terça-feira, agosto 20, 2013

Where I am going I cannot keep
Still the memory of your faith.
For as my bitterness turns to sorrow,
Then my sorrow turns to shame,

Once I've learned we would be friends,
But as if will cannot hold fate,
Now I wonder how to stand
For all you care are my mistakes

I lost you to the shadow,
As you lost me to your life,
No one knowing how to face
The path both left behind

As this journey faces nonsense,
My life seems to loose its way.
Both became lonely promises,
As we hope one comes and say:
'- Here I am.'

sábado, junho 15, 2013

Hope

There's a hole right in between you and my idea of you. A gap I find everyday more difficult to reach and mend.

There's also hope in your best, hope it shines bright and high above the common sense, over the reachable fringe of certainty into the realm of faith and belief.

Believe... most of all when no proof can be found, when all seems lost and everything seems too much wrong.

Help me never let you down. Help me raise you up to the best version of yourself, if I can. If you let me. Let me accomplish my nature and purpose through you.

Number 2 may not come after, but only close. 2 is the bridge from 1 to 3 and from 3 to 1. I hold the supporting role so you can reach higher. I know how and why, but take me neither for pretentious or granted.

I've learned my place. I've felt success so close and failure so deep nothing makes much sense anymore. Nothing else but hope.

Let's hope hope's enough.
There's a hole right in between you and my idea of you. A gap I find everyday more difficult to reach and mend.

There's also hope in your best, hope it shines bright and high above the common sense, over the reachable fringe of certainty into the realm of faith and belief.

Believe... most of all when no proof can be found, when all seems lost and everything seems too much right.

Help me never let you down. Help me raise you up to the best version of yourself, if I can. If you let me. Let me accomplish my nature and purpose through you.

Number 2 may not come after, but only close. 2 is the bridge from 1 to 3 and from 3 to 1. I hold the supporting role so you can reach higher. I know how and why, but take me neither for pretentious nor granted.

I've learned my place. I've felt success so close and failure so deep nothing makes much sense anymore. Nothing else but hope.

Let's hope hope's enough.

quarta-feira, junho 12, 2013

Solitude

Have you ever been alone? Hiding deep inside a shadow of who used to be?

Keep me company.

segunda-feira, maio 27, 2013

Quotation mood

«Being deeply loved by someone gives you strength, while loving someone deeply gives you courage.»
Lao Tzu



«We're born alone, we live alone, we die alone. Only through our love and friendship can we create the illusion for the moment that we're not alone.» Orson Welles «A man reserves his true and deepest love not for the species of woman in whose company he finds himself electrified and enkindled, but for that one in whose company he may feel tenderly drowsy.» George Jean Nathan

domingo, maio 26, 2013

"Desculpa onde te meti" (?!)

Como pedir que façam cessar um sofrimento que nem sabem causar?

De repente sou deixado só, porque há caminhos que não posso partilhar.

Há momentos que nunca se poderão repetir e esperanças de vivência que definham e secam.

Porque na inocência temos liberdade para acreditar na melhor versão, no mais alto valor.

No conhecimento não temos desculpa nem justificação: ou recusamos participar ou pactuamos cumplicemente.

Não há meio-termo.

E, sem palavras, é-nos atirada uma responsabilidade que somos forçados a aceitar ou, em contrapartida, rejeitamos toda uma pessoa.

Ouvir sem intervir? Testemunhar no silêncio? Partir?

Que raio de espécie de amigos é esta que atira outro para o inferno da consciência, por escolhas que não são suas?

E ninguém parece incomodado com isso, como se tudo fosse normal e a equação ainda se mantivesse bilateral.

Mas agora é quadrada. E isso importa a alguém senão ao ignorante atirado para o meio?


Recalling

«Every great mistake has a halfway moment, a split second when it can be recalled and perhaps remedied.»

Sophia

Esgotei o meu mal, agora
Queria tudo esquecer, tudo abandonar,
Caminhar pela noite fora
Num barco em pleno mar.

Mergulhar as mãos nas ondas escuras
Até que elas fossem essas mãos
Solitárias e puras
Que eu sonhei ter.

Sophia

sábado, maio 18, 2013

Sentei-me um pouco para pensar. De quando em vez uma caminhada permite arejar as ideias, deixar repousar o velho e concentrar no novo.
Por entre bêbados e drogados amontoados à beira das ruas, passeando como quem saboreia uma prisão de onde não podem fugir, eu e eles, acometo-me a escutar e observar.
Casais que se beijam nos recantos mais escuros, colegas de faculdade, hoje juízes e juízas que frequentam, afinal, com a mesma sofreguidão, os lugares da maior juventude.
Também ouço o casal ao lado, entre silêncio mudo e planos de viagem e escapadelas (muitas delas incumpridas). A mulher toca-lhe o braço, estende a outra mão sobre a mesa, agora afaga-lhe os pêlos junto ao punho.
Claramente quer conquistá-lo... ou reconquistar a cumplicidade que outrora partilhavam.
Ele não se move. Não reage ao toque, nem tão pouco àquela carícia prolongada sobre o antebraço.
Ela sente saudades. Ele também, mas não creio que seja dela.
Quando alguém pede "olha para mim", não está verdadeiramente a pedir, mas a suplicar.
Olhar para ela devia ser involuntário, livre, desejado e, acima de tudo, incontrolável.
Ele só quer cumprir o papel e sair. Muito jovem de aspecto, comparando com o do seu par.
Ela está pronta para avançar, pronta para mais. Para dar-lhe tudo, um filho, um futuro, uma continuação. Não é isso o mais importante? Semear-se para o futuro?
Mas ele é e sente-se jovem, preocupado com o devir. Quer acertar. Desta vez quer fazer tudo certo e não errar. Mas está cansado, do dia de trabalho, da conversa que acabou de presenciar e não recorda mais.
Hoje é sexta-feira e ele quer apenas chegar a casa, cumprir e dormir.

segunda-feira, maio 13, 2013

Hoje

Hoje deixei-me voltar a desanimar.

Atirei-me para o lado mais negro da alma, em que o desespero aguarda todas as ocasiões para dar estocadas ferozes em todos ao nosso redor e, especialmente, em nós mesmo.

Do suicídio certo à dúvida, pensamentos antes tão distantes regressam de novo ao dia-a-dia.

E a vontade permanece... de desaparecer para sempre. Mas a violência do acto, para com todos à minha volta, acaba sempre por prender-me o gesto.

Quem comigo fala não entende. Não se apercebe do negrume imenso em que me deixo arrastar. Pensam que está a ter um dia de cansaço, ou desânimo. Mas não...

Estes meus dias são sempre sempre a regra, e todos os outros são fruto de um esforço sobrehumano que ninguém consegue sempre suportar, a todas as horas, a todos os dias.

Perco o sentido das amizades e do respeito. Perco o valor das pessoas e da sua sinceridade. Torno-me egoísta e solitário.

Mais solitário.

A solidão é uma constante. Essa não é invenção.

Só. Sempre só. Para sempre só, mesmo que rodeado de conhecidos e queridos. ´É uma solidão absoluta, escudada atrás de uma face nobre e altiva, mas que aos pouco deixo cair.

Hoje abro a mente nestas palavras para as duas únicas pessoas em quem confio. Não para que se preocupem, mas para que saibam e tomem as suas escolhas. Ficar ou seguir. Ajudar ou partir. Ignorar ou desvalorizar.

Essa escolha não é minha. A minha depressão e angústia são os vossos testes individuais sobre a Fé e sentido mais profundo de amar alguém - como eu vos amo.

segunda-feira, maio 06, 2013

sentido

hoje a noite inspira-me a escrever,
a deixar passar os dedos e
simplesmente pairar em sonho e pensamento

há dias assim, onde a realidade se deixa tão distante
do mundo inteiro, guardado no mais profundo recanto

meditação catártica, escrita irracional que me transporta 

entre nuvens passadas, presentes e anunciadas

e ao fundo, docemente, oiço-te dizer,
com uma voz que embala o próprio mar:

- deixa passar o momento, deixa-te sentir simplesmente

e acorda mais tarde... 

- sonha com o que é, o que foi e o que virá

- acorda lentamente, de olhos bem fechados
sem pressa para os abrir

- sente a paz em redor, o silêncio, a confusão
do pensamento, que atordoa e envolve a mente,
tão racional e descrente durante todo o teu dia

- acorda de mansinho e tenta segurar a ti a
sensação do despertar

- transporta-a para o dia, trazida dos teus sonhos noturnos
e deixa que te guie, sem preocupações ou terrores,
porque tu és inquebrável enquanto o desejares

Se tanto me dói que as coisas passem


Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem

                     Sophia de Mello Breyner Andresen

sexta-feira, abril 05, 2013

desculpem-me todos,
mas esta morte é só minha.
não a partilho com ninguém.

terça-feira, abril 02, 2013

- Não dás ponto sem nó...
- Dou... mas tenho de estar distraído.

terça-feira, março 19, 2013

Gostava de ouvir-te, amigo, falar sobre a amizade, sobre o amor que une, o respeito, a admiração e o sentido metafísico que te leva a gostar de alguém.

Há um acordo de mentes, uma sintonia de vontades, uma inexperiência do outro que assusta, fustiga e vicia.

Não quero perder-te. Quero contar contigo e, acima de tudo, que me deixes tomar conta de ti como a um irmão. Conta comigo. Inspira-me com o que és, o teu testemunho tão diferente e original.

Guia-me na descoberta de ti. Abandona-te à confiança e não te deixarei nunca cair sozinho. Fala comigo como a um amigo sincero, porque há um sentido para tudo e se hoje aqui estamos é para tocarmos as vidas mútuas.

São camadas enevoadas que procuro afastar, cortinas de teias que descerro para olhar, nem que apenas por um segundo, a tua luz, a tua chama.

Sinto uma promessa de gratidão que incita o atrevimento. Desculpa a ousadia. Mas tenho de entrar e trazer-te comigo.

Há uma estima, uma vocação, um chamamento, uma alegria interior tão repentina e intensa. Tem de ser uma paixão. Não pela carne, mas pela mente, pelo espírito.

«É este o equívoco das paixões que oscilam entre o sublime e o grotesco».

E o que recebo afinal? Algo de ti, imperceptível?

O abismo desemboca aos meus pés como um teste à gravidade e ao equilíbrio. Paixão e obsessão. Cara e coroa da mesma moeda.

E humilhação? Apago-me perante ti, como que desprovido de virtude, orgulho ou estima própria?

Não é esse o propósito. Nem tão pouco justificável para que haja aceitação.

É antes um braço que estendo em primeiro lugar, para que a tua mão o possa agarrar - assim o queira.

Porque, como em Sartre, a minha aspiração é simples, o meu sonho também: o de um «tratado das paixões que se inspirasse nesta verdade tão simples e tão profundamente desconhecida [...]: se amamos, é porque é agradável».

Se te amo, é porque és agradável. Nada mais. Pois este é o maior elogio que podes receber. O maior que te posso dar. Para mim, tu és agradável.

Procuro descobrir o valor da paixão e, no entanto, sou insensivelmente levado a julgá-la. Julgar a paixão é julgar-te a ti. E julgar-te é colocar-me acima e não a par.

Quero ser par, não supra.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

Se desta vida imperfeita eliminássemos tudo o que é inútil, a imperfeição deixaria ela própria de fazer sentido

Haruki Murakami

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

ó tempo que me deixas atrás
de grades e muralhas tão valentes.
tão de repente me vejo só
quanto de amor a transbordar

tempo que não te deixas ficar
nem um segundo, nem por um piscar
de olhos lacrimejando compaixão

tempo que libertas o mundo
da prisão do sentimento,
que amenizas a solidão

parte sempre, sempre, sempre,
porque ficando nunca se sente
de novo toda a gente
guardadas eternamente
neste pequeno coração



Quem acho na rua guardo, dentro de cada olhar, de cada gesto e palavra leio um pensamento, uma melodia interior, que ora toca em desafino ora em perfeita harmonia.

Resguardo entre as memórias os sentidos que me guiam, as linhas invisíveis que orientam as minhas mãos. Nos momentos raros e preciosos que reconheço, de tantos que deixo passar incólumes e intocados, encontro amigos surpreendentes, reencontro sensações.

Temperos de alma, inundações de vida que preenchem o peito e exigem ao coração que salte e se faça anunciar. Rebenta todas as amarras rochosas em que descansa, reergue-se em vermelho sangue, respira energia, contrapõe verdades, vence-se cansado e feliz.

Duas caras, dois pratos, duas vidas, duas distâncias, dois percursos, dois destinos, dois caminhos iniciados, dois tempos interrompidos e duas pessoas tão próximas, também duas tão distantes.

Há sopro de novidade, como o vento que percorre as margens do rio na madrugada. Uma mistura de novo, névoa, sonho e medo. E o perigo de abrir demais as ameias do peito a invasões estrangeiras. Estranhas, acutilantes, pulsantes de vida e juventude.

Quem nos acha perdidos, conduz-nos. Quem nos perde, encontra-nos mais tarde. Porque tudo o que somos flui incessantemente até ao céu e volta a nós em bênção ou maldição. Porque o sangue que nos percorre carrega história e muita gente, valor de tantas paixões físicas e mentais.

A harmonia de mentes clama sempre e não se deixa rebater. É hercúleo o esforço para conter o mar, sustentar ao alto a fantasia e a realidade alinhadas em perfeito equilíbrio. Perder um pouco é, por vezes, ganhar a vida que se escapava sem que dela nos déssemos conta.

Nos dias anteriores caminhei em curvas apertadas e estradas íngremes. Nos dias de hoje procuro linhas retas, caminhos trucidados de detritos que vou afastando. Atrás de cada pedra uma surpresa, um amigo ou um precipício escondidos.

Pela fé que me mova espero uma nova vida, de harmonia e paz. Mas os génios malignos atormentam-me, a alma enegrece sem razão e perco amor por ingratidão e devassa violência.




sábado, dezembro 15, 2012

segunda-feira, maio 07, 2012

Ain't no memories left
Ain't anymore rest
Your love's fading last
As my life's plugin' in
 
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