domingo, maio 25, 2014

Sem remorsos. Só saudade. Um abraço.

segunda-feira, abril 07, 2014

Não há rancor, há memória. Por isso tudo fica praticamente na mesma. Procurarei ser mais humilde e agradecer o que me é dado, bom e mau. E tomá-lo com toda a alegria, serenidade e compaixão que consiga reunir. Porque tudo tem a sua razão de ser, até o sofrimento, causado e recebido. Ele limpa-nos a alma, quando o aceitamos como necessário para uma vida mais plena. É nisto que acredito. E que durante toda a vida futura vamos ser melhores por causa do sofrimento do presente. É daqui que pessoalmente retiro conforto, gratidão e paz.

E isto faz-me sentido:
"Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua por meio de todos e em todos Se encontra."

sábado, abril 05, 2014

Uma aprendizagem em cada passo e em cada aprendizagem uma caminhada. 
Tudo passa, o que é deste mundo. Tudo o que será, nunca parte. 

quarta-feira, abril 02, 2014


domingo, março 30, 2014

Esta noite  sonhei ctg. Aliás, nas últimas 3 noites tenho sonhado contigo.

Esta noite foi diferente, porque foi continuamente sobre ti. Primeiro amigos com cautelas, dps deixaste de estar presente e mm no final do sonho, quando já estávamos mais velhos e o ginásio (e aquilo que representa) já não era a tua prioridade finalmente reencontrámo-no, já com alguns cabelos brancos. Conheceste e adoravas a minha filha bebé e apenas uma grande amizade permanecia, simples e sincera.

Um abraço. 

domingo, março 09, 2014

Há alguns males que nunca podem ser corrigidos. Algumas coisas do passado que não podem ser tornadas boas de novo. O número de vezes que se diz "Desculpa" ou "Por favor, perdoa-me" não faz qualquer diferença. Até parece que torna tudo pior.

Quando palavras zangadas foram ditas, quando a confiança foi quebrada, pode não haver uma maneira de tornar tudo melhor. Algumas pessoas apenas não querem saber mais de ti. Algumas pessoas apagam-te das suas vidas e de bom grado não olham para trás. Algumas simplesmente escolhem não perdoar, não deixar a pessoa "safar-se" com tanta facilidade. E algumas apenas não têm capacidade de deixar a dor desvanecer.

Qualquer que seja a razão, não importa. As pessoas têm direito em agarrar-se à mágoa pelo tempo que desejarem. A maior parte de nós fez algumas coisas terríveis e o perdão não é uma opção para aqueles que magoámos.

Quanto a nós, enquanto "malfeitores", não nos é concedida restituição pelos nossos erros, temos de o aceitar. Se fomos honestos quanto ao papel que desempenhámos nas faltas que cometemos, pedindo com humildade que nos desculpem e oferecemo-nos para fazer tudo o que pudermos para tornar as coisas melhores, fizemos tudo o que nos é possível fazer. Se a pessoa que amamos não pode ou não aceita o nosso pedido, não podemos ir mais além. Somos meras pessoas, não super-heróis.

A dor de não ser perdoado fere profundamente, por vezes muito mais profundamente que a razão original pela qual procuramos perdão. E talvez seja esse o motivo pelo qual aqueles que amamos não nos perdoam. Talvez queiram que soframos durante tanto tempo quanto possível. Querem escavar na ferida para o resto das nossas vidas como retaliação pela confusão em que os metemos. Talvez o amor e a confiança se tenham perdido para sempre e a relação esteja danificada além de qualquer reparação. Esta dor contínua pelos males infligidos no passado magoa tal como é desejado que magoe. É a nossa vez de vermos como é.

No processo de recuperação, crescem-nos corações; sentimos tudo. Deixamos de fugir da dor ou de proteger o nosso espírito das consequências. Mas também nos cresce uma coluna dorsal. Não podemos continuar a rastejar diante de alguém, mesmo diante daqueles de quem tanto gostamos e com quem tão desesperadamente queremos reparar ofensas, mas que não no-lo permitem.

Quando os destroços do nosso passado nos olham nos olhos e nenhuma restituição é concedida, então acabou. Não há absolutamente nada que possamos fazer. Voltar atrás e rescrever o passado é impossível.

A responsabilidade, agora, é para connosco próprios e para com quem nos acompanha. Pomos um pé à frente do outro, mantemos a cabeça erguida sabendo que nunca mais faríamos novamente algo parecido e tentamos ser para nós mesmos e para os outros a melhor pessoa que conseguirmos, um dia de cada vez.

Ausência de perdão não significa derrota. Não é uma desculpa para mergulharmos em mais autocomiseração. É uma oportunidade para reconhecermos que fomos pessoas nocivas e ganharmos controlo sobre esse lado de nós mesmos. No final, tudo o que podemos fazer é continuar em frente, aprender com a experiência e deixar partir.

Há rui

sexta-feira, março 07, 2014

I have learned now that while those who speak about one's miseries usually hurt, those who keep silence hurt more.

C.S. Lewis

quinta-feira, fevereiro 27, 2014

Chuva



As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

parabéns

27-2-1981  -   9-1-2006

segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Eucatastrophe

Disse-te que peço perdão todos os dias por te ter magoado. Mas sobretudo também agradeço todos os dias por te ter conhecido.

Este sacrifício vai ser a minha e tua redenção. E no final ficaremos bem.

http://en.wikipedia.org/wiki/Eucatastrophe

domingo, fevereiro 23, 2014

Vou escrever uma coisa muito directa para ti.

Podes vir ao blog as vezes que quiseres, acedendo através dos computadores que quiseres e eu saberei sempre.

Podes vir à 2.ª, à 4.ª ou à 6.ª-feira.

Podes vir ao meio dia e meio ou às 7 da tarde. Ou às 6 da manhã, depois de chegares a casa de uma noitada.

Tu achas que não compreendo o que estás a fazer. Pensas que não te conheço. 

Mas eu sei que achas que já passou muito tempo, que deves ser firme nas decisões tomadas, que houve um ciclo que se fechou e não há justificação para o retomar.

E de uma forma racional eu concordo contigo em tudo isto.

Mas pelo simples facto de concordar reconheço que mantemos uma sintonia de mentes, porque nesta postura somos demasiado parecidos um com o outro e não nos é difícil concordar com as razões um do outro.

E se assim é, racionalmente suponho que haja um acordo de espíritos que prevalece. Sabes o que é um acordo de espíritos? É a união de duas mentes para um propósito comum. 

Não somos assim tão diferentes, nunca fomos. Nem nos objectivos que procuramos, nem na forma como o fazemos. E se não consegues reconhecer que isto é verdade, então tens de continuar a fazer uma autoanálise mais profunda.

Sabes por que é que digo que te conheço?

Não é por "adivinhar" a reacção que vais ter de seguida. É porque me revejo em ti e sei que faria o mesmo que tu.

Se estivesse no teu lugar, a minha reacção a este texto seria simplesmente deixar de vir ao blog para a minha presença deixar de ser notada. Não foi esse o teu primeiro instinto?

Mas no fundo, tanto tu como eu sabemos que não queremos perder a informação sobre o outro. Queremos saber o que se está a passar, mas mantendo o anonimato. Observar à distância. 

E eu sei que também me conheces.

Sabes o que me magoa e sabes que tipo de pessoa sou. E parte do teu receio passa por acreditares que sou instável e que assim que cedas um milímetro eu aproveite a brecha para voltar a "invadir" a tua vida.

Tu sabes que vou ser sempre uma pessoa incómoda, no sentido em que vou sempre ser um chato moralista que te vai incomodar a consciência. 

Mas achas que és muito diferente para mim? 

Tu sempre me puxaste as orelhas quando as minhas atitudes fugiram ao que estava correcto.

Sabes por que te contei sempre tudo o que se passava comigo?

Porque nunca achei justo eu saber tanto sobre ti e não deixar-te ver que eu também tinha imperfeições graves.

Disseste-me que sabias tanta coisa que nunca contaste. E eu quis que as soubesses, porque era justo fazermos essa troca para te provar que não queria ter sobre ti nenhum ascendente nem vantagem. Assim como eu sabia coisas sobre ti, tu passaste a saber outras igualmente importantes e graves sobre mim.

E com isso tentei fazer com que não te sentisses só. Tentei demonstrar-te que todos temos lados negros que gostávamos de apagar do que somos e dos percursos que escolhemos.

Mas também queria mostrar-te que, ao mesmo tempo, são estas imperfeições que nos permitem corrigir o rumo, desafiar as consequências das nossas acções e redefinir um novo futuro mais ajustado ao projecto de vida que desejamos para nós mesmos.

E com esta troca queria que soubesses que comigo não era preciso teres vergonha nem arrependimentos de nada e que também não era preciso justificares nada.

E tu achaste que eu te estava a julgar. Mas não é verdade. Eu estive sempre a amar-te, como só um verdadeiro amigo pode fazer. 

É verdade que no final me envolvi demais. Mas não te deixei mentir. Não podia fazê-lo. 

Não só era uma herança muito pesada para eu guardar, mas também porque senti a obrigação de libertar-te de mais essa amarra em que te estavas a meter. 

Mesmo que isso significasse que me irias odiar por muito tempo.

Pus a nossa amizade na balança e pesei-a contra a minha própria responsabilidade em guiar-te para uma libertação total dos segredos que te aprisionavam.

Pesei também o meu sofrimento face à perda da tua confiança e tentei avaliar a tua capacidade de perdoar.

E no final tomei a decisão que nos sacrificou.

Por estes motivos continuo a valorizar muito a tua amizade.

Porque se conseguires perdoar-me, não só fazes este sacrifício ter valido a pena, como descobrirás uma qualidade que possuis e tens dificuldade em assumir: compaixão (vontade de perdoar, mesmo quando racionalmente não vês motivos para o fazer).

É mais fácil os amigos verem em nós esta qualidade, pois apreciam a essência do que somos e dos gestos de amizade que fazemos. Eles conhecem o nosso projecto de vida, aquilo a que aspiramos e apoiam-nos incondicionalmente.


Um abraço.





sábado, fevereiro 22, 2014

This is how it works. I love the people in my life, and I do for my friends whatever they need me to do for them, again and again, as many times as is necessary. For example, in your case you always forgot who you are and how much you're loved. So what I do for you as your friend is remind you who you are and tell you how much I love you. And this isn't any kind of burden for me, because I love who you are very much. Every time I remind you, I get to remember with you, which is my pleasure.” 

Todos os dias. 

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

Lamento, mas continuo à procura de razões para acreditar. Mais do que isso, procuro uma fórmula, uma sequência lógica que permita racionalizar o problema e tentar resolvê-lo. Tem de haver uma solução melhor. Isto não é sentimental, é lógico. Tem de haver uma maneira que nos liberte e não nos atire para pontas opostas da sala, de costas voltadas ou olhos no chão. Nada disto faz sentido. Tem de haver uma 3.ª via, porque desta maneira nenhum de nós cresce.

Ao longo destes últimos meses encontrei alguns artigos que me fizeram sentido, de muitas formas diferentes. Deixo-os para ti, em baixo.

Tudo o que se passou e a forma como tenho (temos) lidado com isto tem sido uma grande aprendizagem. Foi uma coisa nova para mim. E tenho tentado colocar-me no teu lugar. Tenho tentado ver as minhas acções pelos teus olhos e lembrar-me o contexto em que estavas.



http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/tp/Reasons-For-Breaking-Up-With-A-Friend.htm

http://friendship.about.com/od/Keeping-Friendships-Strong/a/How-To-Forgive-A-Friend.htm

http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/tp/Things-Preventing-You-From-Forgiveness.htm

http://friendship.about.com/od/Conflicts_With_Friends/a/How-To-Deal-With-A-Friend-Who-Has-Cheated.htm


Se ao menos o meu peito fosse transparente.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Tantas vezes disse que parte do processo passava por perdoar a ti mesmo... e agora não consigo aplicar o conselho a mim próprio.

Tudo o que oiço na minha mente são as palavras "falhei falhei falhei falhei perdi perdi perdi perdi traí traí traí desiludi desiludi desiludi acabou acabou fim...".

E parte de tudo isto é verdade. E parte de tudo isto é mentira. E os meus pensamentos oscilam entre profunda tristeza, desespero, descrença, resignação.

Estou perdido, porque espero que respondam como eu responderia.

Sou egoísta e egocêntrico. Desrespeitador e cínico. Um arrogante com a presunção de ser superior, de ter sempre a perspectiva mais ampla e coordenada sobre tudo. Um falhado orgulhoso. Um asno romântico e um sentimentalista bacoco.

E mereço sofrer. Mereço mesmo. Mesmo.
«Dialogar não é fácil», mas somente «com o diálogo podemos construir pontes de relação e não muros que nos afastam». E frisou — «para dialogar é necessária a humildade». A base do diálogo é formada por três elementos: humildade, mansidão e fazer-se tudo para todos. Depois, sugeriu um conselho prático: para iniciar o diálogo «é necessário não deixar passar muito tempo». De facto, os problemas devem ser enfrentados «o mais rápido possível, assim que a tempestade passar». É preciso «aproximar-se imediatamente do diálogo porque o tempo faz crescer o muro». E, concluiu, pedindo a intervenção de «são Francisco de Sales, doutor da doçura», que nos conceda «a graça de construir pontes com os outros, jamais muros».

domingo, fevereiro 16, 2014

hurt and harm

Trust in someone means that we no longer have to protect ourselves. We believe we will not be hurt or harmed by the other, at least not deliberately. We trust his or her good intentions, though we know we might be hurt by the way circumstances play out between us. We might say that hurt happens; it’s a given of life. Harm is inflicted; it’s a choice some people make.” 
― David Richo
Acreditar, sem ver
Saber, sem conhecer
Desejar, sem querer
Amar, sem prometer
Perdoar, sem esquecer
Ganhar, sem receber
Recomeçar, sem temer

Se nada dura mais que um instante e tudo é relativo, se as certezas não são mais que projectos, se os actos não são mais que consequências anunciadas, se as reparações não vão além de tentativas, se as palavras são só isso, então o mundo está doente, contaminado por uma cegueira que embrutece o espírito.

Queria acordar para um mundo novo, limpo e honesto. Onde os desejos nascem de sentimentos simples e cada gesto é uma forma de tocar uma alma.

Não sei que mundo é este que vejo em sonhos e desejos, quando me escapo para a ilusão. Mas é aí que pertenço e é essa realidade que quero tornar minha todos os dias.

Conversei há dias com um médico que me dizia assim: "Tudo se corrompeu quando começámos a falar de «transparência» em vez de «honestidade»".

Hoje fugimos da nossa condição e dimensão moral. Substituímos honestidade por transparência para não sermos forçados a fazer juízos de valor sobre as nossas acções e pensamentos, certos e errados.

Ao sermos transparentes desresponsabilizamo-nos. Ao sermos honestos tornamo-nos polícias de nós mesmos.


 
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