Se desistisse de ti, como que abandonando uma missão, a minha alma sentiria a morte, porque verdadeira fosse ou tão semelhante que não pudesse distingui-la da verdadeira.
Os teus ecos perseguem-me e eu aceito-os com gratidão e reverência.
Num tempo, fora deste, seremos amigos de novo.
Esperarei lá por ti. Espera tu por mim também.
sexta-feira, maio 20, 2016
sábado, fevereiro 27, 2016
Se eu lembrasse sempre
incessantemente, sem parar
quanto de mim deixei contigo
quanta falta faz um amigo
quanto morri nesse dia
nessa hora, nesse instante
que te prendia por um leve fio
ao meu mundo, criado tão especialmente
para que nunca te visse partir
quanto de ti morre ainda
comigo, a cada dia,
peças presas por desafinos
que teimam em declamar hinos
de fatalismo e saudade
incessantemente, sem parar
quanto de mim deixei contigo
quanta falta faz um amigo
quanto morri nesse dia
nessa hora, nesse instante
que te prendia por um leve fio
ao meu mundo, criado tão especialmente
para que nunca te visse partir
quanto de ti morre ainda
comigo, a cada dia,
peças presas por desafinos
que teimam em declamar hinos
de fatalismo e saudade
agarra-te à pobreza
quando nada mais te restar
além da gentileza do toque
do desejar
que na vida e no mundo
nada mais reste que pouco de tudo
quanto houve e haverá
agarra o que de mais pobre encontrares
e quando o perderes chorarás
como choram as mães, os filhos,
as gotas frias nos umbrais
quando tudo for e nada restar
nem sol ou vento ou mar
entre os restos de pobreza
procura a vida deixada
e na mais singela graça
encontra-te e deixa-te
de novo levar
quando nada mais te restar
além da gentileza do toque
do desejar
que na vida e no mundo
nada mais reste que pouco de tudo
quanto houve e haverá
agarra o que de mais pobre encontrares
e quando o perderes chorarás
como choram as mães, os filhos,
as gotas frias nos umbrais
quando tudo for e nada restar
nem sol ou vento ou mar
entre os restos de pobreza
procura a vida deixada
e na mais singela graça
encontra-te e deixa-te
de novo levar
terça-feira, setembro 29, 2015
quem amaste um dia, nunca, nunca mais
deixarás de amar, mesmo que ralhes e lutes,
mesmo que firas a tua carne até ao osso,
mesmo que o atires para trás de um muro
o que amaste fica, escondido na penumbra
da rejeição, do castigo e da traição,
amordaçado entre o senso e a vingança
que se arremetem em fúria contra o peito
quem amaste fica e não sai,
não definha nem desaparece
não desmorece nem morre
o que amaste dura sempre
sempre sempre sempre
numa eterna esperança
deixarás de amar, mesmo que ralhes e lutes,
mesmo que firas a tua carne até ao osso,
mesmo que o atires para trás de um muro
o que amaste fica, escondido na penumbra
da rejeição, do castigo e da traição,
amordaçado entre o senso e a vingança
que se arremetem em fúria contra o peito
quem amaste fica e não sai,
não definha nem desaparece
não desmorece nem morre
o que amaste dura sempre
sempre sempre sempre
numa eterna esperança
domingo, maio 25, 2014
segunda-feira, abril 07, 2014
Não há rancor, há memória. Por isso tudo fica praticamente na mesma. Procurarei ser mais humilde e agradecer o que me é dado, bom e mau. E tomá-lo com toda a alegria, serenidade e compaixão que consiga reunir. Porque tudo tem a sua razão de ser, até o sofrimento, causado e recebido. Ele limpa-nos a alma, quando o aceitamos como necessário para uma vida mais plena. É nisto que acredito. E que durante toda a vida futura vamos ser melhores por causa do sofrimento do presente. É daqui que pessoalmente retiro conforto, gratidão e paz.
E isto faz-me sentido:
"Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua por meio de todos e em todos Se encontra."
E isto faz-me sentido:
"Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua por meio de todos e em todos Se encontra."
sábado, abril 05, 2014
quarta-feira, abril 02, 2014
domingo, março 30, 2014
Esta noite sonhei ctg. Aliás, nas últimas 3 noites tenho sonhado contigo.
Esta noite foi diferente, porque foi continuamente sobre ti. Primeiro amigos com cautelas, dps deixaste de estar presente e mm no final do sonho, quando já estávamos mais velhos e o ginásio (e aquilo que representa) já não era a tua prioridade finalmente reencontrámo-no, já com alguns cabelos brancos. Conheceste e adoravas a minha filha bebé e apenas uma grande amizade permanecia, simples e sincera.
Um abraço.
Esta noite foi diferente, porque foi continuamente sobre ti. Primeiro amigos com cautelas, dps deixaste de estar presente e mm no final do sonho, quando já estávamos mais velhos e o ginásio (e aquilo que representa) já não era a tua prioridade finalmente reencontrámo-no, já com alguns cabelos brancos. Conheceste e adoravas a minha filha bebé e apenas uma grande amizade permanecia, simples e sincera.
Um abraço.
domingo, março 09, 2014
Há alguns males que nunca podem ser corrigidos. Algumas coisas do passado que não podem ser tornadas boas de novo. O número de vezes que se diz "Desculpa" ou "Por favor, perdoa-me" não faz qualquer diferença. Até parece que torna tudo pior.
Quando palavras zangadas foram ditas, quando a confiança foi quebrada, pode não haver uma maneira de tornar tudo melhor. Algumas pessoas apenas não querem saber mais de ti. Algumas pessoas apagam-te das suas vidas e de bom grado não olham para trás. Algumas simplesmente escolhem não perdoar, não deixar a pessoa "safar-se" com tanta facilidade. E algumas apenas não têm capacidade de deixar a dor desvanecer.
Qualquer que seja a razão, não importa. As pessoas têm direito em agarrar-se à mágoa pelo tempo que desejarem. A maior parte de nós fez algumas coisas terríveis e o perdão não é uma opção para aqueles que magoámos.
Quanto a nós, enquanto "malfeitores", não nos é concedida restituição pelos nossos erros, temos de o aceitar. Se fomos honestos quanto ao papel que desempenhámos nas faltas que cometemos, pedindo com humildade que nos desculpem e oferecemo-nos para fazer tudo o que pudermos para tornar as coisas melhores, fizemos tudo o que nos é possível fazer. Se a pessoa que amamos não pode ou não aceita o nosso pedido, não podemos ir mais além. Somos meras pessoas, não super-heróis.
A dor de não ser perdoado fere profundamente, por vezes muito mais profundamente que a razão original pela qual procuramos perdão. E talvez seja esse o motivo pelo qual aqueles que amamos não nos perdoam. Talvez queiram que soframos durante tanto tempo quanto possível. Querem escavar na ferida para o resto das nossas vidas como retaliação pela confusão em que os metemos. Talvez o amor e a confiança se tenham perdido para sempre e a relação esteja danificada além de qualquer reparação. Esta dor contínua pelos males infligidos no passado magoa tal como é desejado que magoe. É a nossa vez de vermos como é.
No processo de recuperação, crescem-nos corações; sentimos tudo. Deixamos de fugir da dor ou de proteger o nosso espírito das consequências. Mas também nos cresce uma coluna dorsal. Não podemos continuar a rastejar diante de alguém, mesmo diante daqueles de quem tanto gostamos e com quem tão desesperadamente queremos reparar ofensas, mas que não no-lo permitem.
Quando os destroços do nosso passado nos olham nos olhos e nenhuma restituição é concedida, então acabou. Não há absolutamente nada que possamos fazer. Voltar atrás e rescrever o passado é impossível.
A responsabilidade, agora, é para connosco próprios e para com quem nos acompanha. Pomos um pé à frente do outro, mantemos a cabeça erguida sabendo que nunca mais faríamos novamente algo parecido e tentamos ser para nós mesmos e para os outros a melhor pessoa que conseguirmos, um dia de cada vez.
Ausência de perdão não significa derrota. Não é uma desculpa para mergulharmos em mais autocomiseração. É uma oportunidade para reconhecermos que fomos pessoas nocivas e ganharmos controlo sobre esse lado de nós mesmos. No final, tudo o que podemos fazer é continuar em frente, aprender com a experiência e deixar partir.
Há rui
Quando palavras zangadas foram ditas, quando a confiança foi quebrada, pode não haver uma maneira de tornar tudo melhor. Algumas pessoas apenas não querem saber mais de ti. Algumas pessoas apagam-te das suas vidas e de bom grado não olham para trás. Algumas simplesmente escolhem não perdoar, não deixar a pessoa "safar-se" com tanta facilidade. E algumas apenas não têm capacidade de deixar a dor desvanecer.
Qualquer que seja a razão, não importa. As pessoas têm direito em agarrar-se à mágoa pelo tempo que desejarem. A maior parte de nós fez algumas coisas terríveis e o perdão não é uma opção para aqueles que magoámos.
Quanto a nós, enquanto "malfeitores", não nos é concedida restituição pelos nossos erros, temos de o aceitar. Se fomos honestos quanto ao papel que desempenhámos nas faltas que cometemos, pedindo com humildade que nos desculpem e oferecemo-nos para fazer tudo o que pudermos para tornar as coisas melhores, fizemos tudo o que nos é possível fazer. Se a pessoa que amamos não pode ou não aceita o nosso pedido, não podemos ir mais além. Somos meras pessoas, não super-heróis.
A dor de não ser perdoado fere profundamente, por vezes muito mais profundamente que a razão original pela qual procuramos perdão. E talvez seja esse o motivo pelo qual aqueles que amamos não nos perdoam. Talvez queiram que soframos durante tanto tempo quanto possível. Querem escavar na ferida para o resto das nossas vidas como retaliação pela confusão em que os metemos. Talvez o amor e a confiança se tenham perdido para sempre e a relação esteja danificada além de qualquer reparação. Esta dor contínua pelos males infligidos no passado magoa tal como é desejado que magoe. É a nossa vez de vermos como é.
No processo de recuperação, crescem-nos corações; sentimos tudo. Deixamos de fugir da dor ou de proteger o nosso espírito das consequências. Mas também nos cresce uma coluna dorsal. Não podemos continuar a rastejar diante de alguém, mesmo diante daqueles de quem tanto gostamos e com quem tão desesperadamente queremos reparar ofensas, mas que não no-lo permitem.
Quando os destroços do nosso passado nos olham nos olhos e nenhuma restituição é concedida, então acabou. Não há absolutamente nada que possamos fazer. Voltar atrás e rescrever o passado é impossível.
A responsabilidade, agora, é para connosco próprios e para com quem nos acompanha. Pomos um pé à frente do outro, mantemos a cabeça erguida sabendo que nunca mais faríamos novamente algo parecido e tentamos ser para nós mesmos e para os outros a melhor pessoa que conseguirmos, um dia de cada vez.
Ausência de perdão não significa derrota. Não é uma desculpa para mergulharmos em mais autocomiseração. É uma oportunidade para reconhecermos que fomos pessoas nocivas e ganharmos controlo sobre esse lado de nós mesmos. No final, tudo o que podemos fazer é continuar em frente, aprender com a experiência e deixar partir.
Há rui
sexta-feira, março 07, 2014
I have learned now that while those who speak about one's miseries usually hurt, those who keep silence hurt more.
C.S. Lewis
C.S. Lewis
quinta-feira, fevereiro 27, 2014
Chuva
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
segunda-feira, fevereiro 24, 2014
Eucatastrophe
Disse-te que peço perdão todos os dias por te ter magoado. Mas sobretudo também agradeço todos os dias por te ter conhecido.
Este sacrifício vai ser a minha e tua redenção. E no final ficaremos bem.
http://en.wikipedia.org/wiki/Eucatastrophe
Este sacrifício vai ser a minha e tua redenção. E no final ficaremos bem.
http://en.wikipedia.org/wiki/Eucatastrophe
domingo, fevereiro 23, 2014
Vou escrever uma coisa muito directa para ti.
Podes vir ao blog as vezes que quiseres, acedendo através dos computadores que quiseres e eu saberei sempre.
Podes vir à 2.ª, à 4.ª ou à 6.ª-feira.
Podes vir ao meio dia e meio ou às 7 da tarde. Ou às 6 da manhã, depois de chegares a casa de uma noitada.
Tu achas que não compreendo o que estás a fazer. Pensas que não te conheço.
Mas eu sei que achas que já passou muito tempo, que deves ser firme nas decisões tomadas, que houve um ciclo que se fechou e não há justificação para o retomar.
E de uma forma racional eu concordo contigo em tudo isto.
Mas pelo simples facto de concordar reconheço que mantemos uma sintonia de mentes, porque nesta postura somos demasiado parecidos um com o outro e não nos é difícil concordar com as razões um do outro.
E se assim é, racionalmente suponho que haja um acordo de espíritos que prevalece. Sabes o que é um acordo de espíritos? É a união de duas mentes para um propósito comum.
Não somos assim tão diferentes, nunca fomos. Nem nos objectivos que procuramos, nem na forma como o fazemos. E se não consegues reconhecer que isto é verdade, então tens de continuar a fazer uma autoanálise mais profunda.
Sabes por que é que digo que te conheço?
Não é por "adivinhar" a reacção que vais ter de seguida. É porque me revejo em ti e sei que faria o mesmo que tu.
Se estivesse no teu lugar, a minha reacção a este texto seria simplesmente deixar de vir ao blog para a minha presença deixar de ser notada. Não foi esse o teu primeiro instinto?
Mas no fundo, tanto tu como eu sabemos que não queremos perder a informação sobre o outro. Queremos saber o que se está a passar, mas mantendo o anonimato. Observar à distância.
E eu sei que também me conheces.
Sabes o que me magoa e sabes que tipo de pessoa sou. E parte do teu receio passa por acreditares que sou instável e que assim que cedas um milímetro eu aproveite a brecha para voltar a "invadir" a tua vida.
Tu sabes que vou ser sempre uma pessoa incómoda, no sentido em que vou sempre ser um chato moralista que te vai incomodar a consciência.
Mas achas que és muito diferente para mim?
Tu sempre me puxaste as orelhas quando as minhas atitudes fugiram ao que estava correcto.
Sabes por que te contei sempre tudo o que se passava comigo?
Porque nunca achei justo eu saber tanto sobre ti e não deixar-te ver que eu também tinha imperfeições graves.
Disseste-me que sabias tanta coisa que nunca contaste. E eu quis que as soubesses, porque era justo fazermos essa troca para te provar que não queria ter sobre ti nenhum ascendente nem vantagem. Assim como eu sabia coisas sobre ti, tu passaste a saber outras igualmente importantes e graves sobre mim.
E com isso tentei fazer com que não te sentisses só. Tentei demonstrar-te que todos temos lados negros que gostávamos de apagar do que somos e dos percursos que escolhemos.
Mas também queria mostrar-te que, ao mesmo tempo, são estas imperfeições que nos permitem corrigir o rumo, desafiar as consequências das nossas acções e redefinir um novo futuro mais ajustado ao projecto de vida que desejamos para nós mesmos.
E com esta troca queria que soubesses que comigo não era preciso teres vergonha nem arrependimentos de nada e que também não era preciso justificares nada.
E tu achaste que eu te estava a julgar. Mas não é verdade. Eu estive sempre a amar-te, como só um verdadeiro amigo pode fazer.
É verdade que no final me envolvi demais. Mas não te deixei mentir. Não podia fazê-lo.
Não só era uma herança muito pesada para eu guardar, mas também porque senti a obrigação de libertar-te de mais essa amarra em que te estavas a meter.
Mesmo que isso significasse que me irias odiar por muito tempo.
Pus a nossa amizade na balança e pesei-a contra a minha própria responsabilidade em guiar-te para uma libertação total dos segredos que te aprisionavam.
Pesei também o meu sofrimento face à perda da tua confiança e tentei avaliar a tua capacidade de perdoar.
E no final tomei a decisão que nos sacrificou.
Por estes motivos continuo a valorizar muito a tua amizade.
Porque se conseguires perdoar-me, não só fazes este sacrifício ter valido a pena, como descobrirás uma qualidade que possuis e tens dificuldade em assumir: compaixão (vontade de perdoar, mesmo quando racionalmente não vês motivos para o fazer).
É mais fácil os amigos verem em nós esta qualidade, pois apreciam a essência do que somos e dos gestos de amizade que fazemos. Eles conhecem o nosso projecto de vida, aquilo a que aspiramos e apoiam-nos incondicionalmente.
É mais fácil os amigos verem em nós esta qualidade, pois apreciam a essência do que somos e dos gestos de amizade que fazemos. Eles conhecem o nosso projecto de vida, aquilo a que aspiramos e apoiam-nos incondicionalmente.
Um abraço.
sábado, fevereiro 22, 2014
“This is how it works. I love the people in my life, and I do for my friends whatever they need me to do for them, again and again, as many times as is necessary. For example, in your case you always forgot who you are and how much you're loved. So what I do for you as your friend is remind you who you are and tell you how much I love you. And this isn't any kind of burden for me, because I love who you are very much. Every time I remind you, I get to remember with you, which is my pleasure.”
Todos os dias.
quarta-feira, fevereiro 19, 2014
Lamento, mas continuo à procura de razões para acreditar. Mais do que isso, procuro uma fórmula, uma sequência lógica que permita racionalizar o problema e tentar resolvê-lo. Tem de haver uma solução melhor. Isto não é sentimental, é lógico. Tem de haver uma maneira que nos liberte e não nos atire para pontas opostas da sala, de costas voltadas ou olhos no chão. Nada disto faz sentido. Tem de haver uma 3.ª via, porque desta maneira nenhum de nós cresce.
Ao longo destes últimos meses encontrei alguns artigos que me fizeram sentido, de muitas formas diferentes. Deixo-os para ti, em baixo.
Tudo o que se passou e a forma como tenho (temos) lidado com isto tem sido uma grande aprendizagem. Foi uma coisa nova para mim. E tenho tentado colocar-me no teu lugar. Tenho tentado ver as minhas acções pelos teus olhos e lembrar-me o contexto em que estavas.
http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/tp/Reasons-For-Breaking-Up-With-A-Friend.htm
http://friendship.about.com/od/Keeping-Friendships-Strong/a/How-To-Forgive-A-Friend.htm
http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/tp/Things-Preventing-You-From-Forgiveness.htm
http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/a/How-To-Deal-With-A-Friend-Who-Has-Cheated.htm
Ao longo destes últimos meses encontrei alguns artigos que me fizeram sentido, de muitas formas diferentes. Deixo-os para ti, em baixo.
Tudo o que se passou e a forma como tenho (temos) lidado com isto tem sido uma grande aprendizagem. Foi uma coisa nova para mim. E tenho tentado colocar-me no teu lugar. Tenho tentado ver as minhas acções pelos teus olhos e lembrar-me o contexto em que estavas.
http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/tp/Reasons-For-Breaking-Up-With-A-Friend.htm
http://friendship.about.com/od/Keeping-Friendships-Strong/a/How-To-Forgive-A-Friend.htm
http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/tp/Things-Preventing-You-From-Forgiveness.htm
http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/a/How-To-Deal-With-A-Friend-Who-Has-Cheated.htm
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
Tantas vezes disse que parte do processo passava por perdoar a ti mesmo... e agora não consigo aplicar o conselho a mim próprio.
Tudo o que oiço na minha mente são as palavras "falhei falhei falhei falhei perdi perdi perdi perdi traí traí traí desiludi desiludi desiludi acabou acabou fim...".
E parte de tudo isto é verdade. E parte de tudo isto é mentira. E os meus pensamentos oscilam entre profunda tristeza, desespero, descrença, resignação.
Estou perdido, porque espero que respondam como eu responderia.
Sou egoísta e egocêntrico. Desrespeitador e cínico. Um arrogante com a presunção de ser superior, de ter sempre a perspectiva mais ampla e coordenada sobre tudo. Um falhado orgulhoso. Um asno romântico e um sentimentalista bacoco.
E mereço sofrer. Mereço mesmo. Mesmo.
Tudo o que oiço na minha mente são as palavras "falhei falhei falhei falhei perdi perdi perdi perdi traí traí traí desiludi desiludi desiludi acabou acabou fim...".
E parte de tudo isto é verdade. E parte de tudo isto é mentira. E os meus pensamentos oscilam entre profunda tristeza, desespero, descrença, resignação.
Estou perdido, porque espero que respondam como eu responderia.
Sou egoísta e egocêntrico. Desrespeitador e cínico. Um arrogante com a presunção de ser superior, de ter sempre a perspectiva mais ampla e coordenada sobre tudo. Um falhado orgulhoso. Um asno romântico e um sentimentalista bacoco.
E mereço sofrer. Mereço mesmo. Mesmo.
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