segunda-feira, maio 24, 2010

spacetime continuum distortion times two

the universe is not expanding; it is, in fact, bending itself by way of a force produced by the density of parallel universes "behind" ours. they stretch it, bending it around their focus of tension, creating distortions in the spacetime continuum of our universe, determining that what is perceived as either a constant or variable speed at which the celestial bodies apart from / gather with each other may not have actual relation to either space and time at which they appear. that is because not only the massive bodies generate distortions in the spacetime continuum inside the universe, but also because further spacetime distortions to the universe come from its peers outside itself. it is expected that this universe itself influences the other universes in its horizon of events.

domingo, maio 23, 2010

quarta-feira, maio 19, 2010

segunda-feira, maio 17, 2010

sexta-feira, maio 07, 2010

The Strength of the Risen

What is your deepest thought?

The question may seem shallow or void of any sense and purpose, but within the effort you put in understanding it you have me accomplishing my goal. Don’t worry about the out coming answer. It is as right or as wrong as you admit it to be in the thought behind all the other thoughts crossing you mind this instance.

Which purpose am I talking about?

Well, first of all the believing process innate to every man and woman. My goal is challenging you to believe. In what?, you are asking. In whatever feeling you perceive as good. The scope of emotions tremble by the feeblest thought of doubt crossing your mind, as doubt is no emotion, although you may tend to intellectually react to it as if you could already feel the anguish and fear it inputs in your mind and body. Doubt, however, is a thought on its own and it does not depend on the circumstances of your surroundings, but on the perspective and intensity by which you look at them and let them having you influenced.

But I am sure you read it all in some book. In some spiritual or living guidance manual. I read them too. I devoured them as a rushing impulse for physical and psychological tranquility. Being sure that is also your case, I’ll leave you there, with no other introspective phrases or questions… no other, apart from this: what is your deepest thought?

Tell me your thought, your deepest thought about everything, anything. The most truthful true lying behind all your questions, fueling your dreams and doubts, nurturing your hopes and fears. Repeat it to yourself whenever you have a question: “What is my deepest thought?”. And you’ll be surprised by how frail and distorted the perception of yourself is.

The difficulty, as I am sure you have figured out by now, is the amount of questions racing your mind every second of every hour of everyday and the enormous, untamable speed they trail after each other. How can you know what you are truly after when your focus spreads like butter over hot bread?

When the old preached “truth” above all other values and virtues they were not referring on having you being truthful to others. Being truthful in your relationship with your peers occurs as a sub product of the real object to which you must keep truthful all the times, at all times: you.

Truth will set you free. I’m also sure you’ve heard this one before. But what meaning did you extract from it? Was it referring to you telling everyone else what your “lies” have been (strong word, lies, sounding almost like sin)? Certainly you have already confessed a small lie to your friend, one line such as “I had to tell him I was sick so I was not going out that night”, but probably this attempt to exonerate your guilt (another strong word) did not manage to, somehow, restore your feeling to its potential for permanent joy. You’d probably be feeling much better if you had told directly to that person “I am sorry, but on the other night I lied about being sick because I was not really in the mood for going out with you” and, in response, you’d get something like “Don’t fret about it. I totally understand it and I was feeling the same way, but I was afraid of letting you know”.

So, what is it one is truly after? Is it giving truth to others or, instead, receiving comprehension and forgiveness? The trick here, however, is that only those who cannot forgive and cannot comprehend themselves try finding forgiveness and comprehension on the outside world - on a person, on an action. The truth in that case is that you have betrayed yourself at some point, you have betrayed your deepest thought about a certain situation and as you do not realize it you cannot assess that the one who needs to forgive you is, in fact, you.

Truth will set you free seems now to be a rather incorrect statement, because when you’re truthful to yourself and to your deepest thought, the thought behind all other layers of thought, you can never, ever, become a prisoner craving for release. Truth does NOT set you free, but it is otherwise your very own guarantee of freedom.

terça-feira, maio 04, 2010

Sabe a diferença entre um foguetão espacial e um míssil balístico?

Apresentarei três cenários:

Cenário 1: cidadão A trabalha, ou seja, paga IRS (espera-se!), ou seja o Estado recebe;

Cenário 2: cidadão B reforma-se e deixa de trabalhar, ou seja, o Estado passa a receber menos IRS (porque a taxa é tendencialmente inferior) e, simultaneamente, passa a gastar mais (mais uma reforma a ser paga - e, diga-se, devidamente!);

Cenário 3: cidadão C reforma-se, mas continua a trabalhar. Não só paga (potencialmente) mais IRS (sobre a pensão e sobre os rendimentos "extra"), como fica também com mais rendimento disponível para despender, ou seja, rendimento para aplicar directamente na economia ou em poupança (sim, a poupança também é, grosso modo, um método de financiamento indirecto que, na maioria dos casos, compete aos bancos - "receber depósitos e conceder financiamento"). O Estado paga uma pensão, mas recebe, adicionalmente, mais receitas pelo trabalho "extra" do cidadão C, quando comparado à falta de actividade pós-reforma do cidadão B.

Analisados estes cenários, qual destes cidadãos está, afinal, a prestar maior serviço ao país?

A questão subjacente ao artigo a que respondo, parece-me, não se encontra no facto de um cidadão ser mais ou menos activo em termos economico-profissionais após o momento em que lhe seja reconhecido o direito a uma reforma.

A questão é outra e bem mais profunda, alicerçada num postulado ético do direito ao trabalho. Um postulado que deve verificar-se sempre que haja uma relacção entre pessoas (quer laboral ou não).

A pergunta que se coloca é, pois, a de saber se o trabalho ou serviço que aquele cidadão C continua a prestar encontra legítima e justa correspondência no rendimento que dela advém.

Um dia, há alguns anos, perguntaram-me a diferença entre um foguetão, desenhado para lançar os nossos satélites para o espaço, e um comum míssil de guerra, ao que respondi negativamente.

Pois a resposta a esta questão, disseram-me, é só uma e universal para qualquer questão sobre o Homem, incluindo a de saber se o cidadão C deve continuar a trabalhar.

Pois tanto o míssil de guerra, quanto o deslumbrante foguetão são em tudo semelhantes... excepto no seu propósito e intenção.

sexta-feira, abril 23, 2010

Crio e recrio, pois não sei ser sem o fazer. Porque da minha criação nasce nova ideia, inspiração, num processo interminável onde o tempo não tem poder. O mundo que habito é meu e único, criado e recriado vezes e vezes sem fim, como sem fim vivo eternamente sem apego ou gratidão pela vida que me é dada no silencioso fulgor da emoção.
Ao prelúdio insofismável da manhã, luz e cor, azul e prata, vida e ar, são telas brancas aguardando a tinta da tua e minha criação. E o horizonte declinante, abaixo, muito abaixo das ondas revoltas e brandas do mar, acorda-te no sonho que traz a alma, para sempre suspensa por fios etéreos e ondulantes, feitos de pó das estrelas e luar

segunda-feira, abril 19, 2010

Tempo e Direcção

Entre os aromas de laranjeira no quintal, recordações de infância e juventude comparam aos ouvidos de quase-adulto como uma interrogação incessante do que motiva e conduz cada passo por entre canteiros e desabafos de olhos aflitos.

Como responder sem desprezar? Como ensinar sem subjogar? Quanto mais tolera o homem-velho a condescendência do homem-novo a seu lado, olhando a esperança como uma promessa e o futuro como uma esperança?

Perdido fica o homem que segue sempre sem saber que se deixou para trás. O corredor ultrapassado pela própria sombra, perdido para o reflexo de si sem saber que por mais rápido que corra chega sempre em segundo lugar. Onde falte a direcção, precipita-se o não-devir pela lei da velocidade.

Ir contra o sol oculta o caminho, mas a sombra do que se é fica sempre para trás.


terça-feira, dezembro 08, 2009

Quietness

She was the most beautiful girl he had ever seen. Her hair loose, falling on the side of her ear, waving above the shoulder. Her eyes tender chocolate brown sparkled by faint sprinkles of green. Legs crossed beneath her body, while she was sitting in the large chair in the front of the house reading some book. In the dime light of the early morning, she was the most beautiful sight he ever remembered seeing.

James stood still for an hour on the front porch of the old house. His feet wouldn’t move if he wanted them to. The coffee on his right hand untouched by his lips grew cooler as the steam raising up from the cup progressively vanished in the cold breeze blowing from Cadilac Mountain.

He followed the girl’s every move with his eyes, the way she scratched her noose and then composed her hair behind the ear. 'How cuter could it get?', James found himself thinking. As if listening to his thought, the girl slowly raised her eyes from the book on her lap back at James. He didn’t move or gazed away. For a moment in time, they were the only souls alive under the dawning skies.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Regina Spektor- The Call



It started out as a feeling

Which then grew into a hope
Which then turned into a quiet thought
Which then turned into a quiet word

And then that word grew louder and louder
'Til it was a battle cry

I'll come back
When you call me
No need to say goodbye

Just because everything's changing
Doesn't mean it's never been this way before
All you can do is try to know who your friends are
As you head off to the war

Pick a star on the dark horizon
And follow the light
You'll come back when it's over
No need to say goodbye

You'll come back when it's over
No need to say goodbye

Now we're back to the beginning
It's just a feeling and no one knows yet
But just because they can't feel it too
Doesn't mean that you have to forget

Let your memories grow stronger and stronger
'Til they're before your eyes

You'll come back
When they call you
No need to say goodbye

You'll come back
When they call you
No need to say goodbye

quinta-feira, setembro 03, 2009

Dreaming long before night comes
Prevents sleep to set on me,
Distractive from ancient thoughts

I'll be waking up soon,
Hoping you to be there,
By my side

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

os tambores da guerra começam a rufar, mas poucos ouvem o seu clamor. espreitadelas de soslaio sobre o direito de ver, como que vigiando ou inquirindo... e aos poucos morre o livre ser.

hoje sombrio manto se estende do oeste ao leste como véu. De penumbra e medo se cobre a terra verde, a vermelho tinge-se a ondulante cor do céu.

no clamor aflito de desejos, sonhos perdidos e naufragados despedaçam no rufo surdo a esperança do desesperado, salteador derrubado em fulgor intenso e beligerante. E do que é seu vê-se, por fim, o próprio cego apartado

sexta-feira, janeiro 02, 2009

O tuga comedido

estou num mundo aflito
onde tudo vende e tudo compra
e já nada faz sentido


vivo segundo a lei maldita,
escravidão desumana e desleal,
onde cada sonho gravita
ao sabor do mercado cambial


tempos duros e incertos,
desígnios de pobreza e ingratidão,
desespero desmedido e renegado
às euforias da eleição


deste país que deixamos,
pouco resta que aceitar
esconder que não se tem para comer
mostrar o jaguar que não se pode pagar


valham-nos as migalhas de pão
compradas com a pensão dos avós:
do pouco sobra-lhes sempre tostão,
pela reza multiplica-se-lhes os dons


são tempos curtos, espera-se,
estes de infortúnio e sofreguidão:
vá-se depressa o raio da crise,
venha de lá, de novo,
mais crédito ao cartão

quarta-feira, dezembro 10, 2008

toco o piano devagar, como que suspiro vão
longe o sino na imensidão
verde canto e bravo sonho
percorridas trevas e fulgurante luz
a ti me dou, eternamente,
por quanto de mim sou, dia esplêndido
incandescente e único

quinta-feira, agosto 07, 2008

não esquecerei esse momento
que eternizei para mim:
o teu olhar tão intenso,
brilhante como és afinal,
de tanta vida a transbordar,
tão feliz que me pareces irreal...

...e chama-me um dia louco,
que irrisório ou infantil
seria ainda tão pouco,
por não perder esta imagem:
os contornos do teu rosto,
sob luz fugidia em que o vi,
esbatidos na memória,
no que resta dessa miragem...


...e deixa-me só, assim,
perdendo para todos a razão,
porque não ver-te de novo
sabe tão menos que a pouco...
e por tentar,
por tentar ainda que em vão,
fazer de ti este meu sonho,
tão impossível e medonho,
haverei até de parecer,
dos loucos, o mais louco,
se não és, afinal, ilusão.

quarta-feira, julho 09, 2008

às vezes pergunto-me por onde me deixei ficar. Fui nada, depois tudo, depois pouco e hoje nada, outra vez. Não há elogio que me acalente ou apazigue, nem medo que me impeça de avançar.

Tive o mundo na palma da mão e deixei-o partir. O medo instalou-se não no que faço mas no que deixo de fazer.

Quero partir à aventura, recomeçar do zero, conquistar e ser conquistado. Porque a estagnação em que vivo desespera-me e enferruja-me o corpo, o pensamento, a astúcia. Não tenho desafios nem reviravoltas, possuo apenas aquilo que pedi... um ano de descanso e nada mais.

Foi-me concedido, e agora que o tenho desprezo-o. Desprezo o apaziguamento, parece que tudo se retrai como que esperando um grande acto, quem sabe final.

Para isso estou pronto e preparado, desejo de provar quem sou. Não tenho espectativas nem ambições nem plano de recurso. Estou aqui, só, nú, perante os números e as horas, que passam desde a manhã até à tarde.

Quero mudar o mundo da ponta do colchão, sem pisar em terra firme ou me aventurar pela selva. Cobardia, afinal, demonstro-a sempre a cada passo que dou, quando cada pedaço do corpo me dói. E deixo-me arrastar, sem falar ou desafiar quem quer seja.

Não quero ser herói, mas desejo a sua glória, como se de um beato canonizado me tratasse, reconhecido anos e séculos depois, por quem não tem em mim mão nem no meu poder e decisão.

Hoje abate-me esta crise de identidade, em que nem sei se vivo ou parei de viver. Quando o mundo desabrochou pela primeira vez, eu chorei, e hoje não choro mais.

Vi-o resplandecer e retrair, como se Ent fosse eu perante florestas mais velhas que a Terra. E a liberdade que sempre desejei, que nunca permiti recusar, foge-me todos os dias um pouco mais, onde caio sem escada de regresso, sem túnel ou vento que me guie e dê direcção.

Não reflicto nem respiro, não vejo nem acordo do sono pesado onde caí, há meses atrás. Recusei o irrecusável e hoje peço apenas uma nova mão que me solicite e convide a partir.

Prometo não olhar para trás, prometo deixar-me ir onde o destino, onde o amor me levar.

E partir, só partir e, quem sabe, um dia regressar a uma casa vazia, a uma vida sem sentido. Do futuro já não sei, e hoje só creio que posso partir, sem olhar para trás. Sem medo de cair, outra vez.

segunda-feira, junho 09, 2008

Desta pena que sou,
letras fugazes e repentinas,
entre ecos e rios e ondas e ar
juntos de novo ao mundo
deixado ficar

apertado na história
do teu rosto e beleza desigual,
em que cada segundo
parou e te viu voltar

deixou o tempo de correr,
e quieto, o mundo,
desapareceu, para
que nem o tempo
ou eu, te visse partir

domingo, maio 18, 2008

Quanta dúvida e hesitação, e ao fim do dia e do mês e deste ano que precedeu, valeu o fiz pelo que vivi, involuntário lá cheguei, de lá parti. Sem norte não há rumo a tomar. Sem sul, ou estrela que guie e oriente, não consigo voltar. Voltarei algum dia?

quarta-feira, abril 09, 2008

ao pé de ti um segredo perdido
ao longe um só sol poente e doce

de manhã perdi-me no olhar os prédios de baixo, as ruas de frente, entre os passos de perna curta na calçada hoje o dia é de sol e chuva um combinado de frutas e cores, sem tempo para chegar nem hora para partir uma eternidade vigorosa e debroada de risos...

...onde não mora alguém é casa despida,
sem o mar que alimenta preenche e me amansa
nem alma sã nem lugar sem fim do mundo te pode guardar
segredos de orvalhos matinais

se o teu abraço me prendesse
como que amparando as nuvens do céu
dormiria para sempre no teu regaço
pois o meu mundo terreno vem do alto ao chão

aqui não há telha ou parede soltas
este espaço sou eu e tu
 
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