domingo, julho 31, 2005
sexta-feira, julho 29, 2005
Chuva
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
(...)
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
Mariza,
letra de Jorge Fernando
O Olho de Hórus e a Flôr de Lotus

"Quando o sofrimento já quase a fazia transpor o limiar da loucura, Ísis vislumbrou diante de si uma mulher popular pelos seus dons de magia, que prontamente examinou o seu filho, proclamando Seth alheio ao mal que o atormentava. Na realidade, Hórus ( ou Harpócrates, Horpakhered- “Hórus menino/ criança”) havia sido simplesmente vítima da picada de um escorpião ou de uma serpente. Angustiada, Ísis verificou então a veracidade das suas palavras, decidindo-se, de imediato, e evocar as deusas Néftis e Selkis (a deusa- escorpião), que prontamente ocorreram ao local da tragédia, aconselhando-a a rogar a Ré que suspendesse o seu percurso usual até que Hórus convalescesse integralmente. Compadecido com as suplicas de uma mãe, o deus solar ordenou assim a Toth que salvasse a criança. Quando finalmente se viu diante de Hórus e Ísis, Toth declarou então: “ Nada temas, Ísis! Venho até ti, armado do sopro vital que curará a criança. Coragem, Hórus! Aquele que habita o disco solar protege-te e a protecção de que gozas é eterna. Veneno, ordeno-te que saias! Ré, o deus supremo, far-te-á desaparecer. A sua barca deteve-se e só prosseguirá o seu curso quando o doente estiver curado. Os poços secarão, as colheitas morrerão, os homens ficarão privados de pão enquanto Hórus não tiver recuperado as suas forças para ventura da sua mãe Ísis. Coragem, Hórus. O veneno está morto, ei- lo vencido.
No limiar da maturidade, Hórus tomou a resolução de vingar o assassinato de seu pai, reivindicando o seu legítimo direito ao trono do Egipto, usurpado por Seth. Ao convocar o tribunal dos deuses, presidido por Rá, Hórus afirmou o seu desejo de que seu tio deixasse, definitivamente, a regência do país, encontrando, ao ultimar os seus argumentos, o apoio de Toth, deus da sabedoria, e de Shu, deus do ar. Todavia, Ra contestou-os, veementemente, alegando que a força devastadora de Seth, talvez lhe concedesse melhores aptidões para reinar, uma vez que somente ele fora capaz de dominar o caos, sob a forma da serpente Apópis, que invadia, durante a noite, a barca do deus- sol, com o fito de extinguir, para toda a eternidade, a luz do dia.
Escoado algum tempo, Ísis foi incapaz de refrear a sua apreensão e criou um arpão, que lançou no local, onde ambos haviam desaparecido. Porém, ao golpear Seth, este apelou aos laços de fraternidade que os uniam, coagindo Ísis a sará-lo, logo em seguida. A sua intervenção enfureceu Hórus, que emergiu das águas, a fim de decapitar a sua mãe e, acto contíguo, levá-la consigo para as montanhas do deserto. Ao tomar conhecimento de tão hediondo acto, Rá, irado, vociferou que Hórus deveria ser encontrado e punido severamente. Prontamente, Seth voluntariou-se para capturá-lo. As suas buscas foram rapidamente coroadas de êxito, uma vez que este nem ápice se deparou com Hórus, que jazia, adormecido, junto a um oásis. Dominado pelo seu temperamento cruel, Seth arrancou ambos os olhos de Hórus, para enterrá-los algures, desconhecendo que estes floresceriam em botões de lótus. "
O Olho de Hórus, sempre representado no singular, torna-se mais poderoso, no limiar da perfeição, devido ao processo curativo, ao qual foi sujeito. Por esta razão, o Olho de Hórus surge na mitologia egípcia como um símbolo da vitória do bem contra o mal, que tomou a forma de um amuleto protector.

Esta flor, que nasce da lama e se eleva para o céu por meio de um caule compridíssimo, é o símbolo da pureza no Oriente.
Just I
«Tough, you think you've got the stuff
You're telling me and anyone
You're hard enough
You don't have to put up a fight
You don't have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight
Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone
And it's you when I look in the mirror
And it's you when I don't pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own
We fight all the time
You and I...that's alright
We're the same soul
I don't need...I don't need to hear you say
That if we weren't so alike
You'd like me a whole lot more
Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone
And it's you when I look in the mirror
And it's you when I don't pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own
I know that we don't talk
I'm sick of it all
Can - you - hear - me - when - I -
Sing, you're the reason I sing
You're the reason why the opera is in me...
Where are we now?
I've got to let you know
A house still doesn't make a home
Don't leave me here alone...
And it's you when I look in the mirror
And it's you that makes it hard to let go
Sometimes you can't make it on your own
Sometimes you can't make it
The best you can do is to fake it
Sometimes you can't make it on your own»
You're telling me and anyone
You're hard enough
You don't have to put up a fight
You don't have to always be right
Let me take some of the punches
For you tonight
Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone
And it's you when I look in the mirror
And it's you when I don't pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own
We fight all the time
You and I...that's alright
We're the same soul
I don't need...I don't need to hear you say
That if we weren't so alike
You'd like me a whole lot more
Listen to me now
I need to let you know
You don't have to go it alone
And it's you when I look in the mirror
And it's you when I don't pick up the phone
Sometimes you can't make it on your own
I know that we don't talk
I'm sick of it all
Can - you - hear - me - when - I -
Sing, you're the reason I sing
You're the reason why the opera is in me...
Where are we now?
I've got to let you know
A house still doesn't make a home
Don't leave me here alone...
And it's you when I look in the mirror
And it's you that makes it hard to let go
Sometimes you can't make it on your own
Sometimes you can't make it
The best you can do is to fake it
Sometimes you can't make it on your own»
"Sometimes you can't make it on your own", U2
quinta-feira, julho 28, 2005
Ainda da Felicidade
«No mais fundo do nosso íntimo desejamos a felicidade, ambicionamos uma benfazeja harmonia com aquilo que nos é exterior. Essa harmonia é alterada logo que a nossa relação com qualquer coisa é outra que não seja de amor.
Não somos obrigados a amar; apenas existe a obrigação de ser feliz.
Essa é a única razão para a nossa presença no mundo. E com toda essa obrigatoriedade, toda essa carga moral e todos esses mandamentos só raramente nos fazemos felizes uns aos outros, já que com tudo isso nem para nós somos capazes de obter felicidade. O ser humano só pode ser "bom" quando é feliz, quando há harmonia no seu interior: Ou seja, quando ama.»
Não somos obrigados a amar; apenas existe a obrigação de ser feliz.
Essa é a única razão para a nossa presença no mundo. E com toda essa obrigatoriedade, toda essa carga moral e todos esses mandamentos só raramente nos fazemos felizes uns aos outros, já que com tudo isso nem para nós somos capazes de obter felicidade. O ser humano só pode ser "bom" quando é feliz, quando há harmonia no seu interior: Ou seja, quando ama.»
Hermann Hesse
Zodíaco: Balança
«Balança é o sétimo signo, onde se inicia a segunda metade da roda zodiacal. Como tal representa uma mudança de enfoque do indivíduo, inicialmente voltado somente para si. Balança é o ponto de contacto com o outro. Trata-se de relações mais profundas. De Carneiro a Virgem, temos um processo de crescimento que se inicia no nascimento e desemboca no início da vida profissional. Cada signo comporta um simbolismo que reflecte primariamente uma determinada fase da vida. No caso de Balança, o significado dominante inclui o casamento, a divisão de tarefas, a necessidade de conciliação, a fundação da vida familiar.
A entrada do Sol neste signo corresponde à sua passagem pelo equinócio, e também com o meio do ano nos antigos calendários europeus. O signo possui assim o sentido de divisão e mediação. Na verdade, os balança adoram contactos sociais, festas e calor humano.
Ao tomar uma decisão, consideram demoradamente suas alternativas. O balança sabe, como poucos, o quanto a realidade comporta interpretações conflituantes e como é fácil deixar-se levar pelo preconceito e pelo pré-julgamento. A própria noção de antecipar um resultado com base em expectativas pessoais causa-lhes horror.
O símbolo mitológico é a balança, o instrumento usado para pesar e equiparar. É também o que os deuses de muitas mitologias usam na hora em que decidem se a alma de um mortal foi predominantemente boa ou má, e se merece a vida eterna ou não. O nativo deste signo estará a todo instante pondo as coisas na balança, e não dará um passo enquanto ela não pender claramente para um lado. Tanta preocupação assim traz suas desvantagens.
A busca pelo equilíbrio muitas vezes foge-lhes do controle. A vida pode trazer escolhas tão complicadas para a mente do balança, que ele vai ficar paralisado diante delas.
A entrada do Sol neste signo corresponde à sua passagem pelo equinócio, e também com o meio do ano nos antigos calendários europeus. O signo possui assim o sentido de divisão e mediação. Na verdade, os balança adoram contactos sociais, festas e calor humano.
Ao tomar uma decisão, consideram demoradamente suas alternativas. O balança sabe, como poucos, o quanto a realidade comporta interpretações conflituantes e como é fácil deixar-se levar pelo preconceito e pelo pré-julgamento. A própria noção de antecipar um resultado com base em expectativas pessoais causa-lhes horror.
O símbolo mitológico é a balança, o instrumento usado para pesar e equiparar. É também o que os deuses de muitas mitologias usam na hora em que decidem se a alma de um mortal foi predominantemente boa ou má, e se merece a vida eterna ou não. O nativo deste signo estará a todo instante pondo as coisas na balança, e não dará um passo enquanto ela não pender claramente para um lado. Tanta preocupação assim traz suas desvantagens.
A busca pelo equilíbrio muitas vezes foge-lhes do controle. A vida pode trazer escolhas tão complicadas para a mente do balança, que ele vai ficar paralisado diante delas.
O balança não poderia viver sem a companhia de outras pessoas. Todo o sentido mesmo do seu senso de justiça parece voltar-se para a construção e manutenção de uma convivência pacífica com o próximo.»
quarta-feira, julho 27, 2005
"Carta Para Ti"
«Fico
Para ti
Como sou
Aqui espero
Desespero
Como era
Sou quem era
Foi assim
Foi no tempo que passou
Foi sentir o teu olhar
Por mim fica quem já me chamou
Assim
Era
Para ti
Como sou
É o tempo
Que lamento
Vou esperar
Não vou esquecer
Foi assim
Que o tempo parou
Num lugar em mim
Que p'ra ti ficou
Estou aqui
No desejo
Do que vi
Do que vejo
Quero saber de ti
P'ra voltar a ver
Em mim o que vi
E não vou esquecer
Estou aqui
No desejo
Do que vi
Do que vejo
Fico
Para ti
Como sou»
«Fico
Para ti
Como sou
Aqui espero
Desespero
Como era
Sou quem era
Foi assim
Foi no tempo que passou
Foi sentir o teu olhar
Por mim fica quem já me chamou
Assim
Era
Para ti
Como sou
É o tempo
Que lamento
Vou esperar
Não vou esquecer
Foi assim
Que o tempo parou
Num lugar em mim
Que p'ra ti ficou
Estou aqui
No desejo
Do que vi
Do que vejo
Quero saber de ti
P'ra voltar a ver
Em mim o que vi
E não vou esquecer
Estou aqui
No desejo
Do que vi
Do que vejo
Fico
Para ti
Como sou»
Madredeus
sábado, julho 23, 2005
Tudo aquilo por que passamos ajuda a compreender não só quem somos, mas, sobretudo, como nos comportamos diante de cada face da vida. E ficamos extremamente satisfeitos quando, ao olhar para trás, mantemos, sem qualquer esforço, um sorriso de tranquilidade, por não nos envergonharmos daquilo que fizemos. Poder seguir em frente, de cara erguida e corpo recto.
Não há arrogância em estarmos satisfeitos connosco mesmos, quando admitimos as nossas falhas e as entendemos como alicerces para o que nos espera. Certamente, não sou arrogante quando me orgulho de quem sou e reconheço que são as minhas raízes que me suportam e tornam forte mas, ao mesmo tempo, vulnerável.
Descobrir as nossas fraquezas, nos pequenos desvios de percurso, dá-nos a faculdade de recuperar, mais rapidamente, dos maiores rombos. Conhecê-las, e saber como são superadas, é uma arma mais eficiente que repelir o que nos afecta.
Por mais inseguro que seja nas atitudes que tome, tenho que garantir que não contrario a minha formação humana ensinada e aprendida. Até este momento, sinto que não tenho qualquer assunto inacabado, porque ponho todo o meu empenho em tudo o que acredito, em tudo o que me estimula e torna reactivo ao que me rodeia. Abraço a derrota em que me reconheço exausto de recursos.
O meu equilíbrio, a minha estabilidade, não pode estar dependente de alguma coisa perecível. Tem que viver dentro de mim próprio, ainda que, por vezes, seja preciso parar tudo à volta para redescobrir que é em cada fibra do que somos que se encontra toda a força, toda a paixão, que precisamos para agarrar a vida e nos levantarmos.
É naquilo que sou que encontro a certeza que vai correr tudo bem. E, nos momentos mais escuros, em que todas as luzes parece que se apagam, brilha, ainda, essa luz interior, nutrida pela esperança, que nos diz, exactamente, o que fazer para assegurar a nossa liberdade face à culpa, à desilusão e à angústia.
É no que somos que nos mantemos, mas é com a esperança que depositamos uns nos outros que evoluímos e nos tornamos melhores.
Não há arrogância em estarmos satisfeitos connosco mesmos, quando admitimos as nossas falhas e as entendemos como alicerces para o que nos espera. Certamente, não sou arrogante quando me orgulho de quem sou e reconheço que são as minhas raízes que me suportam e tornam forte mas, ao mesmo tempo, vulnerável.
Descobrir as nossas fraquezas, nos pequenos desvios de percurso, dá-nos a faculdade de recuperar, mais rapidamente, dos maiores rombos. Conhecê-las, e saber como são superadas, é uma arma mais eficiente que repelir o que nos afecta.
Por mais inseguro que seja nas atitudes que tome, tenho que garantir que não contrario a minha formação humana ensinada e aprendida. Até este momento, sinto que não tenho qualquer assunto inacabado, porque ponho todo o meu empenho em tudo o que acredito, em tudo o que me estimula e torna reactivo ao que me rodeia. Abraço a derrota em que me reconheço exausto de recursos.
O meu equilíbrio, a minha estabilidade, não pode estar dependente de alguma coisa perecível. Tem que viver dentro de mim próprio, ainda que, por vezes, seja preciso parar tudo à volta para redescobrir que é em cada fibra do que somos que se encontra toda a força, toda a paixão, que precisamos para agarrar a vida e nos levantarmos.
É naquilo que sou que encontro a certeza que vai correr tudo bem. E, nos momentos mais escuros, em que todas as luzes parece que se apagam, brilha, ainda, essa luz interior, nutrida pela esperança, que nos diz, exactamente, o que fazer para assegurar a nossa liberdade face à culpa, à desilusão e à angústia.
É no que somos que nos mantemos, mas é com a esperança que depositamos uns nos outros que evoluímos e nos tornamos melhores.
Miguel V.
quarta-feira, julho 20, 2005
terça-feira, julho 19, 2005
Pensamentos profundos
- É bom deixar a bebida. O mau é não saber onde!
- Mata-te a estudar e serás um cadáver culto!
- Não és completamente inútil... ao menos serves de mau exemplo.
- O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe!
- Quem sabe sabe. Quem não sabe é...chefe!
- O homem que não tem sorte com as mulheres não sabe a sorte quem tem!
- Não leves a vida tão a sério, afinal nem sairás vivo dela!
- Se não és parte da solução és parte do problema!
- Há duas palavras que abrem muitas portas: puxe e empurre!
- Mata-te a estudar e serás um cadáver culto!
- Não és completamente inútil... ao menos serves de mau exemplo.
- O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe!
- Quem sabe sabe. Quem não sabe é...chefe!
- O homem que não tem sorte com as mulheres não sabe a sorte quem tem!
- Não leves a vida tão a sério, afinal nem sairás vivo dela!
- Se não és parte da solução és parte do problema!
- Há duas palavras que abrem muitas portas: puxe e empurre!
segunda-feira, julho 18, 2005
Salas de cinema portuguesas perdem 4.780 espectadores diários
"As salas de cinema portuguesas receberam a visita de 7.184.750 espectadores nos primeiros seis meses deste ano, uma quebra de 4.780 espectadores diários face a igual período em 2004, indicam os dados divulgados segunda-feira pelo Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM)."
in DiárioDigital
De certeza que eu não fui um dos responsáveis.
sexta-feira, julho 15, 2005
Só + 1 frustração
Rotas são as mentes
Que só olham o que já conhecem.
Sempre o mesmo estilo, o mesmo tema;
Quem quer que inove no lema,
De nada vale se fugir ao tema.
E com rimas da tanga
Se impressionam os admirados da vida;
Vida sofrida – claro está.
Desesperados do amor que,
Sem sentimento,
Buscam no momento,
Numa escrita impressionista,
Nada mais que um sopro da juventude
Intelectualmente perdida.
Na maturidade e na razão
Desfrutam os que abordam
A singela natureza das coisas
E que por simples complexa se torna
Aos que teimosamente a ela se encerram!
26 de Julho de 2004
quarta-feira, julho 13, 2005
terça-feira, julho 12, 2005
Poesia
«Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.
Aqui, deposta enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem.
No interior das coisas canto nua.
Aqui livre sou eu — eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos
Aqui sou eu em tudo quanto amei.
Não pelo meu ser que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não pelos incertos actos que vivi,
Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.»
«Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.
Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.
Aqui, deposta enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem.
No interior das coisas canto nua.
Aqui livre sou eu — eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos
Aqui sou eu em tudo quanto amei.
Não pelo meu ser que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não pelos incertos actos que vivi,
Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.»
Sophia
domingo, julho 10, 2005
Home

I don't know where I stand, although I may seem to know where I’m going. Though all lights turn out, when I’m just passing by, it’s as if I could see through the dark veil of my path. All the furniture's covered in white blankets waiting the moment when they’re uncovered, or threw away as garbage. But I still stand surrounded by the darkness blessing, looking through the veil to the white sheets covering my belongings. And I stand, as strong as I’ve always stood. I'll be home as long as I stand and I’ll always stand because I’m home. Home is where I stand.
sábado, julho 09, 2005
Subscrever:
Mensagens (Atom)





