Define-nos a antítese, ou a verdade do que somos exige uma contraparte, nivelada pelo que temos e manifestamos?
Há um anjo que me agarra,No poeiral do terreno
Que abraçando me ampara
Suspenso sobre o abismo
Há um anjo negro e branco,
Preso na sombra que me embala
Terno lamento
E de novo sem intento
Caio em desamparo.
Anjo branco, luz e sombra
Que me entonteces a mente louca
Acordas o sonho, a quimera negra
Que tão de certo
No meu antro rebaixado
Me agoniza a pena lestra
Que me leva ao teu regaço.
Altura enorme e crua que pede,
Anjo de terna morte
Que nada vive onde te enlaças.
Numa vingança tão violenta
Tão estupre e ansiosa
Anjo negro e anjo branco
Ao recanto esperando,
À coca, o tropeço derradeiro
Do servo errante.

Sem comentários:
Enviar um comentário