quadrada. E isso importa a alguém senão ao ignorante atirado para o meio?
Recalling
Sophia
Queria tudo esquecer, tudo abandonar,
Caminhar pela noite fora
Num barco em pleno mar.
Mergulhar as mãos nas ondas escuras
Até que elas fossem essas mãos
Solitárias e puras
Que eu sonhei ter.
Sophia
sábado, maio 18, 2013
Por entre bêbados e drogados amontoados à beira das ruas, passeando como quem saboreia uma prisão de onde não podem fugir, eu e eles, acometo-me a escutar e observar.
Casais que se beijam nos recantos mais escuros, colegas de faculdade, hoje juízes e juízas que frequentam, afinal, com a mesma sofreguidão, os lugares da maior juventude.
Também ouço o casal ao lado, entre silêncio mudo e planos de viagem e escapadelas (muitas delas incumpridas). A mulher toca-lhe o braço, estende a outra mão sobre a mesa, agora afaga-lhe os pêlos junto ao punho.
Claramente quer conquistá-lo... ou reconquistar a cumplicidade que outrora partilhavam.
Ele não se move. Não reage ao toque, nem tão pouco àquela carícia prolongada sobre o antebraço.
Ela sente saudades. Ele também, mas não creio que seja dela.
Quando alguém pede "olha para mim", não está verdadeiramente a pedir, mas a suplicar.
Olhar para ela devia ser involuntário, livre, desejado e, acima de tudo, incontrolável.
Ele só quer cumprir o papel e sair. Muito jovem de aspecto, comparando com o do seu par.
Ela está pronta para avançar, pronta para mais. Para dar-lhe tudo, um filho, um futuro, uma continuação. Não é isso o mais importante? Semear-se para o futuro?
Mas ele é e sente-se jovem, preocupado com o devir. Quer acertar. Desta vez quer fazer tudo certo e não errar. Mas está cansado, do dia de trabalho, da conversa que acabou de presenciar e não recorda mais.
Hoje é sexta-feira e ele quer apenas chegar a casa, cumprir e dormir.
segunda-feira, maio 13, 2013
Hoje
Atirei-me para o lado mais negro da alma, em que o desespero aguarda todas as ocasiões para dar estocadas ferozes em todos ao nosso redor e, especialmente, em nós mesmo.
Do suicídio certo à dúvida, pensamentos antes tão distantes regressam de novo ao dia-a-dia.
E a vontade permanece... de desaparecer para sempre. Mas a violência do acto, para com todos à minha volta, acaba sempre por prender-me o gesto.
Quem comigo fala não entende. Não se apercebe do negrume imenso em que me deixo arrastar. Pensam que está a ter um dia de cansaço, ou desânimo. Mas não...
Estes meus dias são sempre sempre a regra, e todos os outros são fruto de um esforço sobrehumano que ninguém consegue sempre suportar, a todas as horas, a todos os dias.
Perco o sentido das amizades e do respeito. Perco o valor das pessoas e da sua sinceridade. Torno-me egoísta e solitário.
Mais solitário.
A solidão é uma constante. Essa não é invenção.
Só. Sempre só. Para sempre só, mesmo que rodeado de conhecidos e queridos. ´É uma solidão absoluta, escudada atrás de uma face nobre e altiva, mas que aos pouco deixo cair.
Hoje abro a mente nestas palavras para as duas únicas pessoas em quem confio. Não para que se preocupem, mas para que saibam e tomem as suas escolhas. Ficar ou seguir. Ajudar ou partir. Ignorar ou desvalorizar.
Essa escolha não é minha. A minha depressão e angústia são os vossos testes individuais sobre a Fé e sentido mais profundo de amar alguém - como eu vos amo.
segunda-feira, maio 06, 2013
sentido
a deixar passar os dedos e
simplesmente pairar em sonho e pensamento
há dias assim, onde a realidade se deixa tão distante
do mundo inteiro, guardado no mais profundo recanto
meditação catártica, escrita irracional que me transporta
entre nuvens passadas, presentes e anunciadas
e ao fundo, docemente, oiço-te dizer,
com uma voz que embala o próprio mar:
- deixa passar o momento, deixa-te sentir simplesmente
e acorda mais tarde...
- sonha com o que é, o que foi e o que virá
- acorda lentamente, de olhos bem fechados
sem pressa para os abrir
- sente a paz em redor, o silêncio, a confusão
do pensamento, que atordoa e envolve a mente,
tão racional e descrente durante todo o teu dia
- acorda de mansinho e tenta segurar a ti a
sensação do despertar
- transporta-a para o dia, trazida dos teus sonhos noturnos
e deixa que te guie, sem preocupações ou terrores,
porque tu és inquebrável enquanto o desejares
Se tanto me dói que as coisas passem
Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem
Sophia de Mello Breyner Andresen
sexta-feira, abril 05, 2013
terça-feira, março 19, 2013
Há um acordo de mentes, uma sintonia de vontades, uma inexperiência do outro que assusta, fustiga e vicia.
Não quero perder-te. Quero contar contigo e, acima de tudo, que me deixes tomar conta de ti como a um irmão. Conta comigo. Inspira-me com o que és, o teu testemunho tão diferente e original.
Guia-me na descoberta de ti. Abandona-te à confiança e não te deixarei nunca cair sozinho. Fala comigo como a um amigo sincero, porque há um sentido para tudo e se hoje aqui estamos é para tocarmos as vidas mútuas.
São camadas enevoadas que procuro afastar, cortinas de teias que descerro para olhar, nem que apenas por um segundo, a tua luz, a tua chama.
Sinto uma promessa de gratidão que incita o atrevimento. Desculpa a ousadia. Mas tenho de entrar e trazer-te comigo.
Há uma estima, uma vocação, um chamamento, uma alegria interior tão repentina e intensa. Tem de ser uma paixão. Não pela carne, mas pela mente, pelo espírito.
«É este o equívoco das paixões que oscilam entre o sublime e o grotesco».
E o que recebo afinal? Algo de ti, imperceptível?
O abismo desemboca aos meus pés como um teste à gravidade e ao equilíbrio. Paixão e obsessão. Cara e coroa da mesma moeda.
E humilhação? Apago-me perante ti, como que desprovido de virtude, orgulho ou estima própria?
Não é esse o propósito. Nem tão pouco justificável para que haja aceitação.
É antes um braço que estendo em primeiro lugar, para que a tua mão o possa agarrar - assim o queira.
Porque, como em Sartre, a minha aspiração é simples, o meu sonho também: o de um «tratado das paixões que se inspirasse nesta verdade tão simples e tão profundamente desconhecida [...]: se amamos, é porque é agradável».
Se te amo, é porque és agradável. Nada mais. Pois este é o maior elogio que podes receber. O maior que te posso dar. Para mim, tu és agradável.
Procuro descobrir o valor da paixão e, no entanto, sou insensivelmente levado a julgá-la. Julgar a paixão é julgar-te a ti. E julgar-te é colocar-me acima e não a par.
Quero ser par, não supra.
terça-feira, fevereiro 26, 2013
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
de grades e muralhas tão valentes.
tão de repente me vejo só
quanto de amor a transbordar
tempo que não te deixas ficar
nem um segundo, nem por um piscar
de olhos lacrimejando compaixão
tempo que libertas o mundo
da prisão do sentimento,
que amenizas a solidão
parte sempre, sempre, sempre,
porque ficando nunca se sente
de novo toda a gente
guardadas eternamente
neste pequeno coração
Resguardo entre as memórias os sentidos que me guiam, as linhas invisíveis que orientam as minhas mãos. Nos momentos raros e preciosos que reconheço, de tantos que deixo passar incólumes e intocados, encontro amigos surpreendentes, reencontro sensações.
Temperos de alma, inundações de vida que preenchem o peito e exigem ao coração que salte e se faça anunciar. Rebenta todas as amarras rochosas em que descansa, reergue-se em vermelho sangue, respira energia, contrapõe verdades, vence-se cansado e feliz.
Duas caras, dois pratos, duas vidas, duas distâncias, dois percursos, dois destinos, dois caminhos iniciados, dois tempos interrompidos e duas pessoas tão próximas, também duas tão distantes.
Há sopro de novidade, como o vento que percorre as margens do rio na madrugada. Uma mistura de novo, névoa, sonho e medo. E o perigo de abrir demais as ameias do peito a invasões estrangeiras. Estranhas, acutilantes, pulsantes de vida e juventude.
Quem nos acha perdidos, conduz-nos. Quem nos perde, encontra-nos mais tarde. Porque tudo o que somos flui incessantemente até ao céu e volta a nós em bênção ou maldição. Porque o sangue que nos percorre carrega história e muita gente, valor de tantas paixões físicas e mentais.
A harmonia de mentes clama sempre e não se deixa rebater. É hercúleo o esforço para conter o mar, sustentar ao alto a fantasia e a realidade alinhadas em perfeito equilíbrio. Perder um pouco é, por vezes, ganhar a vida que se escapava sem que dela nos déssemos conta.
Nos dias anteriores caminhei em curvas apertadas e estradas íngremes. Nos dias de hoje procuro linhas retas, caminhos trucidados de detritos que vou afastando. Atrás de cada pedra uma surpresa, um amigo ou um precipício escondidos.
Pela fé que me mova espero uma nova vida, de harmonia e paz. Mas os génios malignos atormentam-me, a alma enegrece sem razão e perco amor por ingratidão e devassa violência.
sábado, dezembro 15, 2012
segunda-feira, maio 07, 2012
sexta-feira, novembro 04, 2011
No poeiral do terreno
Que abraçando me ampara
Suspenso sobre o abismo
Há um anjo negro e branco,
Preso na sombra que me embala
Terno lamento
E de novo sem intento
Caio em desamparo.
Anjo branco, luz e sombra
Que me entonteces a mente louca
Acordas o sonho, a quimera negra
Que tão de certo
No meu antro rebaixado
Me agoniza a pena lestra
Que me leva ao teu regaço.
Altura enorme e crua que pede,
Anjo de terna morte
Que nada vive onde te enlaças.
Numa vingança tão violenta
Tão estupre e ansiosa
Anjo negro e anjo branco
Ao recanto esperando,
À coca, o tropeço derradeiro
Do servo errante.
o Mestre
Há muitos nomes para o que se procura, muitas expectativas sobre o que se irá encontrar, e muita tinta, muitas ideias discorridas sobre os métodos, a preparação interior e exterior para atingir tal epifania do ser, como se a própria existência de quem procura estivesse ameaçada de morte, em perigo de extinção.
O Homem dos dias de hoje – nele me incluo, ou doutro modo nunca disto me daria conta – procura o que tantos outros procuraram na antiguidade clássica, na idade medieval, no renascimento, no iluminismo, no modernismo, na contemporaneidade.
Procura-se um caminho, é certo, mas algo mais além do caminho. O caminho é o alvo fácil. Conhecer a existência do caminho e até os detalhes do percurso em nada acalmam os que têm sede de nele se aventurarem. Por vezes três passos são suficientes para satisfazer a curiosidade. Outras vezes, ascender a escadaria até aos últimos degraus da iluminação, do conhecimento último é suficiente para preencher o vazio, mas insuficiente para encontrar respostas contundentes.
Alguns apaziguam a sua natureza inquisitiva com a companhia de outros ambulantes, perdem-se na magia dos rakings e das iniciações, apresentam-se e auto-integram-se numa hierarquia imperfeita, reflexo da ordem cabalística dos céus. Criam-se cursos, conferem-se graus, iniciam-se e reiniciam-se praticantes e curiosos na esperança de apaziguamento intelectual muito além do espiritual, muito além do mental.
Há enraizada na humanidade uma amnésia colectiva, uma necessidade de redescoberta na ordem inversa da progressão do tempo. Um passado histórico da humanidade, esquecido e enterrado em eras, séculos e décadas, correntes doutrinais e académicas, escolas e confissões, dogmas e rejuvenescimentos.
Para o discípulo, o Mestre é aquele que conhece a pergunta verdadeira que reorienta a busca e é a certeza de companhia no meio da solidão.
O Mestre para muitos apresenta-se como o próprio caminho ou, vice-versa, o caminho é o próprio Mestre.
A cobardia aqui é boa. Não me tomem por arrogante. Cobarde sou eu também que vivo na imensa busca de um saber transcendente, na esperança de encontrar alguém que me mostre o caminho para lá chegar.
Hoje procuro o Mestre dos mestres, na história, no presente, no futuro, como se a dimensão do tempo de nada importasse. E tenho para comigo, como tese que proponho explorar, que tal Mestre é uma ilusão se o julgarmos uno, indivisível, presente, omnisciente.
Os muitos que procuram um Mestre procuram um Deus em disfarce, um peregrino que resgate S. Martinho debaixo do intenso aluvião.
Chamam-lhe Mestre porque a palavra Deus soa, na Europa e em geral na ocidentalidade, como algo desconfiável, uma ideia sem sustentação científica como se a sustentação científica fosse pressuposto da fé e não, talvez, parte da sua antítese necessária e imutável.
Não me lanço na procura de Deus. Muitos tentaram e continuam a tentar, com bastante mais displicência, conhecimento e sabedoria que aquela que eu posso oferecer a tão imensa tarefa. Aos teólogos e ateus deixarei esse labor; aos primeiros a prova da existência, aos segundos a sua refutação.
Mas um Mestre é diferente de um Deus. A procura de um Mestre é menos pretensiosa, é mais pessoal.
Como próprio caminho, o Mestre é individual, fala ao coração e à razão de uma forma tão clara e directa que se torna incontestável a verdade relativa e absoluta do que afirma.
Tenho convivido com alguns mestres: uns autoproclamados, com mérito e sem mérito, outros aos quais reconheço mestria na sua dimensão humana e intelectual profunda – o que não deixa de ser a minha percepção, ajustada em função meu próprio mapa mental –, outros são mestres nas artes da escrita, da política, da associação comunicativa e de gentes.
Como pressuposto de teste, assumo que a todos estes a mestria acorra como uma dimensão, uma parte de um todo maior, uma inspiração, uma dádiva, uma canalização, um reflexo de um espírito, de um cérebro e de uma mente activa, toldada pelas vivências, pelas paixões, pelas lições apreendidas e dadas.
Conversarei com alguns destes pequenos mestres, com homens e mulheres insuspeitos mas que apresentem alguma das características puramente indiciáticas, suspeitas, incomuns ou meramente extraordinárias que nos propomos deslindar.
O objectivo desta obra é encontrar ou reencontrar esse Mestre natural, consensual, essa trave-mestra que temos presente ou da qual sentimos falta. Em boa verdade, um desafio não menos exigente que a própria procura da afirmação ou negação irrefutáveis de Deus.
Uma diferença impera, contudo. Procura-se o Mestre não para saber se é existente ou inexistente, apenas para o conseguir identificar quando um dia, verídico ou hipotético, estejamos na sua presença.
domingo, outubro 30, 2011
Lamparina
perdida uma chama de fogo
sangue e amor.
Iluminas esta vida vazia,
Pelo desespero entrecurtada
consumindo na tua luz um segredo
No teu regaço,
o calor de um beijo
No teu azeite,
uma só alma deixada.
Ao encontro do teu desejo,
A chama reluzente adorna
dois corpos inanimados
Lamparina antiga, deixada em oração,
Iluminaste quanto podias,
Mas nunca tão negro coração.
cerro os dentos e avanço, despedaço estilhaços e faço da terra chão circulante. das manhãs às noites, rios de gente que esperam, aguardam, reclamam e pedem um pouco de tom, um pouco de atenção, alarmantes as vozes que vagueiam entre choros e gargalhadas.
a minha atenção divide-se em mil pedaços, escoados entre vastos lagos de tempo e razão, amores perdidos e vontades conquistadas pela força do punho fechado.
não sou o monstro que me apareço, nem o anjo de asas desfraldadas.
há um pouco do que leva cada um, em mim, como em nós, um sopro de expectativa que ao longe, trazida por ecos, nos desperta em silêncio.
regressando hoje um dia a antes de ontem, as escolhas tomadas, incoerentes e certas, serão calhaus e pedras certeiras com a mira cega entre os olhos.
a manhã é assim mesmo, como a noite. o céu como a terra, a gente como a solidão. perpétuos ciclos elípticos, ilusórios como reais. e, de repente, não sei mais em que confiar.
no que vejo? no que sinto? no que ouço? no que espero? no que lembro? no que desconheço? no que sei e não mostro?
segunda-feira, março 07, 2011
quinta-feira, janeiro 27, 2011
Épica Epopeia
Eleitos pela plebe lusitana
Que agora se encontram instalados
Fazendo aquilo que lhes dá na gana
Nos seus poleiros bem engalanados,
Mais do que permite a decência humana,
Olvidam-se de quanto proclamaram
Em campanhas com que nos enganaram!
II
E também as jogadas habilidosas
Daqueles tais que foram dilatando
Contas bancárias ignominiosas,
Do Minho ao Algarve tudo devastando,
Guardam para si as coisas valiosas.
Desprezam quem de fome vai chorando!
Gritando levarei, se tiver arte,
Esta falta de vergonha a toda a parte!
III
Falem da crise grega todo o ano!
E das aflições que à Europa deram;
Calem-se aqueles que por engano.
Votaram no refugo que elegeram!
Que a mim mete-me nojo o peito ufano
De crápulas que só enriqueceram
Com a prática de trafulhice tanta
Que andarem à solta só me espanta.
IV
E vós, ninfas do Douro onde eu nado
Por quem sempre senti carinho ardente
Não me deixeis agora abandonado
E concedei engenho à minha mente,
De modo a que possa, convosco ao lado,
Desmascarar de forma eloquente
Aqueles que já têm no seu gene
A besta horrível do poder perene
quinta-feira, setembro 16, 2010
Come Home
Estamos todos amarrados aos códigos colectivos com que comunicamos na vida quotidiana. Mas quem escreve quer dizer coisas que estão para além da vida quotidiana."
quarta-feira, agosto 18, 2010
My thought My mind My heart
quarta-feira, julho 28, 2010
sábado, julho 10, 2010
a desculpa dos "porquê?", como se o "porque sim!" não bastasse
terça-feira, julho 06, 2010
A Universal Philosophical Refutation
First Aristotle appeared, and the philosopher said to him, "Could you give me a fifteen-minute capsule sketch of your entire philosophy?" To the philosopher's surprise, Aristotle gave him an excellent exposition in which he compressed an enormous amount of material into a mere fifteen minutes. But then the philosopher raised a certain objection which Aristotle couldn't answer. Confounded, Aristotle disappeared.
Then Plato appeared. The same thing happened again, and the philosophers' objection to Plato was the same as his objection to Aristotle. Plato also couldn't answer it and disappeared.
Then all the famous philosophers of history appeared one-by-one and our philosopher refuted every one with the same objection.
After the last philosopher vanished, our philosopher said to himself, "I know I'm asleep and dreaming all this. Yet I've found a universal refutation for all philosophical systems! Tomorrow when I wake up, I will probably have forgotten it, and the world will really miss something!" With an iron effort, the philosopher forced himself to wake up, rush over to his desk, and write down his universal refutation. Then he jumped back into bed with a sigh of relief.
The next morning when he awoke, he went over to the desk to see what he had written. It was, "That's what you say."
domingo, julho 04, 2010
Apologia do trabalho
Em todo o caso, estamos persuadidos, e todos concordam nisto, de que é necessário, com medidas prontas e eficazes, vir em auxílio dos homens das classes inferiores, atendendo a que eles estão, pela maior parte, numa situação de infortúnio e de miséria imerecida. O século passado destruiu, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para eles uma protecção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores, isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregues à mercê de senhores desumanos e à cobiça duma concorrência desenfreada. A usura voraz veio agravar ainda mais o mal. Condenada muitas vezes pelo julgamento da Igreja, não tem deixado de ser praticada sob outra forma por homens ávidos de ganância, e de insaciável ambição. A tudo isto deve acrescentar-se o monopólio do trabalho e dos papéis de crédito, que se tornaram o quinhão dum pequeno número de ricos e de opulentos, que impõem assim um jugo quase servil à imensa multidão dos proletários.
A solução socialista
Os Socialistas, para curar este mal, instigam nos pobres o ódio invejoso contra os que possuem, e pretendem que toda a propriedade de bens particulares deve ser suprimida, que os bens dum indivíduo qualquer devem ser comuns a todos, e que a sua administração deve voltar para - os Municípios ou para o Estado. Mediante esta transladação das propriedades e esta igual repartição das riquezas e das comodidades que elas proporcionam entre os cidadãos, lisonjeiam-se de aplicar um remédio eficaz aos males presentes. Mas semelhante teoria, longe de ser capaz de pôr termo ao conflito, prejudicaria o operário se fosse posta em prática. Pelo contrário, é sumamente injusta, por violar os direitos legítimos dos proprietários, viciar as funções do Estado e tender para a subversão completa do edifício social.
A propriedade particular
De facto, como é fácil compreender, a razão intrínseca do trabalho empreendido por quem exerce uma arte lucrativa, o fim imediato visado pelo trabalhador, é conquistar um bem que possuirá como próprio e como pertencendo-lhe; porque, se põe à disposição de outrem as suas forças e a sua indústria, não é, evidentemente, por outro motivo senão para conseguir com que possa prover à sua sustentação e às necessidades da vida, e espera do seu trabalho, não só o direito ao salário, mas ainda um direito estrito e rigoroso para usar dele como entender. Portanto, se, reduzindo as suas despesas, chegou a fazer algumas economias, e se, para assegurar a sua conservação, as emprega, por exemplo, num campo, torna-se evidente que esse campo não é outra coisa senão o salário transformado: o terreno assim adquirido será propriedade do artista com o mesmo título que a remuneração do seu trabalho. Mas, quem não vê que é precisamente nisso que consiste o direito da propriedade mobiliária e imobiliária? Assim, esta conversão da propriedade particular em propriedade colectiva, tão preconizada pelo socialismo, não teria outro efeito senão tornar a situação dos operários mais precária, retirando-lhes a livre disposição do seu salário e roubando-lhes, por isso mesmo, toda a esperança e toda a possibilidade de engrandecerem o seu património e melhorarem a sua situação.
Mas, e isto parece ainda mais grave, o remédio proposto está em oposição flagrante com a justiça, porque a propriedade particular e pessoal é, para o homem, de direito natural. Há, efectivamente, sob este ponto de vista, uma grandíssima diferença entre o homem e os animais destituídos de razão. Estes não se governam a si mesmos; são dirigidos e governados pela natureza, mediante um duplo instinto, que, por um lado, conserva a sua actividade sempre viva e lhes desenvolve as forças; por outro, provoca e circunscreve ao mesmo tempo cada um dos seus movimentos. O primeiro instinto leva-os à conservação e à defesa da sua própria vida; o segundo, à propagação da espécie; e este duplo resultado obtêm-no facilmente pelo uso das coisas presentes e postas ao seu alcance. Por outro lado, seriam incapazes de transpor esses limites, porque apenas são movidos pelos sentidos e por cada objecto particular que os sentidos percebem. Muito diferente é a natureza humana. Primeiramente, no homem reside, em sua perfeição, toda.a virtude da natureza sensitiva, e desde logo lhe pertence, não menos que a esta, gozar dos objectos físicos e corpóreos. Mas a vida sensitiva mesmo que possuída em toda a sua plenitude, não só não abraça toda a natureza humana, mas é-lhe muito inferior e própria para lhe obedecer e ser-lhe sujeita. O que em nós se avantaja, o que nos faz homens, nos distingue essencialmente do animal, é a razão ou a inteligência, e em virtude desta prerrogativa deve reconhecer-se ao homem não só a faculdade geral de usar das coisas exteriores, mas ainda o direito estável e perpétuo de as possuir, tanto as que se consomem pelo uso, como as que permanecem depois de nos terem servido.
Uso comum dos bens criados e propriedade particular deles
Uma consideração mais profunda da natureza humana vai fazer sobressair melhor ainda esta verdade. O homem abrange pela sua inteligência uma infinidade de objectos, e às coisas presentes acrescenta e prende as coisas futuras; além disso, é senhor das suas acções; também sob a direcção da lei eterna e sob o governo universal da Providência divina, ele é, de algum modo, para si a sua lei e a sua providência. É por isso que tem o direito de escolher as coisas que julgar mais aptas, não só para prover ao presente, mas ainda ao futuro. De onde se segue que deve ter sob o seu domínio não só os produtos da terra, mas ainda a própria terra, que, pela sua fecundidade, ele vê estar destinada a ser a sua fornecedora no futuro. As necessidades do homem repetem-se perpetuamente: satisfeitas hoje, renascem amanhã com novas exigências. Foi preciso, portanto, para que ele pudesse realizar o seu direito em todo o tempo, que a natureza pusesse à sua disposição um elemento estável e permanente, capaz de lhe fornecer perpetuamente os meios. Ora, esse elemento só podia ser a terra, com os seus recursos sempre fecundos. E não se apele para a providência do Estado, porque o Estado é posterior ao homem, e antes que ele pudesse formar-se, já o homem tinha recebido da natureza o direito de viver e proteger a sua existência. Não se oponha também à legitimidade da propriedade particular o facto de que Deus concedeu a terra a todo o género humano para a gozar, porque Deus não a concedeu aos homens para que a dominassem confusamente todos juntos. Tal não é o sentido dessa verdade. Ela significa, unicamente, que Deus não assinou uma parte a nenhum homem em particular, mas quis deixar a limitação das propriedades à indústria humana e às instituições dos povos. Aliás, posto que dividida em propriedades particulares, a terra não deixa de servir à utilidade comum de todos, atendendo a que não há ninguém entre os mortais que não se alimente do produto dos campos. Quem os não tem, supre-os pelo trabalho, de maneira que se pode afirmar, com toda a verdade, que o trabalho é o meio universal de prover às necessidades da vida, quer ele se exerça num terreno próprio, quer em alguma parte lucrativa cuja remuneração, sai apenas dos produtos múltiplos da terra, com os quais ela se comuta. De tudo isto resulta, mais uma vez, que a propriedade particular é plenamente conforme à natureza. A terra, sem dúvida, fornece ao homem com abundância as coisas necessárias para a conservação da sua vida e ainda para o seu aperfeiçoamento, mas não poderia fornecê-las sem a cultura e sem os cuidados do homem. Ora, que faz o homem, consumindo os recursos do seu espírito e as forças do seu corpo em procurar esses bens da natureza? Aplica, para assim dizer, a si mesmo a porção da natureza corpórea que cultiva e deixa nela como que um certo cunho da sua pessoa, a ponto que, com toda a justiça, esse bem será possuído de futuro como seu, e não será lícito a ninguém violar o seu direito de qualquer forma que seja."
Rerum Novarum - 1891
sexta-feira, julho 02, 2010
Vertigens
Fosse a experiência verdadeiramente nossa e não uma mera ilusão passageira e fugaz, talvez se compreendesse o medo de perder aquilo que ridiculamente acreditamos possuir ou ter direito.
Somos navegadores em campo de mártires, procurando em redor por auxílio, apenas para olhar as costas dos desertores e as faces dos abatidos pregadas ao chão.
É neste momento que caímos, por dentro e por fora, de joelhos à terra e mãos ao rosto, mais que chorando, inquirindo e desafiando a força utópica dos destinos, entrecruzados como nós próprios nas teias que tecemos e nas quais nos deixamos adormecidademente enleados, suspensos à sombra do abismo que nos propomos escalar sem nunca o fazer. Não por medo. Apenas vertigens.
"Tinha uma vontade brutal de fazer qualquer coisa que a impedisse de voltar atrás. Tinha vontade de anular brutalmente os últimos sete anos da sua vida. Eram vertigens. Um inebriante, um incontrolável desejo de cair.
Poderia talvez dizer que ter vertigens é embriagarmo-nos com a nossa própria fraqueza. Temos consciência da nossa fraqueza, mas em vez de resistir-lhe, queremos ficar ainda mais fracos, cair por terra em plena rua à frente de toda a gente, ficar por terra, ainda mais abaixo do que a terra."
quarta-feira, junho 30, 2010
quinta-feira, junho 24, 2010
Directions
"Alice: Would you tell me, please, which way I ought to go from here?
The Cat: That depends a good deal on where you want to get to.
Alice: I don't much care where.
The Cat: Then it doesn't much matter which way you go.
Alice: …so long as I get somewhere.
The Cat: Oh, you're sure to do that, if only you walk long enough."
domingo, junho 20, 2010
Balança com Ascendente em Virgem
As finanças desempenham um papel de destaque na sua vida, mas enfrenta dificuldades e obtém pouco sucesso. Como é uma pessoa que se volta para os outros, a vida social e as uniões estão favorecidas. Gosta de ser prestável se isso não for contra os seus interesses. Tem sensibilidade aos cheiros e por vezes é um tanto maníaco, as coisas nunca estão em ordem, nem as pessoas suficientemente limpas. É sentimental, mas está sempre à defesa, podendo tropeçar, no entanto, nas armadilhas do amor.
Tem um temperamento hipersensível, estético e requintado, além de ser uma pessoa bastante amável, com senso prático e dotada de uma certa habilidade. Poderá vir a ser um excelente professor e pode ser atraído pela medicina alternativa ou pelos alimentos naturais. A horticultura, a agricultura e a enfermagem também estarão de acordo com o seu gosto. Poderá ter grande talento para o artesanato, para a cerâmica, por exemplo. Como gosta de trabalhar com afinco, isso fá-lo-á crescer. É natural que sinta atracção pelo Signo de Peixes.
sábado, junho 19, 2010
It’s an action, a feeling, a way of being all at once.
It’s a perception and a reality that is exchanged without speaking.
It’s the comfortable white space between the words in conversation.
It’s the smile in the eyes of someone that says, “We just met, but I know who you are.”
It’s that “come out and play” kind of feeling.
You can recognize a friend, because no matter what happens, with that person you are someone you want to be."
Liz Strauss
quinta-feira, junho 17, 2010
o princípio da incerteza
temos essa percepção, de que tudo e todos os que nos rodeiam crescem num ciclo de longos ritmos e tendências. à medida que de uns nos afastamos, outros há que de nós se aproximam (ou a estes nos aproximamos) com alguma consciência do que fazemos.
existe um sentimento grave de perda e frustação quando nos afastamos de um amigo querido, por nossa própria vontade ou por força das circunstâncias em que ambos nos vemos envolvidos. existe um sentimento de dúvida sobre os motivos para o afastamento de alguém que amamos ou que amámos num determinado momento; um sentimento que nunca conseguiremos apagar totalmente do nosso espírito, como se se tratasse de uma marca "kármica", um desafio que transportaremos, possivelmente, para uma nova vida terrena - como frequentemente se encontra referência em tantas filosofias orientais. e faz-se um esforço para avançar, apesar de este sentimento de profunda perda - tão semelhante àquele sentido na morte ou separação de um ente querido, guardado nas nossas memórias.
a vida e a morte misturam-se profundamente no sentido de uma amizade, quer disso tenhamos consciência ou não. isto porque a amizade parece transcender a dimensão física das coisas e, como tal, nunca poderá ser reconduzida ao alpha e ao ómega pelos quais nos regemos neste mundo - a vida e a morte, o bom e o mau, o sim e o não. o dualismo do nosso mundo físico não se adequa à natureza eternamente inteligível da amizade. por mais anos que vivamos e convivamos com o nosso amigo jamais conseguiremos saber tudo sobre ele - porque iniciar uma relação de amizade é como começar a ler pelo meio um livro sem princípio nem fim.
na alegria dos novos encontros, reacende-se na alma uma esperança de partilha, em que é permitido iniciar uma nova leitura e em que, por contrapartida, alguém nos lê também a nós - pelo meio, como é suposto ser, folheando páginas, por vezes, da direita para a esquerda e, noutros casos, em sentido contrário.
e, nesta dialéctica da leitura mútua, há uma influência recíproca. qual Heisenberg, a mera observação parece ser por si só suficiente para interferir com o objecto observado. é claro que, ao formular esta hipótese, Heisenberg procurava explicar matematicamente fenómenos no âmbito da física cartesiana e da quântica, mas quantas vezes um aluno num teste não se sentiu perturbado ou de alguma maneira influenciado apenas por sentir o olhar do professor sobre si? quantas vezes não adaptamos o nosso comportamento à presença de um amigo ou por estarmos despertos para a existência de uma câmera de segurança num elevador?
assim, estamos todos tão singela e poderosamente ligados que assumimos uma amizade como nossa muito antes de percebermos que existe um amigo a observar-nos, a nós e ao momento presente da nossa história. muitas vezes só disso ganhamos consciência quando este começa a folhear as páginas anteriores de nós próprios, questionando-nos sobre o que fomos ou interregando sobre o rumo que permanentemente vamos traçando e redefinindo para as páginas seguintes.
as pessoas que nos marcam - os amigos - têm este virtuosismo de querer conhecer o que somos, o que fomos e o que vamos ser, talvez como esperando - como tendo esperança - de que em nós se possam conhecer a si ou ao caminho para si próprias e para a realização do seu potencial humano.
algumas vezes, deixá-las entrar é um passo difícil que exige que nos tornemos vulneráveis e que deixemos vulneráveis quem connosco convive na maior intimidade - deixar alguém verdadeiramente entrar e escutar os nossos mais íntimos pensamentos transforma-se num verdadeiro acto de amor. Neil Gaiman descreveu bem o amor que liga as pessoas - quer estas sejam verdadeiros amantes ou pessoas que se apreciem mútua e respeitosamente através de uma amizade:
«Have you even been in love? Horrible, isn't it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens your heart and it means someone can get inside you and mess you up. You build up all these defences. You build up this whole armour, for years, so nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life...na maior parte das vezes, a grande dificuldade está em deixar essa pessoa partir, sobretudo quando o tempo e os eventos que passaram juntos são já tão maiores que a percepção individual que cada um teve deles, ao ponto de torna-se difícil sequer lembrar o "como" tudo começou.
You give them a piece of you. They don't ask for it. They do something dumb one day like kiss you, or smile at you, and then your life isn't your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so a simple phrase like "maybe we should just be friends" or "how very perceptive" turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It's a soul-hurt, a body-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love.»
assim, sei dizer que tenho pelo menos um desejo para esta vida: não mais conseguir recordar como comecei a conhecer um amigo.
segunda-feira, maio 24, 2010
spacetime continuum distortion times two
domingo, maio 23, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
segunda-feira, maio 17, 2010
sexta-feira, maio 07, 2010
The Strength of the Risen
The question may seem shallow or void of any sense and purpose, but within the effort you put in understanding it you have me accomplishing my goal. Don’t worry about the out coming answer. It is as right or as wrong as you admit it to be in the thought behind all the other thoughts crossing you mind this instance.
Which purpose am I talking about?
Well, first of all the believing process innate to every man and woman. My goal is challenging you to believe. In what?, you are asking. In whatever feeling you perceive as good. The scope of emotions tremble by the feeblest thought of doubt crossing your mind, as doubt is no emotion, although you may tend to intellectually react to it as if you could already feel the anguish and fear it inputs in your mind and body. Doubt, however, is a thought on its own and it does not depend on the circumstances of your surroundings, but on the perspective and intensity by which you look at them and let them having you influenced.
But I am sure you read it all in some book. In some spiritual or living guidance manual. I read them too. I devoured them as a rushing impulse for physical and psychological tranquility. Being sure that is also your case, I’ll leave you there, with no other introspective phrases or questions… no other, apart from this: what is your deepest thought?
Tell me your thought, your deepest thought about everything, anything. The most truthful true lying behind all your questions, fueling your dreams and doubts, nurturing your hopes and fears. Repeat it to yourself whenever you have a question: “What is my deepest thought?”. And you’ll be surprised by how frail and distorted the perception of yourself is.
The difficulty, as I am sure you have figured out by now, is the amount of questions racing your mind every second of every hour of everyday and the enormous, untamable speed they trail after each other. How can you know what you are truly after when your focus spreads like butter over hot bread?
When the old preached “truth” above all other values and virtues they were not referring on having you being truthful to others. Being truthful in your relationship with your peers occurs as a sub product of the real object to which you must keep truthful all the times, at all times: you.
Truth will set you free. I’m also sure you’ve heard this one before. But what meaning did you extract from it? Was it referring to you telling everyone else what your “lies” have been (strong word, lies, sounding almost like sin)? Certainly you have already confessed a small lie to your friend, one line such as “I had to tell him I was sick so I was not going out that night”, but probably this attempt to exonerate your guilt (another strong word) did not manage to, somehow, restore your feeling to its potential for permanent joy. You’d probably be feeling much better if you had told directly to that person “I am sorry, but on the other night I lied about being sick because I was not really in the mood for going out with you” and, in response, you’d get something like “Don’t fret about it. I totally understand it and I was feeling the same way, but I was afraid of letting you know”.
So, what is it one is truly after? Is it giving truth to others or, instead, receiving comprehension and forgiveness? The trick here, however, is that only those who cannot forgive and cannot comprehend themselves try finding forgiveness and comprehension on the outside world - on a person, on an action. The truth in that case is that you have betrayed yourself at some point, you have betrayed your deepest thought about a certain situation and as you do not realize it you cannot assess that the one who needs to forgive you is, in fact, you.
Truth will set you free seems now to be a rather incorrect statement, because when you’re truthful to yourself and to your deepest thought, the thought behind all other layers of thought, you can never, ever, become a prisoner craving for release. Truth does NOT set you free, but it is otherwise your very own guarantee of freedom.
terça-feira, maio 04, 2010
Sabe a diferença entre um foguetão espacial e um míssil balístico?
Cenário 1: cidadão A trabalha, ou seja, paga IRS (espera-se!), ou seja o Estado recebe;
Cenário 2: cidadão B reforma-se e deixa de trabalhar, ou seja, o Estado passa a receber menos IRS (porque a taxa é tendencialmente inferior) e, simultaneamente, passa a gastar mais (mais uma reforma a ser paga - e, diga-se, devidamente!);
Cenário 3: cidadão C reforma-se, mas continua a trabalhar. Não só paga (potencialmente) mais IRS (sobre a pensão e sobre os rendimentos "extra"), como fica também com mais rendimento disponível para despender, ou seja, rendimento para aplicar directamente na economia ou em poupança (sim, a poupança também é, grosso modo, um método de financiamento indirecto que, na maioria dos casos, compete aos bancos - "receber depósitos e conceder financiamento"). O Estado paga uma pensão, mas recebe, adicionalmente, mais receitas pelo trabalho "extra" do cidadão C, quando comparado à falta de actividade pós-reforma do cidadão B.
Analisados estes cenários, qual destes cidadãos está, afinal, a prestar maior serviço ao país?
A questão subjacente ao artigo a que respondo, parece-me, não se encontra no facto de um cidadão ser mais ou menos activo em termos economico-profissionais após o momento em que lhe seja reconhecido o direito a uma reforma.
A questão é outra e bem mais profunda, alicerçada num postulado ético do direito ao trabalho. Um postulado que deve verificar-se sempre que haja uma relacção entre pessoas (quer laboral ou não).
A pergunta que se coloca é, pois, a de saber se o trabalho ou serviço que aquele cidadão C continua a prestar encontra legítima e justa correspondência no rendimento que dela advém.
Um dia, há alguns anos, perguntaram-me a diferença entre um foguetão, desenhado para lançar os nossos satélites para o espaço, e um comum míssil de guerra, ao que respondi negativamente.
Pois a resposta a esta questão, disseram-me, é só uma e universal para qualquer questão sobre o Homem, incluindo a de saber se o cidadão C deve continuar a trabalhar.
Pois tanto o míssil de guerra, quanto o deslumbrante foguetão são em tudo semelhantes... excepto no seu propósito e intenção.
sexta-feira, abril 23, 2010
segunda-feira, abril 19, 2010
Tempo e Direcção
Como responder sem desprezar? Como ensinar sem subjogar? Quanto mais tolera o homem-velho a condescendência do homem-novo a seu lado, olhando a esperança como uma promessa e o futuro como uma esperança?
Perdido fica o homem que segue sempre sem saber que se deixou para trás. O corredor ultrapassado pela própria sombra, perdido para o reflexo de si sem saber que por mais rápido que corra chega sempre em segundo lugar. Onde falte a direcção, precipita-se o não-devir pela lei da velocidade.
Ir contra o sol oculta o caminho, mas a sombra do que se é fica sempre para trás.
terça-feira, dezembro 08, 2009
Quietness
James stood still for an hour on the front porch of the old house. His feet wouldn’t move if he wanted them to. The coffee on his right hand untouched by his lips grew cooler as the steam raising up from the cup progressively vanished in the cold breeze blowing from Cadilac Mountain.
He followed the girl’s every move with his eyes, the way she scratched her noose and then composed her hair behind the ear. 'How cuter could it get?', James found himself thinking. As if listening to his thought, the girl slowly raised her eyes from the book on her lap back at James. He didn’t move or gazed away. For a moment in time, they were the only souls alive under the dawning skies.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
Regina Spektor- The Call
Which then grew into a hope
Which then turned into a quiet thought
Which then turned into a quiet word
And then that word grew louder and louder
'Til it was a battle cry
I'll come back
When you call me
No need to say goodbye
Just because everything's changing
Doesn't mean it's never been this way before
All you can do is try to know who your friends are
As you head off to the war
Pick a star on the dark horizon
And follow the light
You'll come back when it's over
No need to say goodbye
You'll come back when it's over
No need to say goodbye
Now we're back to the beginning
It's just a feeling and no one knows yet
But just because they can't feel it too
Doesn't mean that you have to forget
Let your memories grow stronger and stronger
'Til they're before your eyes
You'll come back
When they call you
No need to say goodbye
You'll come back
When they call you
No need to say goodbye
quinta-feira, setembro 03, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
hoje sombrio manto se estende do oeste ao leste como véu. De penumbra e medo se cobre a terra verde, a vermelho tinge-se a ondulante cor do céu.
no clamor aflito de desejos, sonhos perdidos e naufragados despedaçam no rufo surdo a esperança do desesperado, salteador derrubado em fulgor intenso e beligerante. E do que é seu vê-se, por fim, o próprio cego apartado
sexta-feira, janeiro 02, 2009
O tuga comedido
onde tudo vende e tudo compra
e já nada faz sentido
vivo segundo a lei maldita,
escravidão desumana e desleal,
onde cada sonho gravita
ao sabor do mercado cambial
tempos duros e incertos,
desígnios de pobreza e ingratidão,
desespero desmedido e renegado
às euforias da eleição
deste país que deixamos,
pouco resta que aceitar
esconder que não se tem para comer
mostrar o jaguar que não se pode pagar
valham-nos as migalhas de pão
compradas com a pensão dos avós:
do pouco sobra-lhes sempre tostão,
pela reza multiplica-se-lhes os dons
são tempos curtos, espera-se,
estes de infortúnio e sofreguidão:
vá-se depressa o raio da crise,
venha de lá, de novo,
mais crédito ao cartão
quarta-feira, dezembro 10, 2008
quinta-feira, agosto 07, 2008
que eternizei para mim:
o teu olhar tão intenso,
brilhante como és afinal,
de tanta vida a transbordar,
tão feliz que me pareces irreal...
...e chama-me um dia louco,
que irrisório ou infantil
seria ainda tão pouco,
por não perder esta imagem:
os contornos do teu rosto,
sob luz fugidia em que o vi,
esbatidos na memória,
no que resta dessa miragem...
...e deixa-me só, assim,
perdendo para todos a razão,
porque não ver-te de novo
sabe tão menos que a pouco...
e por tentar,
por tentar ainda que em vão,
fazer de ti este meu sonho,
tão impossível e medonho,
haverei até de parecer,
dos loucos, o mais louco,
se não és, afinal, ilusão.
quarta-feira, julho 09, 2008
Tive o mundo na palma da mão e deixei-o partir. O medo instalou-se não no que faço mas no que deixo de fazer.
Quero partir à aventura, recomeçar do zero, conquistar e ser conquistado. Porque a estagnação em que vivo desespera-me e enferruja-me o corpo, o pensamento, a astúcia. Não tenho desafios nem reviravoltas, possuo apenas aquilo que pedi... um ano de descanso e nada mais.
Foi-me concedido, e agora que o tenho desprezo-o. Desprezo o apaziguamento, parece que tudo se retrai como que esperando um grande acto, quem sabe final.
Para isso estou pronto e preparado, desejo de provar quem sou. Não tenho espectativas nem ambições nem plano de recurso. Estou aqui, só, nú, perante os números e as horas, que passam desde a manhã até à tarde.
Quero mudar o mundo da ponta do colchão, sem pisar em terra firme ou me aventurar pela selva. Cobardia, afinal, demonstro-a sempre a cada passo que dou, quando cada pedaço do corpo me dói. E deixo-me arrastar, sem falar ou desafiar quem quer seja.
Não quero ser herói, mas desejo a sua glória, como se de um beato canonizado me tratasse, reconhecido anos e séculos depois, por quem não tem em mim mão nem no meu poder e decisão.
Hoje abate-me esta crise de identidade, em que nem sei se vivo ou parei de viver. Quando o mundo desabrochou pela primeira vez, eu chorei, e hoje não choro mais.
Vi-o resplandecer e retrair, como se Ent fosse eu perante florestas mais velhas que a Terra. E a liberdade que sempre desejei, que nunca permiti recusar, foge-me todos os dias um pouco mais, onde caio sem escada de regresso, sem túnel ou vento que me guie e dê direcção.
Não reflicto nem respiro, não vejo nem acordo do sono pesado onde caí, há meses atrás. Recusei o irrecusável e hoje peço apenas uma nova mão que me solicite e convide a partir.
Prometo não olhar para trás, prometo deixar-me ir onde o destino, onde o amor me levar.
E partir, só partir e, quem sabe, um dia regressar a uma casa vazia, a uma vida sem sentido. Do futuro já não sei, e hoje só creio que posso partir, sem olhar para trás. Sem medo de cair, outra vez.
segunda-feira, junho 09, 2008
letras fugazes e repentinas,
entre ecos e rios e ondas e ar
juntos de novo ao mundo
deixado ficar
apertado na história
do teu rosto e beleza desigual,
em que cada segundo
parou e te viu voltar
deixou o tempo de correr,
e quieto, o mundo,
desapareceu, para
que nem o tempo
ou eu, te visse partir
domingo, maio 18, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
ao longe um só sol poente e doce
de manhã perdi-me no olhar os prédios de baixo, as ruas de frente, entre os passos de perna curta na calçada hoje o dia é de sol e chuva um combinado de frutas e cores, sem tempo para chegar nem hora para partir uma eternidade vigorosa e debroada de risos...
...onde não mora alguém é casa despida,
sem o mar que alimenta preenche e me amansa
nem alma sã nem lugar sem fim do mundo te pode guardar
segredos de orvalhos matinais
se o teu abraço me prendesse
como que amparando as nuvens do céu
dormiria para sempre no teu regaço
pois o meu mundo terreno vem do alto ao chão
aqui não há telha ou parede soltas
este espaço sou eu e tu
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
deixei um braço que fui,
uma mão com que escrevi,
traços que se apagarão...
e não há mal, nem juiz, nem razão,
és apenas a voz do mundo
que povoas entre recordações e amizades...
nesta terra que deixo
livre de pégadas e rastos
um só suspiro deixo escapar
já depois de mim um rio, um mar
depois de ti a rocha
depois de nós, pó.
terça-feira, junho 19, 2007
Fado do Encontro
Vou andando, cantando
Tenho o sol à minha frente
Tão quente, brilhante
Sinto o fogo à flor da pele
Tão quente, beijando
Como se fosses tu
Ao longe, distante
Fica o mar no horizonte
É nele, por certo
Onde a tua alma se esconde
Carente, esperando
Esse mar és tu
Pode a noite ter outra cor
Pode o vento ser mais frio
Pode a lua subir no céu
Eu já vou descendo o rio...
Na foz, revolta
Fecho os olhos, penso em ti
Tão perto, que desperto
Há uma alma à minha frente
Tão quente, beijando
Por certo que és tu
Pode a lua subir no céu
E as nuvens a noite toldar
Pode o escuro ser como breu
Acabei por te encontrar
Vou andando, cantando
Tive o sol à minha frente
Tão quente, brilhando
Que a saudade me deixou
Para sempre,
Por certo
O meu Amor és tu.
domingo, junho 10, 2007
sábado, junho 09, 2007
rain down mercy
for the lost and lonely child
for the liars and the losers
the reckless and the wild
there's no more use in pretending
I know I never fooled you
the deepest darkness I've ever known comes
from living like I do
but I swear I'm gonna knock on that gate
even if it's all in vain
I'll stand outside with my mouth wide open
and drink the pouring rain
I know there's some good left in this world
I've seen it shine in your eyes
rain down salvation
and keep my faith alive
the harder we fall, the closer we come
to finding our hearts and the damage we've done
darling, I've held the devil's dirty hand
but holding you now I know is heaven's last attempt
won't you walk beside me
you know I can't make it alone
here the fields are dark and the wind is hard
hard as stone
roll out the sky
oh, and let me come home, come home
I wanna come home
the harder we fall, the closer we come
to finding the light and the warmth of the sun
all that I've ever had I've let slip through my hands
but holding you now, I know is heaven
heaven
sexta-feira, junho 01, 2007
percorrer mundos e sonhos,
por momentos deixar-me para trás,
partir sem destino nem memória,
sem passado ou futuro ou história.
abraçar o ar, o vento,
a minha natureza de sentir desmedidamente,
sem repressão do que vejo,
do que sou.
um espírito livre que perdura no firmamento,
um fruto pendendo da árvore tão singular e verdejante
no seu restolhar ondulante.
quero amar para sempre,
perder-me em tempos e mundos distantes,
ouvir apenas vozes amigas da minha infância
e deixar-me levar.
e para sempre perdurar,
em flutuante movimento,
eternamente suspenso
entre o céu e o mar.
terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
a bit of me to someone new
the perfect words never crossed my mind,
'cause there was nothing in there but you,
I felt every ounce of me screaming out,
but the sound was trapped deep in me,
all I wanted just sped right past me,
while I was rooted fast to the earth,
I could be stuck here for a thousand years,
without your arms to drag me out,
there you are standing right in front of me
there you are standing right in front of me
all this fear falls away to leave me naked,
hold me close cause I need you to guide me to safety
no I won't wait forever
no I won't wait forever
in the confusion and the aftermath,
you are my signal fire,
the only resolution and the only joy,
is the faint spark of forgiveness in your eyes,
there you are standing right in front of me
there you are standing right in front of me
all this fear falls away to leave me naked,
hold me close cause I need you to guide me to safety,
there you are standing right in front of me
there you are standing right in front of me
all this fear falls away to leave me naked,
hold me close cause I need you to guide me to safety,
no I won't wait forever
no I won't wait forever
sexta-feira, maio 18, 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
the perfect words never crossed my mind cause there was nothing in there but you, e hoje revivo-as num inferno dantesco, num purgatório de ausência, no tormento de uma saudade. nasce da certeza de nunca te ver, de nunca te substituir e não te poder deixar partir. não te deixo morrer nem morro eu também.
The perfect words never crossed my mind
Cause there was nothing in there but you
I felt every ounce of me, screaming out
But the sound was trapped deep in me
All I wanted, just sped right past me
But I was rooted fast to the earth
I could be stuck here for a thousand years
Without your arms to drag me out
In the confusion, and the aftermath
You are my signal fire
The only resolution and the only joy
Is the faint spark of forgiveness in your eyes
domingo, maio 06, 2007
sábado, maio 05, 2007
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
Then live the rest of our life,
But not together.
Wake up in the morning, stumble on my life
Can't get no love without sacrifice
If anything should happen, I guess I wish you well
A little bit of heaven, but a little bit of hell
This is the hardest story that I've ever told
No hope, or love, or glory
Happy endings gone forever more
I feel as if I feel as if I'm wastin'
And I'm wastin' everyday
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
Then live the rest of our life,
But not together.
2 o'clock in the morning, something's on my mind
Can't get no rest; keep walkin' around
If I pretend that nothin' ever went wrong, I can get to my sleep
I can think that we just carried on
This is the hardest story that I've ever told
No hope, or love, or glory
Happy endings gone forever more
I feel as if I feel as if I'm wastin'
And I'm wastin' everyday
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
Then live the rest of our life,
But not together.
A Little bit of love, little bit of love
Little bit of love, little bit of love
A Little bit of love, little bit of love
Little bit of love, little bit of love
I feel as if I feel as if I'm wastin'
And I'm wastin' everyday
This is the way you left me,
I'm not pretending.
No hope, no love, no glory,
No Happy Ending.
This is the way that we love,
Like it's forever.
To live the rest of our life,
But not together.
sexta-feira, abril 20, 2007
em vontade me destruí
amei tudo o que senti
pela tua morte morri tambem
fiquei perdido no mundo
deixado desencontrado de paz
sou hoje apenas um rumor
sou de mim o que ficou pra trás
onde perdi o amor que vivi
onde deixei, deixe-te para mim
e hoje nao sou mais que um sinal
daquela vida que perdi
só em aparência banal.
sábado, fevereiro 10, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Dum sono tão profundo e desolador.
Mas este mundo inteiro, dizem, é só esplendor:
Já ouço o universo que fala e me seduz....
E mergulho de cabeça no mar ondulante
Atravesso de rasgão a onda
A espuma revolta, o reflexo brilhante
De novo mergulho e volto à tona
Deixei já pra trás os olhos cerrados
De frente ergo o queixo, encaro a imensidão,
Como, do navio, o faz a proa,
Perco o pé e a maré teima em puxar.
Nado e venço-a na sua missão.
Porque hoje não afunda quem não sabe nadar,
E de si só naufraga quem não chega a tentar.
